STARTUPs MARANHENSES: TELEBRAND

Com um software de Gestão de Tele-atendimento que, de fato, oferece telefonia digital e total controle sobre tudo o que é dito pelos atendentes, essa startup maranhense pretende revolucionar o atendimento de seus clientes em um mercado pobre de boas referências.

Os números falam por si. A Superclinica, cliente desde setembro passado, chegou a perder 600 ligações em um mês. O índice médio hoje é 2/mês. Em um negócio que depende de marcação de consultas por telefone, cada ligação é importante. Cada ligação perdida é um negócio que deixou de ser feito. Cada “alô” vale, no mínimo, R$50,00.

José Holanda Sobrinho ( 98 9 9615 7203), desenvolvedor do software, explica: “As empresas sabem quantos negócios fizeram, qual o resultado do mês, mas elas não fazem ideia de quantos negócios deixaram de fazer por mal-atendimento. O Telebrand não deixa passar nada porque atende a ligação antes do telefone tocar. Se, por uma fatalidade, todos os atendentes estiverem indisponíveis e a ligação cair, o sistema liga automaticamente para esse cliente quando a primeira pessoa estiver livre. Chamamos isso de Call Back”

Talvez a principal grande evolução do Telebrand em relação a seus concorrentes no Maranhão – que ainda vendem as antigas centrais analógicas da Embratel da década de 1990 – é que permite total controle sobre tudo o que acontece no telefone institucional.

O sistema registra, por exemplo, quantas ligações cada pessoa atendeu ou deixou de atender. Quantas pausas cada operador fez. Ou qual o horário com maior número de ligações.

Todas essas informações ajudam cada gestor na criação da melhor estratégia de atendimento.

No CTR, por exemplo, após uma reformulação na estratégia de atendimento, o tempo médio de espera do cliente saiu do patamar de 1 minuto para menos de 8 segundos. O que levou a uma redução no índice de ligações perdidas e que, consequentemente, aumentou o índice de exames marcados.

Revolucionar o atendimento. Levando em consideração que estamos em São Luis, é uma ótima missão. Boa sorte.

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Perfil do fundador: Jose Holanda Sobrinho, 44 anos, casado, 4 filhos, formado em ciências da computação pela UFMA, MBA em gestão de projetos pela FGV, empresário. Ex-executivo de Tecnologia da Elo Contact Center, Gabryella, entre outras.

Representação Comercial: Seven Desenvolvimento de Negócios. 98-9-8897-8744; 98-9-8844-9004;

Principais clientes: CTR, Dom+, Superclinica, Rofe Distribuidora, RJ Distribuidora, Lua Nova, Cimento Verde do Brasil, SB Telecom, Dalcar, Gabryella Call Center.

Vida longa e próspera.


 

DESAFIANDO A CRISE, O CEAPE-MA AUMENTA FUNDO DE FINANCIAMENTO PARA PEQUENOS EMPREENDEDORES.

ceapeeseumanoelAcredito que já deu pra perceber o quanto valorizo iniciativas que desafiem o status quo. Neste sentido, esbarrei com o CEAPE-MA e me surpreendi com o trabalho desenvolvido. Criado em 1987 para desenvolver uma metodologia alternativa de crédito para os empreendedores do setor formal e informal, que não têm acesso ao sistema de crédito (sistema bancário tradicional) e desejam ampliar ou melhorar seu negócio, a instituição chega em 2015 com a meta de positivar R$144.000.000,00 (cento e quarenta e quatro milhões de reais) em crédito para os pequenos.

A missão do CEAPE-MA é contribuir para o crescimento dos micro e pequenos negócios e melhoria da qualidade de vida dos empreendedores, através das microfinanças produtivas orientadas como estratégia de desenvolvimento econômico e social. Sua visão para os próximos anos é SER A MAIS EFICAZ ORGANIZAÇÃO DE MICROFINANÇAS PRODUTIVAS ORIENTADAS DO MARANHÃO, contribuindo para o desenvolvimento dos pequenos negócios e melhoria da qualidade de vida do empreendedor. Só isso.

Como eles pretendem fazer isso?

Simples. Disponibilizando até R$20.000,00 de crédito a empreendedores que não precisam ser formalizados (ter CNPJ) nem apresentar garantias econômicas reais (ou seja, não precisa empenhar nada além da palavra).

Parece papo de doido, mas é verdade.

A liberação de um microcrédito é baseada principalmente na análise sócio-economica do empreendedor, onde é avaliada a INTENÇÃO e a potencialidade do cliente, análise feita pelo Assessor de Crédito.

Podemos dizer que no crédito tradicional o cliente vai até a agência, e no microcrédito o banco vai ao cliente (através do Assessor de Crédito). Isto porque após solicitar crédito, o empreendedor recebe o CEAPE-MA em seu estabelecimento e ali o projeto de investimento é construído em uma via de mão dupla.

Entre os clientes do CEAPE estão microempresas formais, informais e autônomos. Porém, a grande maioria dos clientes é constituída por pessoas de baixa renda, que possuem, geralmente, empreendimentos familiares ou pequenos negócios em suas casas, há pelo menos 6 meses.

Agora imagine um vendedor de camarão na praia que recebe um crédito e evolui para um box em uma CEASA da vida. Sinta a força disso.

