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A falta de planejamento que asfixia o Brasil

Por Simplicio Araújo

Mais de R$ 80 bilhões. Conseguem imaginar esta quantia sendo gasta no combate ao coronavírus no Brasil? Teria sido uma realidade, se o Governo Federal não tivesse optado pelo contrário.

Este e tantos outros dados estão em destaque no estudo “Um país sufocado – Balanço do Orçamento Geral da União 2020”, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

De acordo com o levantamento, o Governo Federal, mesmo diante de uma crise econômica que se alastra há anos, e de uma crise sanitária que já contabiliza mais de 300 mil mortes, optou por deixar de gastar R$ 80,7 bilhões do orçamento destinado a conter os efeitos da pandemia da Covid-19, em 2020.

A análise dos gastos federais em 2020 apontada pelo estudo apresenta este cenário estarrecedor vivido pelos brasileiros, do qual, no que depender do Governo Federal, não sairemos tão cedo.

Ao destacar os gastos com saúde, educação, meio ambiente e direito à cidade, e também ao analisar a gestão dos recursos destinados a políticas que atendem grupos intensamente afetados pela crise, como mulheres, indígenas, quilombolas, crianças e adolescentes, o estudo busca entender qual é a prioridade do Governo Federal e com o que ele tem se preocupado neste período tão caótico.

O Inesc mostra no levantamento que o orçamento de políticas públicas essenciais seguiu uma tendência de corte nos últimos anos. Sendo assim, fica a pergunta: qual é o planejamento do Governo Federal para o país?

Existe planejamento? Qual é a estratégia para garantir que não faltarão alimentos, medicamentos, assistência médica, e para não deixar segmentos destroçados no meio dessa guerra ou garantir que sejam reconstruídos após tudo isso?

Diferentemente deste tipo de governo, nos governo estaduais várias gestões estão sendo conduzidas de forma mais assertiva e coesa. No Maranhão, por exemplo, são tomadas, semanalmente, medidas de cunho emergencial que dão assistência à saúde, à educação e à economia do maranhense.

Estudos como o do Inesc reforçam nosso papel de cidadão em questionar e reivindicar nossos direitos. Somente com a garantia de que exista um planejamento mínimo conseguiremos encontrar um caminho para sair dessa crise econômica e sanitária. Se falta planejamento e foco no combate à pandemia, certamente haverá também na reconstrução do país quando tudo isso passar.

Simplicio Araújo
Secretário de estado de Industria, Comércio e Energia do Maranhão

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2 respostas para “A falta de planejamento que asfixia o Brasil”

  1. Aston Beckman disse:

    O eleitorado brasileiro é do tipo que alimenta e se alimenta com o que há de mais podre. Depois ele mesmo, cínicamente, recursa-se a tragar as merdas excretadas das suas próprias entranhas!
    Quem votou em Bolsonaro, tentando usá-lo como arma de vingança, rasgou a venta: pois só agora descobriu que o Capitão dispara pela culatra.
    Mas não me venho com essa de dizer que o Jair Messia o traiu, não! Ele passou 28 anos, exibindo de forma sincera e transparente, no exercicio de deputado federal, todas as asnices e transgressões que hoje repete como presidente.
    A quem não o interpretou aqueles prenúncios, cabe três rótulos: burro, ingênuo ou fez uma escolha premeditada pela desgraça do Brasil.
    PS: se existe alguma liderança evangélica influente, chegou a vez de provar que o seu empenho por um Brasil melhor, está coberto das mais puras e honestas intenções. Então deflagre agora, uma sinergia com os seus irmãos em Cristo, objetivando descolar o rebanho protestante de Jair Messias, e assim ele cairá em queda livre.

  2. JOÃO SOUSA disse:

    E VOTAR EM QUEM NUM LADRÃO? NOS FISIOLOGISTAS QUE QUEREM TODO O DINHEIRO QUE NOS LASCAMOS DE PAGAR IMPOSTOS PARA COMPRAREM LAGOSTAS E VINHOS CAROS(BOULOS, MAIA, DÓRIA, DACIOLO) SÓ CANALHAS? E ESSA PESQUISA AÍ QUE NÃO MOSTRA DADO NENHUM? QUAL A FONTE DAS INFORMAÇÕES, ONDE ESTÁ A TABELA ESPECIFICANDO PQ O GOVERNO NÃO INVESTIU? O GOVERNO FEDERAL ENVIOU RIOS DE DINHEIRO PARA ESTADOS E MUNICÍPIO CUIDAREM DA AÇÕES DE SAÚDE OS QUAIS O STF DETERMINOU QUE CUIDASSEM DA PANDEMIA E NÃO SOFRESSE NENHUMA INTERFERÊNCIA DO GOVERNO FEDERAL. ENTÃO COMO COBRAR DO GOVERNO UMA AÇÃO QUE O STF DECIDIU QUE NÃO ERA DA COMPETÊNCIA DELE?

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