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Mais uma oportunidade para conhecer o magistrado Marlon Reis e sua polêmica obra “O nobre deputado”

Fonte: e-mail da jornalista Amanda Mouzinho

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Se considerarmos apenas o título: “O Nobre Deputado – relato chocante e verdadeiro de como nasce, cresce e se perpetua um corrupto na política brasileira”, já temos convicção do quanto é atual, apesar de repugnante, o assunto que Márlon Reis, juiz da cidade de João Lisboa (MA), trata nas 118 páginas do livro que lançará no dia 23 de julho em São Luís.

O evento na ilha, estilo “talk show”, que será mediado por jornalistas, radialistas e blogueiros, ocorrerá às 19h no auditório do Fórum do Calhau (Avenida Carlos Cunha, s/n) e é aberto ao público.

“Espero contar com a presença não só de amigos, mas de militantes em causas sociais, de formadores de opinião e de estudantes”, estima Reis, que considera ser engraçada e até curiosa a rotina de um político disposto a fazer tudo para alcançar e permanecer no poder.

Os dados constantes na obra literária – que vendeu em duas semanas cinco mil exemplares e figura na lista de O Globo/Época como o décimo mais vendido do país – resultam de pesquisa inédita feita pelo magistrado para sua tese de doutorado da Universidade de Zaragoza (Espanha). Ele conseguiu ouvir participantes dos meandros da política sobre como se define a eleição de um deputado federal ou estadual. Para que isso fosse possível, foi assegurado o mais absoluto anonimato a cada um deles.

Um dos entrevistados chegou a aconselhar Márlon Reis a procurar outra coisa para escrever, citando como exemplo as belezas da capital do estado, alegando  que o povo adora a beleza, o glamour. “Escreva sobre isso ou ninguém vai comprar seu livro. As eleições são uma farsa (…) e também pense na sua carreira para ver se você chega ao Tribunal”, especulou.

O personagem

Cândido Peçanha é um personagem fictício criado para dar corpo às vozes de uma dezena de pessoas que decidiram falar de modo franco e sem limites sobre os bastidores das campanhas eleitorais. Esse personagem é o rosto, sem maquiagem ou retoques, de uma realidade que sobreviveu à chegada do século 21 no Brasil.

“É claro que não me chamo Cândido Peçanha. Antes que você me acuse de ser mentiroso – ‘como todo político’, você dirá -, digo que estou aqui para contar a verdade que todo político esconde de seus ‘eleitores’. (…) Eu perderia tudo caso revelasse minha identidade verdadeira. (…) Como nem eu nem você queremos calar a voz de quem expõe as entranhas da política, melhor fingir que meu nome é Cândido Peçanha e aceitar o fato de que, para todos os fins, fui eleito democraticamente. Meu trabalho, como qualquer trabalho, é pautado por interesses. Represento os interesses do povo em diversos níveis: meu país, meu estado, minha cidade, meus amigos, minha família, meus interesses próprios. Nessa ordem crescente. A política é movida a dinheiro e poder. Dinheiro compra poder e poder é uma ferramenta poderosa para se obter dinheiro. Meu objetivo aqui é revelar como o poder transforma dinheiro em poder. É um sistema de engenhosidade formidável, complexo e encantador (…). As formas que abastecem as campanhas eleitorais são muitas, mas as mais importantes são as emendas parlamentares, os convênios, as licitações fraudulentas, a agiotagem e uma outra: a vaidade. É ela que nos faz degustar com deleite cada segundo de aplauso num comício, esquecendo momentaneamente que aquela multidão chegou ali em ônibus fretados pelo partido”, conta em alguns trechos sua Excelência.

Sobre o autor

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Márlon Reis nasceu em 1969 e ficou conhecido por ter sido um dos articuladores da coleta de assinaturas para o projeto popular que resultou na Lei da Ficha Limpa. Foi o primeiro juiz a impor aos candidatos a prefeito e a vereador revelar os nomes dos financiadores de suas respectivas campanhas antes da data da eleição. É também um dos fundadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, rede de abrangência nacional que reúne 50 das mais importantes organizações sociais brasileiras e congrega 330 comitês locais espalhados por todo o país. Em 2004, foi agraciado com o prêmio do Instituto Innovare, o mais importante da magistratura brasileira, na categoria juiz individual, em reconhecimento às suas práticas pela melhoria da legislação eleitoral no Maranhão. É ainda autor do livro O Gigante Acordado publicado pela editora LeYa em 2013.

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Uma resposta para “Mais uma oportunidade para conhecer o magistrado Marlon Reis e sua polêmica obra “O nobre deputado””

  1. Erik Moraes disse:

    Muito bom! Grande magistrado!

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