Porém, nem tudo são flores. Essas pessoas possuem baixo nível de escolaridade, baixa capacitação e pouco conhecimento do mercado em que atuam. Em seus empreendimentos, esses fatores acarretam controles financeiros deficientes e outros problemas operacionais que, às vezes, ceifam seus negócios antes do amadurecimento comercial.

Para minimizar a ocorrência desses efeitos colaterais, o CEAPE aposta todas as fichas no trabalho do Assessor de Crédito, que precisa ter uma sensibilidade ninja. Tem dado certo.

Confesso que fiquei fascinado com a aplicação de todos aqueles conceitos de microfinanças estudados na faculdade e sei que é impossível escrever algo mais profundo em um post de blog, mas aconselho a todos que são entusiastas de empreender para não morrer, que visitem o CEAPE-MA e busquem aconselhamento.

Faço questão de separar uma manhã para escrever sobre empresas ou pessoas que façam a diferença. O CEAPE entrou no meu Hall de benchmarkings. Parabéns a Claudia e equipe.

Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte O QUE VOCÊ PODE FAZER POR SEU PAÍS.” (JFK)

Vida longa e próspera.

COMO NÃO FALIR USANDO MÁQUINAS DE CARTÃO DE CRÉDITO EM SEU NEGÓCIO – TUDO SOBRE TAXAS

A gr73102607125133835ande verdade é que hoje qualquer um pode ter uma máquina de cartão de crédito – mais que isso – a presença da máquina não é mais diferencial, é obrigação. Mas, afinal de contas, com tantas máquinas no mercado, qual é a melhor? Como não perder dinheiro?

Para não tornar tudo chato e fazer de seu monitor um emaranhado de números, eu utilizarei como exemplo a CIELO, que é a líder de mercado e me autorizou postar essas taxas.

Indo direto ao ponto, analisemos primeiro as operações. Basicamente, são duas: crédito e débito.

DÉBITO

Nas vendas a débito a única taxa cobrada é a de administração, que é de 2,5% do valor total. O recebimento é em até 24 horas após a venda. EXEMPLIFICANDO:

A TabTech vendeu um computador por R$2.200,00 no débito e pagou R$55,00 (2,5%) a CIELO.

CRÉDITO

Nas vendas a crédito, o empresário precisa estar atento para as seguintes taxas: taxa básica  4% do valor total; taxa de adiantamento 3,73% por parcela antecipada.

EXEMPLIFICANDO CRÉDITO À VISTA: A TabTech vendeu um computador por R$2.200,00 e o cliente pagará em uma parcela. Então, a empresa pagará R$88,00 (4%) para a CIELO.

EM CASO DE VENDA PARCELADA, o empresário recebe também de forma parcelada, porém, há a opção clássica de antecipar os recebíveis.

O que é isso? – Se o cliente do computador resolver parcelar em 6 vezes, o empresário paga apenas 4% mas recebe de forma pingada também. Se, por acaso, quiser receber logo (24 horas) deverá pagar 26,38% (3,73 x 6 + 4) de taxas, ou R$580,00.

É nesse ponto que muitos empresários PERDEM DINHEIRO. Se o Jefferson, proprietário da TabTech, projeta uma margem de 30% sobre o valor da venda, então o lucro bruto presumido será de R$660,00. Descontando o valor das taxas, sobraria R$80,00.

Depois de descontar os impostos, restaria ao empresário fechar a loja e procurar um emprego.

Portanto, não existe a melhor máquina de cartão de crédito do mundo; existe a mais adequada ao seu negócio. Cada uma tem uma política diferente. Veja uma por uma, calcule todas as taxas e não se afobe.

Vida longa e próspera.

 

PORQUE DEVEMOS IR E PRESTAR ATENÇÃO AO ENCONTRO DE LIDERES EMPRESARIAIS DO MARANHÃO?

1 – É UM ENCONTRO SOBRE GESTÃO EM SEU SENTIDO AMPLO

Apesar de ser promovido pela ABRH, traz o tema “Empreender, Liderar e Consolidar” e tem como objetivo traçar um panorama – sem clichês – da economia, discutir estratégias e oportunidades que surgem no mercado em crise. Afinal de contas, em crise se cresce.

2 – AS ATRAÇÕES

????????????????????????????????????????????DONY DE NUCCIO é formado em jornalismo pela USP e economia pelo Mackenzie. Fez extensão em economia na Brown University/USA e é Mestre em economia pela FGV. Trabalhou por mais de 5 anos no mercado financeiro, largou uma posição de destaque no Citybank para seguir o sonho de ser jornalista. Hoje, aos 31 anos, é âncora do programa Conta Corrente, editor de economia do Jornal das 10 (GloboNews) e comentarista de economia do Hora 1 (TV Globo). Foi repórter de diversos telejornais da TV Globo (Incluindo SPTV, Bom Dia São Paulo, Jornal da Globo, entre outros).

 

sofia

SOFIA ESTEVES é fundadora e Presidente do Grupo DMRH e Cia de Talentos. Graduada em Psicologia com Pós Graduação em Gestão de Pessoas, é também Professora curso de MBA de Recursos Humanos na FIA e Professora convidada do INSPER e Fundação Dom Cabral. Pra quem não sabe, a Cia de Talentos é atualmente o benchmarking nacional em recrutamento.

 

walter kurodaWALTER KURODA é Mestre em Administração pela PUC-SP e Bacharel em Engenharia pela FEI.

