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Márcio Jerry diz que bancada federal vai ajudar Maranhão a enfrentar crise

Márcio Jerry afirma que a unidade da bancada federal irá reforçar ações do governo Flávio Dino

Em vez de permanecer no governo, o secretário de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, decidiu que irá exercer o mandato de deputado federal, para o qual foi eleito em 7 de outubro.  Ele acha que a partir de 2019 o governador Flávio Dino terá a seu favor, em Brasília, uma nova bancada federal, que deverá trabalhar coesa para ajudar o Maranhão, em face do quadro de crescentes dificuldades nacionais.

“É importante que nesta nova etapa que o Brasil vai viver agora que a gente una o Maranhão e una a bancada maranhense em defesa do Estado, para que haja recursos federais para os necessários investimentos no Maranhão”, afirma Márcio Jerry nesta entrevista, em que ele avalia o novo cenário político do Brasil e do Maranhão:

 

Jornal Pequeno – Por que o senhor decidiu exercer o mandato parlamentar em vez de permanecer no governo?

Márcio Jerry – Conforme entendimentos com o governador Flávio Dino e também com o nosso partido, o PCdoB, eu decidi que irei assumir em 1º de fevereiro o mandato de deputado federal, mandato que vamos desempenhar com todo compromisso, dedicação e fidelidade ao sentimento do povo que nos concedeu 134.223 votos, para bem representar o povo do Maranhão na Câmara Federal.

Será lá que vamos implementar nossa luta, mantendo as bandeiras da democracia, da defesa do estado democrático de direito, defesa da nossa Constituição, defesa dos direitos dos trabalhadores e da retomada de um projeto que consiga gerar emprego e renda para os brasileiros.

JP – Qual deverá ser a sua postura em relação ao governo do presidente Bolsonaro?

MJ – Nós somos de um partido de oposição. Os nossos postulados são bem diferentes dos postulados e das propostas do presidente Bolsonaro. Vamos exercer o nosso papel democrático de fazermos oposição ao governo Bolsonaro a partir dos nossos programas apresentados ao Brasil. O PCdoB tem um programa – chamado Programa Nacional de Desenvolvimento –, que estrutura uma série de linhas importantes para o País.

É isto que vai nortear a nossa atuação, lutando contra o desmonte do Estado brasileiro ainda mais, lutando pela manutenção da soberania nacional, buscando assegurar os direitos dos trabalhadores, para que não sejam vilipendiados, retirados e subtraídos, defendendo a boa aplicação dos recursos públicos e defendendo muito o Maranhão.

É importante que nesta nova etapa que o Brasil vai viver agora que a gente una o Maranhão e una a bancada maranhense em defesa do Estado, para que haja recursos federais para os necessários investimentos no Maranhão.

JP – Há riscos de retaliação do governo Bolsonaro contra o governo Flávio Dino?

MJ – Eu sempre parto do pressuposto de que um presidente da República, qualquer que seja, precisa respeitar a Constituição e as leis. Neste sentido, nós esperamos que o presidente Bolsonaro respeite a Constituição e as leis, respeite os 27 Estados da Federação, respeite os mais de 5 mil municípios do Brasil, independentemente de coloração ideológica ou partidária.

Creio que desta maneira será possível estabelecer uma relação em que a autonomia dos Estados seja preservada e que não haja nenhuma retaliação do governo federal ao Maranhão por conta das justas posições, corretas e transparentes do governador Flávio Dino acerca de temas políticos e econômicos.

JP – O que se pode esperar do governo Flávio Dino, neste segundo mandato?

MJ – O governo Flávio Dino continuará nessa contracorrente nacional; um governo muito empreendedor, muito realizador, tendo que superar os obstáculos da conjuntura nacional com esses impasses econômicos e políticos. Entraves econômicos muito graves, muitos fortes, contundentes, que fazem com que diminua em muito a capacidade de investimento dos entes federados – dos Estados e municípios.

Então acredito que o governador vai imprimir o mesmo ritmo que vem imprimindo, claro que num quadro de crescentes dificuldades nacionais, mas adotando as medidas corretas, justas e necessárias para que o Maranhão continue cumprindo com seus compromissos com os servidores públicos, continue cumprindo seus compromissos com o povo na medida em que oferece e amplia serviços públicos cada vez de melhor qualidade.

Acho então que é isso que vai nortear o governo daqui por diante, para que a gente possa realmente também ao mesmo tempo estruturar o Maranhão para dar suporte a um projeto de desenvolvimento capaz de gerar emprego e renda, capaz de ser um desenvolvimento econômico com desenvolvimento social, de modo a superar os atrasos de décadas no Maranhão.

O governador Flávio Dino, no primeiro mandato, já empreendeu muito nessa direção, investindo na produção, investindo na educação, melhorando toda a malha viária do Estado, construindo rodovias de integração, atraindo investimentos privados, enfim, este ritmo continuará para que a gente possa, como sempre dissemos, manter o Maranhão no rumo certo.

JP – Haverá uma reforma administrativa no novo governo?

MJ – Desta vez, diferentemente da primeira eleição, agora o governador Flávio Dino tem mais tranquilidade para montar um novo governo, porque sucederá a si próprio, de modo que ele está estudando com muita paciência. Vai esperar o governo federal montar o seu governo, dar os primeiros passos, esperar para ver qual é a tendência nacional que vai se desenhando para que a partir disso ele possa realmente montar o seu novo governo.

Ele tem dito a mim e ao secretário Marcelo Tavares, da Casa Civil, que devemos aguardar para a segunda quinzena de janeiro para que ele possa, no tempo que achar mais conveniente, ir fazendo as mudanças que julgar importantes para que o Estado continue no rumo certo.

JP – Como fica o PCdoB, a partir de agora, com a cláusula de barreira?

MJ – No domingo, dia 2 de dezembro, o PCdoB consumou o processo de incorporação com o PPL. O Partido Pátria Livre, em seu congresso extraordinário, se extinguiu para ingressar no PCdoB. De modo que somos agora um partido só, o PCdoB, com o mesmo número, para que a gente possa manter a mesma luta que brevemente já completará 100 anos.

Somos um partido longevo, que superou conjunturas muito adversas, que vai chegar ao seu centenário com as bandeiras de defesa dos trabalhadores, de uma sociedade justa e igualitária, com oportunidades para todos, e também de uma pátria livre.

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