Co-autor das metodologias ELOS e PACTO. Possui Especialização em Gestão e Finanças pelo INSEAD, Kellogg e Wharton Business School. Foi executivo do Lloyds, Nacional e Unibanco, e sócio do banco BHB. Professor de Estratégia e Finanças pela FDC, FGV, Insper, PUC-SP e ESPM

Foi consultor indicado pelo Banco Central do Brasil para elaboração de planos de negócios de novos bancos no país. Particularmente, eu sou fã desse cara.

3 – NETWORKING

Empresários, diretores e gerentes de grandes empresas já confirmaram presença no evento. O ambiente de intensa discussão favorece o diálogo e é propício para criação de oportunidades de negócio.

lideres

COMO CRIAR UM NOME INESQUECIVEL PARA SEU NEGÓCIO – 7 Dicas

Tem gente que desde criança sabe o nome que vai dar para os filhos. Você já pensou e pesquisou sobre o nome da sua empresa?

De todos os elementos, documentações e decisões necessárias de uma jornada como abrir uma empresa, é provável que o nome dela ou do produto seja uma das tarefas mais difíceis de se executar. Hoje, somente no Brasil existem um pouco mais de 18.000.000 (dezoito milhões!) de empresas. Imagine criar algo que não existe?

É realmente difícil, nós sabemos, porque já vimos vários clientes sempre se esbarrar nos mesmos questionamentos para criar o nome da empresa, como: “Será que meu negócio será regional, nacional ou internacional?” ou “Coloco um nome em português ou inglês?” e até mesmo “Sigla com nome de sócios ou relacionado ao produto?”.

Mas calma, existe uma saída e um caminho para chegar até a criação do nome ideal para sua empresa ou produto e vamos te mostrar a trilha do ouro através dessas dicas! Leia com calma e bom processo criativo:

1) Tenha certeza da sua Visão

Quando você decidiu criar sua empresa, com certeza você tinha um objetivo, seja ele ajudar as pessoas a comprar comida pela internet ou promover encontro de casais por aplicativos de smartphones. Por isso, a primeira dica é você definir exatamente o que sua empresa é e o que você quer entregar de valor para seu consumidor. Isso é a sua Visão: onde você quer chegar e o que você quer ser.

Toda empresa deve ter um diferencial que será refletido no nome da empresa, na identidade visual, no time e, principalmente, na mensagem que ela irá passar ao mundo.

2) Seja Diferente

Sim, mesmo com 18 milhões de empresas, é possível se diferenciar. Existem algumas características do seu negócio que podem estar presente no nome como forma de diferenciação. Alguns exemplos:

  • Por Segmento: Nesse tipo, você utiliza algum termo relacionado ao seu business para caracterizar o negócio, podendo ser complementar ou o nome da empresa de fato. Ex: O aplicativo para pedir táxis por smartphones 99Táxis.
  • Por Regionalização: Para as empresas que querem se diferenciar por fazer parte de um mercado local. Geralmente pequenos negócios utilizam-se dessa estratégia. Ex: Um hotel que fica em uma famosa praia da cidade e leva o nome do local, como o Hotel Praia do Forte.
  • Por Público: Aqui você vai focar no seu público e em seu comportamento para incorporar no nome da sua empresa . Ex: Uma loja de roupas para nerds assumidos, que se chama Geek Store, ou o nome de uma loja de roupas para mães e seus filhos pequenos, como a Bebê Store.
  • Por Produto: Nesse modelo você já vai dar a ideia exata do que é seu business ou mesmo produto no nome. Esses casos facilitam a compreensão do consumidor e geralmente são nomes mais fáceis de lembrar. Ex: Casa do Pão de Queijo – claro, direto e dá até fome né? Outro bom exemplo é da Apple, que criou uma família de produtos “I”, iPhone, iPod, iMac… Uma ótimo estratégia de branding para marcar o consumidor.
  • Por Inovação: Para as marcas que estão lançando novos produtos ou serviços inovadores no mercado, uma boa estratégia é ter um nome criativo que “fale” pela inovação. Ex: O Instagram apostou nessa estratégia. Eles queriam um nome que remetesse ao ato de “Gravar” algo “Aqui e Agora”, e pronto, um nome forte e marcante.

3) Curto e Direto

As siglas e os nomes curtos são ótimas opções também, pois são mais fáceis de memorizar e até de falar! Uma boa estratégia para criar um nome curto é tentar utilizar as iniciais dos sócios ou do produto. Mesmo que você crie um nome longo, você pode criar uma marca que utilize a sigla em sua composição. Veja alguns exemplos:

  • GSK: GlaxoSmithKline
  • NASA: National Aeronautics and Space Administration
  • GM: General Motors
  • C&A: Clemens e August Brenninkmeijer (Irmãos fundadores)

4) Converse com seu público

Uma prática que instigamos sempre em nossos clientes de criação de nome é que eles busquem o público deles e apresente as opções de nomes para eles falarem! É importante perceber como seu cliente vai pronunciar o nome, e principalmente, o que ele entende que aquela empresa faz só pelo nome. Se ele responder algo similar ao que sua empresa realmente faz, pode apostar que você está no caminho certo.

Nem sempre o nome vai estar inteiramente ligado ao negócio da empresa, mas uma pronúncia forte e fácil é essencial, veja o exemplo da Red Bull, marca de energético que tem em seu nome duas palavras de pronúncia e significado forte (“Red” – Vermelho e “Bull” – Touro).

Lembre-se: a sua marca deve ser algo acessível e não algo que as pessoas lutam ou tenham vergonha de falar por não conseguirem pronunciar.

5) Pesquise muito

A pesquisa é essencial para que você chegue a um gran finale fenomenal. Faça um benchmarking de seus concorrentes diretos e indiretos, como eles se comunicam, quais cores usam e se já existem nome similares ao que você pretende usar. Outra pesquisa importante é em relação ao público que você pretende atingir. Pesquise a classe econômica deles, seus hobbies, como eles se comunicam na internet, quais marcas eles usam, assim você conseguirá ficar bem próximo e falar a “mesma língua” que eles!

Importante: se você é uma empresa que visa um crescimento internacional, é essencial que você saiba como é pronunciada e a tradução da palavra em outros países, para não dar uma mancada similar ao malfadado mecanismo de busca lançado em 2008 pela Microsoft que chamava “Cuil”, lembra? Primeiro, ninguém sabia ao certo como pronunciava e acabou por se pronunciar “Cool”, mas depois de tantas dúvidas e zoações, o mal feito já tinha sido feito.

6) Faça um Brainstorming

Brainstorming é uma expressão americana que na tradução para o português significa “tempestade cerebral” ou “tempestade de ideias”: jogar várias ideias para selecionar a melhor. A nossa dica é que você marque uma reunião só para essa tarefa juntando as pessoas mais importantes para sua empresa – podem ser sócios, colaboradores e até mesmo aquele amigo criativo e mande ver! Algumas dicas para o processo de brainstorming:

  • Nenhuma ideia é ruim ou errada. Não vale cortar os colegas, isso acaba inibindo e prejudicando a sugestão de novas ideias
  • Escreva todas as sugestões no papel, não descarte nenhuma. Somente no final, escolha as melhores e debata sobre elas.
  • Divirta-se! Afinal, você está criando sua empresa ou produto!

7) Está liberado para registro?

Tudo certo? Ainda não, falta um ponto principal que muita gente esquece ou nem sabe que existe. No Brasil existe um órgão que regula o registro de marcas e patentes, o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual). O registro oficial só é válido se for feito pelo INPI. Só assim para você e sua empresa ficarem salvos de plágios e cópias de marcas.

Acesse aqui a ferramenta ou baixe aqui o aplicativo para fazer uma Busca Prévia Grátis da disponibilidade da sua marca no INPI. Ela vai te ajudar a dar o primeiro passo no registro do nome da sua empresa.

Outro ponto, ainda se falando de registro e que não pode ficar de fora de seu estudo, é realizar a pesquisa do domínio (link do site) na internet. Até porque, imagina criar um nome incrível, uma logo perfeita, um site super tecnológico e o domínio não estar liberado? A UOL tem uma ferramenta bem legal que te ajuda nessa busca. Acesse aqui!

SIMPLIFICANDO, ABAIXO DIVULGO MINHA MAIS NOVA CRIAÇÃO:

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SEVEN DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS – Empresa de consultoria focada em soluções rápidas para pequenas e médias empresas, que traz em seu portfólio 7 áreas de atuação (Gestão, T.I, Contabilidade, Jurídico, Capacitação, Branding e Mídias Eletrônicas.

O passo a passo para se formalizar como Empreendedor Individual (MEI)

Co-autoria: Patricia Maciel Buarque de Holanda, sócia da Sete Desenvolvimento de Negócios, consultoria especializada em soluções sob-medida para Micro Empreendedores Individuais e Micro Empresas. Telefone: 9-8844-9004.

Se você é um empreendedor individual, está na hora de se formalizar. Tire suas dúvidas aqui

Todo grande negócio um dia já foi um pequeno negócio, uma ideia embrionária, ou, principalmente, um super empreendedor individual suando a camisa para fazer a ideia rodar. Sendo o início solitário ou com uma empresa formada, a formalização é um primeiro importante passo para crescer.

Os seus negócios estão crescendo, mas você ainda é um profissional autônomo, ou seja, um empreendedor individual? Então, esse artigo é para você. Aqui, vamos explicar o passo a passo e as vantagens de você se formalizar e quais são os caminhos mas adequados para se tornar um MEI (Micro Empreendedor individual).

Está tudo dando certo como está. Tenho preguiça de burocracia e não tenho tempo para perder. Por que devo me formalizar?

Realmente, a burocracia é chata no Brasil. Mas a boa notícia é que, no seu caso, enquanto empreendedor individual com um negócio em começo de vida, se formalizar tem custos baixos, é simples e pode ser feito pela internet através do Portal do Empreendedor (http://www.portaldoempreendedor.gov.br/). Gratuito e online: o melhor caminho é adotar o MEI.

Sendo MEI, você passa a ter direito a alguns benefícios, como aposentadoria por idade ou invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio reclusão e pensão por morte, além da facilidade para comprovar renda e poder ter acesso facilitado aos serviços bancários.

Por fim, poderá emitir notas fiscais em menos de 5 minutos e pela internet, o que pode ser decisivo para alguém te contratar ou não.

Qualquer um pode ser MEI? Ou há alguma restrição?

Para que um empreendedor individual se formalize como MEI, ele precisa ser maior de 18 anos (se for menor de idade, precisa ter pelo menos 16 e ser emancipado) e faturar no máximo até R$ 60 mil por ano.

Atenção: médicos, engenheiros, advogados e outras profissões regulamentadas não se enquadram como Empreendedor Individual, então você também precisa verificar se sua atividade está entre a lista de 480 atividades permitidas.

Outro ponto importante: para ser MEI, você não pode ser sócio, titular ou administrador de outra empresa. E, claro, também não pode ter filiais.

Não sou brasileiro, como Empreendedor individual, posso ter um MEI?

Sim, mas você precisa ter um visto permanente.

 OK. Então por onde eu começo?

Para se formalizar, basta fazer uma inscrição gratuita no Portal do Empreendedor. Você vai precisar informar apenas o número do título de eleitor ou o número do último recibo de entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física.

Após preencher o formulário, imprima seus documentos: Certificado da Condição de Microempreendedor Individual, carnê de Pagamento Mensal (DAS), Relatório Mensal de Receitas Brutas (um para cada mês). Esses documentos são necessários para manter sua formalização em dia.

Após o cadastro, você já ganha um CNPJ e o número de inscrição na Junta Comercial. Não é necessário encaminhar nenhum documento a nenhum lugar.

E como ficam os tributos? Que taxas precisarei pagar em cima de cada nota?

Existe uma pequena taxa mensal, fixa, que cobre valores destinados à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS (essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo). Podem haver outras taxas estaduais ou municipais, dependendo da atividade exercida.

Com mais detalhes: o MEI está enquadrado no Simples Nacional. O SIMEI é o sistema de recolhimento em valores fixos mensais dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (MEI).

Atualmente, os valores dos impostos são:

– R$39,40 de Contribuição Previdenciária

– R$5,00 ICMS

– R$1,00 ISS

Como MEI, você é isento dos outros impostos, precisando apenas anexar, em um relatório mensal, as Notas Fiscais recebidas de compras de produtos/serviços ou emitidas para clientes.

Mas abrir uma empresa é sempre mais simples do que fechar…

Calma. O MEI também permite que você feche sua empresa sem custos e com agilidade, pela internet mesmo. Após realizar a baixa, não esqueça de preencher a Declaração Anual do MEI – DASN/SIMEI de Extinção – Encerramento, no Portal do Simples Nacional.

E se eu quiser fazer alguma mudança no meu cadastro?

Mais uma vez, você faz isso rapidamente pela internet. A qualquer momento você pode mudar seu endereço, atividades e nome fantasia. Todas as modificações devem ser feitas pelo Portal do Empreendedor. A alteração de dados é gratuita e registrada automaticamente.

Posso ter um funcionário?

Você não pode ter sócios, mas o regime permite que tenha no máximo um funcionário (e esse é o limite) com remuneração de um salário mínimo ou piso salarial da categoria. Ao registrar seu funcionário, preste atenção as suas obrigações enquanto empregador. Como MEI, você precisará pagar 8% de FGTS e 3% de previdência social.

E se seu crescer e começar a faturar mais, posso continuar como MEI?

O MEI está enquadrado no Simples Nacional em um regime chamado SIMEI. Se a sua empresa crescer, você muda de categoria dentro do Simples Nacional – o que significa uma tributação um pouco maior, de acordo com o aumento de sua receita bruta anual. O Simples Nacional está dividido em 20 faixas de faturamento, até o limite de R$ 3,6 milhões.

Como MEI, como declaro meu Imposto de Renda?

Também é simples. E a sua única obrigação, além do pagamento dos carnes mensais, é fazer uma declaração anual simplificada – que também pode ser feita pela internet.

 

 

 

 

Como fazer um contrato social para sua empresa

Entenda como um contrato social pode trazer mais clareza para o seu negócio

Se você tem uma certidão de nascimento, sua empresa deve ter um Contrato Social. O documento é indicado aos empreendedores que pretendem formar uma sociedade, seja ela uma micro, pequena, média ou grande empresa.

Seu objetivo é formalizar uma sociedade junto ao CNPJ. Com isso, o empreendedor adquire o direito de abrir uma conta corrente jurídica, obter empréstimos, emitir notas fiscais e mais. O registro de uma sociedade exige que os sócios elaborem e registrem o Contrato Social junto à Junta Comercial de seu estado. Se a sociedade for simples, esse registro é realizado por um Cartório de Registro das Pessoas Físicas.

Como fazer um contrato social

O primeiro passo é a divisão de quotas entre os sócios, pois é isso que define a participação de cada um no empreendimento. Um ou mais sócios devem receber a função de administrador do negócio. Entretanto, a função pode ser transferida, desde que previsto em acordo ou que se forme um novo acordo consensual.

O valor pago a cada sócio também deve estar expresso no contrato da sociedade, seja em formato de pro labore ou distribuição dos lucros. Caso opte por determinar esse valor em outro momento, esta informação deve estar detalhada em contrato para sua posterior inserção no documento.

Outro ponto essencial no seu contrato é determinar quem participa das deliberações mais importantes da empresa, como entrada de novos sócios ou empréstimos de alto valor. Estipule o tipo de decisão que só pode ser tomada com o consentimento de todos e aquelas que qualquer sócio pode tomar sozinho, ou que alguém dará a palavra final.

Além disso, seu contrato social deve conter as atividades exercidas pela empresa e os locais em que atua. Dessa forma, você só poderá emitir notas fiscais referentes aos produtos ou serviços descritos. Mas não é adequado incluir vários tipos de atividade para aumentar sua abrangência, ou você terá que lidar com mais licenças e regimes tributários.

Trabalhando dentro da lei

Para finalizar, não deixe de contratar os serviços de um advogado para a confecção do Contrato Social. Contabilistas também podem executar esse tipo de trabalho. Uma falha comum do empreendedor é pegar apenas o modelo disponibilizado pela junta comercial e preenchê-lo, mas é muito importante entender o que consta o documento e dedicar atenção a ele. Todas as cláusulas devem estar de acordo com o ordenamento jurídico em vigor e o documento final deve ser assinado pelo advogado da empresa, ainda que contratado apenas para aquele fim.

Vale complementar que, enquanto o Contrato Social é obrigatório, um documento jurídico complementar e muito recomendado é o Acordo de Acionistas. Nele, estará mais detalhado o relacionamento entre os sócios e a empresa, as questões de governança e que medidas são tomadas em certos casos. Se o contrato social é a certidão de casamento do negócio, o acordo de acionistas é o acordo pré-nupcial.

 

PATRIMÔNIO DIGITAL: O que o empreendedor deve saber para aproveitar os incentivos do novo projeto de fomento do Governo/Prefeitura.

patrimonio digitalSemana passada, a dobradinha Estado-Prefeitura, anunciou um pacote de incentivos que pode beneficiar centenas de empresas da ilha. Formado por três leis municipais, a iniciativa tem como objetivo promover a preservação do acervo imobiliário do Patrimônio Histórico de São Luis (5.300 imóveis); bem como gerar riqueza no fomento de novos negócios.

Apesar de recente, a iniciativa já apresenta resultados pois a primeira empresa habilitada, a Elo Contact Center, emprega 3.652 funcionários e com os incentivos projeta gerar um total de 5.144 empregos diretos na capital; injetando na economia local R$51 milhões anuais em salários e R$41,23 milhões em encargos sociais. Fora isso, todos os funcionários possuem plano de saúde, o que gera uma economia estimada de R$5milhões/ano à saúde municipal.

O Secretario Adjunto de Desenvolvimento Sustentável de São Luis, Pablo Rebouças, reservou um tempo em sua agenda e falou ao blog sobre os caminhos que o empreendedor ludoviscence tem que percorrer para enquadrar seu negócio nos parâmetros do Projeto e se beneficiar dos incentivos.

Que tipos de empresas podem aderir (atividade e tamanho)?

O projeto contempla desde micro empresas a empresas de grande porte.

As premissas básicas são para as Leis 5876/14 – Patrimônio Digital e 5917/14 – Conviver no Patrimônio:

– instalação e operação de suas atividades em um imóvel da Zona de Proteção Histórica formado pelos tombamentos Federal e Estadual desde que comprove a conservação e preservação do referido

– Ter como atividade principal uma dos CNAES contemplados por uma das duas Leis

– Comprovação de geração de empregos;

Que benefícios, de fato, uma empresa pode ter ao aderir ao Projeto?

As empresas que aderirem A Lei 5876/14 podem ter redução de até 60% do ISSQN por até 15 anos

As empresas que aderirem à Lei 5917/14 terão redução por até 30 anos de até 60% do ISSQN, até 50% do IPTU, até 50% do ITBI e até 100% de taxas municipais voltadas para 297 atividades econômicas, conforme escrito na Lei anexa

Qual a expectativa do poder público em relação ao número de empresas beneficiadas?

A expectativa é de não só atrair atividade econômica para a ZPH como incrementar as atividades que já existirem no Centro Histórico e que desejarem ampliar a capacidade de produção ou modernizar seus processos produtivos;

Por qual processo a empresa passa para obtenção dos benefícios?

Para o Patrimônio Digital  a empresa dá entrada na SEMFAZ no Processo composto de um projeto de viabilidade econômica e financeira, a documentação prevista na Lei 5876/14 e no decreto n° 45784/14 . A SEMFA encaminha para a SEPLAN que faz a análise do projeto e emite o Ato de Aptidão Econômica e Financeira com a dosimetria do incentivo em percentual de redução – até 60% e em quantidade de tempo – até 15 anos. Feito isso o processo segue para a FUMPH que emite um check list de itens a serem preservados e conservados no prédio a ser ocupado pela empresa e após a empresa cumprir a FUMPH emite um relatório de conservação e preservação válido por 2 anos. Finalmente o processo volta para a SEMFAZ que emite uma portaria de fruição dos incentivos. A empresa só passa a usar o direito aos incentivos após ter realizado os investimentos e comprovada a preservação e conservação do imóvel na ZPH.

Para as Leis 5917/14 e 5916/14 de 23/12/2014 a Prefeitura está elaborado o Decreto por um colegiado formado pela SEPLAN, SEMGOV, SEMFAZ, FUMPH, SETUR, INCID e Núcleo de PPP.

Por quais órgãos o processo passa?

SEMFAZ, SEPLAN/SADES e FUMPH

Que documentos são necessários?

Para o Projeto Patrimônio Digital conforme decerto 45784/14 para os demais projetos de acordo com os decretos que estão em fase de elaboração. O certo é que independente do Decreto a empresa pleiteante deverá estar regular com os tributos e taxas municipais, estaduais e federais, possuir os licenciamento de operação, obter dos Órgãos de Preservação e Conservação (IPHAN, DPHP ou FUMPH) a comprovação do tombamento do imóvel, comprovar a geração de empregos, e estar funcionando na Zona de Patrimônio Histórico;

Qual a responsabilidade de cada órgão no processo?

A SEMFAZ recebe o protocolo após análise inicial do check list de documentos. A SEPLAN através da SADES – Secretaria Adjunta de Desenvolvimento Sustentável realiza a análise da viabilidade econômica e financeira e emite a dosimetria do incentivo em redução de % e de tempo de incentivo, a FUMPH lista a conservação e preservação a ser realizada e emite um relatório de conservação e preservação e a SEMFAZ finaliza o processo emitindo uma portaria de fruição e o Diário Oficial do Município publica a portaria.

Quanto tempo, em média, deve levar entre o inicio e o término do processo? 

No início do Processo na SEMFAZ, caso recebido o protocolo 72 horas chega a SEPLAN/SADES, na SADES/SEPLAN caso não haja necessidade de alguma correção no projeto em cerca de 15 dias, na FUMPH para a lista de conservação e preservação por volta de 7 dias. Aí é a parte do empreendedor realizar as obras de conservação e preservação e esse tempo e bastante relativo. Feito isso a FUMPH faz uma visita técnica e atesta a preservação e conservação em no máximo 15 dias após a visita. Na Semfaz o processo encerra em no máximo 7 dias e é emitida e publicada a portaria de fruição onde a empresa no mês seguinte a publicação terá direito a usar o benefício;

Composição das leis municipais de incentivos fiscais aprovadas entre setembro/dezembro de 2014:

Lei 5876/14 – Projeto Patrimônio Digital – Redução por até 15 anos de  até 60% do ISSQN para 109 atividades econômicas voltadas para Tecnologia da Informação e Tele atendimento e call center;

 Lei 5917/14 – Projeto Conviver no Patrimônio – Redução por até 30 anos de até 60% do ISSQN, até 50% do IPTU, até 50% do ITBI e até 100% de taxas municipais voltadas para 297 atividades econômicas

– Lei 5916/14 – Projeto Construindo no Patrimônio – Redução de até 60% no ISSQN e até 100% das taxas sobre as obras de intervenção, conservação e preservação do acervo imobiliário, urbanístico e paisagístico da Zona de Proteção Histórica

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Apresentação oficial do Projeto

EMPREENDEDOR: 7 DICAS PARA SER BEM VISTO NOS BANCOS

Os bancos não querem me emprestar dinheiro. O que está faltando?

Para melhor conceituar a pergunta, vamos admitir que estamos falando de empreendedores que estão iniciando seus negócios do zero ou que necessitam recorrer aos bancos para um novo recurso para ampliação, investimento em máquinas ou equipamentos, ou até mesmo uma pequena aquisição para impulsionar seu crescimento no mundo dos negócios.

Ser bem visto por bancos para construir seu crédito não tem muitos segredos, mas sim disciplina e organização, pois já se foi o tempo de ser amigo do gerente para conseguir algum tipo de capital de giro, como no tempo de nossos pais.

Listo abaixo alguns itens que, combinados, poderão permitir atingir os objetivos:

1) Plano de Negócios consistente: apresentar um bom Plano de Negócios, com racionais sustentáveis de rentabilidade ajuda muito, pois será um bom instrumento para comprovar que o negócio foi amplamente estudado, simulado e que, estando alinhado a estratégia da empresa, será uma grande ferramenta de auxílio à gestão do negócio. Pesquisas de mercado e opinião de consultores também contribuem para determinar as premissas deste Plano.

2) Idoneidade dos Sócios e Caráter: em crédito, o conceito de “caráter pessoal” é muito forte, pois determina como se comportam as pessoas nos momentos de crise, onde a conduta e a postura moral são fundamentais. Nenhum negócio bom deu certo com pessoas ruins. Do ponto de vista da idoneidade, atualmente os bancos recorrem a diversos serviços de proteção ao crédito, como Serasa e outros, que são ferramentas bastante eficientes na verificação do histórico de CPFs e CNPJs. Manter seu histórico de crédito positivo vai ser determinante neste processo. Infelizmente nosso país ainda não avançou na implantação dos cadastros positivos de crédito, que funcionam muito bem nas economias modernas, e por isso pagamos o preço de uma economia emergente que valoriza o cadastro negativo.

3) Governança: independentemente do tamanho do negócio, critérios mínimos de governança são bem vistos e, se bem demonstrados, auxiliam na construção do conceito e intenções da empresa.

4) Integridade Fiscal: o mundo mudou! Já se foi o tempo de estruturas paralelas. Isto impedirá sua empresa de crescer, além de ser mal visto pelos bancos, pois é difícil mensurar pelo empirismo dos números. Seu negócio só é viável se suportar carga fiscal de frente.

5) Contabilidade e Auditoria: não é o tamanho do negócio que faz uma empresa ser mais ou menos transparente. Entendo que, mais exigente que o banco, o próprio sócio deve buscar uma contabilidade em tempo real, que reflita a verdadeira situação da empresa, pois ele que corre o maior risco por ser o investidor principal. Tendo isto em ordem, uma oportunidade de fusão ou aquisição será muito facilitada, bem como o entendimento da performance da empresa pelos analistas de crédito. Bancos gostam de informação como: balanços, balancetes recentes, fluxo de caixa, relação de ativos e passivos, quadro de obras, relação de frota, passivo bancário aberto por banco, modalidade, prazo, etc. Quando possível investir em uma auditoria externa, será de grande valia.

6) Estratégia da Empresa: ter um Planejamento Estratégico consistente e bem definido, que possa ser apresentada com alguma formalidade, abordando uma visão de curto, médio e longo prazo, também auxiliará na construção deste crédito.

7) Volume e Estrutura de Funding e Garantias: por último e não menos importante, é necessário ter pré-definido que volume está se buscando para “fundear” o negócio, com preço, prazo e modalidade. As garantias ou colaterais também são determinantes para a avaliação pelo banco. Muitas vezes, nem tanto pelo valor financeiro, mas sim por demonstrar o quanto o sócio/investidor que está solicitando crédito acredita que aquele é um negócio viável. Afinal, ele está empenhando seu patrimônio pessoal, construído com suor ao longo da vida.

As dicas acima, embora simples, deixarão a empresa preparada não somente para a relação com bancos, mas para as demais estruturas de funding que se desenvolveram ao longo dos últimos anos nos países desenvolvidos e que crescem numa rápida velocidade no Brasil, como os private equity, investidores anjo, venture capital, e até mesmo família e amigos.

“Vida longa e próspera!”

AINDA SOBRE WHATSAPP: Pornografia e justa causa.

Co-autoria: Thaysa Halima Sauaia (OAB-6792)

Cena do cotidiano. Você chega ao trabalho e, de repente, percebe que alguns colegas o fitam com aquele sorrisinho mal disfarçado. Sua intuição alerta que há algo estranho ali e sua curiosidade fica cutucando até você tomar um celular qualquer e descobrir o que motiva tanta comédia: Manuel McLovin (funcionário fictício) fez uma montagem com uma foto sua (usando seu rosto), escreveu uma piada pornográfica e compartilhou com todos do grupo da empresa. Apenas para constar, você é o dono da empresa e Manuel é seu funcionário. O que fazer?

Segundo Thaysa Halima Sauaia (OAB-6792), a incontinência de conduta ou mau procedimento se caracteriza pela inconveniência de hábitos e costumes, imoderação de linguagem e gestos, ofensa ao pudor, pornografia, obscenidade, atos que firam a discrição pessoal e ofendam a dignidade. Nesse diapasão, um empregado que dissemina entre colegas de trabalho, no horário de expediente, via grupo no whatsapp, um vídeo pornográfico, fotos eróticas, piadas de cunho preconceituoso e tantos outros conteúdos impróprios e tão comuns nas redes sociais na atualidade, está, in tese, cometendo falta grave passível de demissão por justa causa.

O uso do Whatsapp, também pode vir a configurar Desídia, Violação de Segredo da Empresa a Terceiro Interessado, Ato de Indisciplina ou Insubordinação, e Lesões à Honra ou Boa Fama. Tudo passível de justa causa.

O artigo 482 da CLT enumera treze situações ensejadoras de rescisão do contrato de trabalho pelo empregador, quais sejam: Atos de Improbidade, Incontinência de Conduta ou Mau Procedimento, Negociação Habitual, Condenação Criminal, Desídia, Embriaguez Habitual, Violação de Segredo da Empresa a Terceiro Interessado, Ato de Indisciplina ou Insubordinação, Abandono de Emprego, Ofensas Físicas, Lesões à Honra ou Boa Fama, Jogos de Azar e Atos Atentatórios à Segurança Nacional.

Outra importante questão é a Violação de Segredo da Empresa a Terceiro Interessado. Trata-se de questão nova e controversa. Pode vir a acontecer de o empregado revelar segredo da Empresa ao divulgar pelas mídias sociais fotos e fatos relativos ao ambiente de trabalho, ainda que sem intenção direta. Ingredientes, maquinários específicos e exclusivos, métodos e outras informações importantes e de cunho sigiloso podem “vazar” por meio de imagens, textos e áudios repassados via whatsapp e chegar a terceiros interessados e concorrentes. Nesse caso, ainda que não tenha tido a intenção, o empregado assumiu o risco de produzir tal resultado e, em nossa opinião, pode e deve ser punido pela conduta com a rescisão por justa causa do contrato de trabalho.

Recentemente, durante o Mundial de Futebol, uma enfermeira de um Hospital de Fortaleza, no Estado do Ceará foi demitida por justa causa, após repassar a amigos via whatsapp, vídeo da chegada e encaminhamento do jogador Neymar ao atendimento médico que se tornou público. Tal conduta, além de inconveniente, causou lesão à imagem e boa fama do Hospital, eis que tornou-se notório que a profissional daquela instituição preocupou-se em filmar o paciente famoso em momento de dor e desconforto, e não em socorre-lo – obrigação precípua e atividade fim. Assim, a medida foi muito bem aplicada.

A conduta aconselhável, portanto, é: se o whatsapp não está sendo utilizado para contato de trabalho, favorecimento/melhoria da produtividade ou interesse da empresa/empregador, não deve o empregado utilizar a mídia social durante o horário de expediente ou, fora dele, mencionar ou divulgar através dessas mídias imagens, áudios e informações que digam respeito ao ambiente de trabalho e às atividades desempenhadas, salvo se com autorização expressa do superior.

*CO-AUTORIA: Thaysa Halima Sauáia é advogada militante que atua nas áreas cível, empresarial, trabalhista e tributária, graduada em Direito pela UFMA e Pós Graduanda em Direito Constitucional pela Estácio. Apaixonada pelas artes, é Procuradora Jurídica e Sócia do Ballet Olinda Saul.

 

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