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Projeto Ler, Escrever e Pensar envolverá 50 mil estudantes em 2018

Entre os quatro projetos do Ministério Público do Maranhão finalistas do Prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público, em 2018, está o “Ler, escrever e pensar: conscientizar para transformar”, que concorre na categoria Redução da Corrupção. A solenidade de premiação será realizada no dia 13 de setembro, em Brasília.

Criado em 2016 pela promotora de justiça Maria José Lopes Corrêa, titular da 2ª Promotoria de Justiça de João Lisboa, o projeto foi institucionalizado pela Procuradoria Geral de Justiça através da Secretaria para Assuntos Institucionais. O objetivo principal é prevenir a corrupção por meio das atividades de leitura, escrita, pesquisa e debates em centros de ensino das zonas rural e urbana, em etapas anuais, de todas as regiões do estado. O público-alvo são estudantes do 9º ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio.

Em 2018, a previsão é que o projeto percorra 42 municípios, envolvendo 50 mil alunos, de 230 unidades de ensino das redes municipal e estadual. No ano anterior, a iniciativa passou por 23 municípios, abrangendo 37 mil estudantes, de 214 unidades escolares. No ano de lançamento, o projeto foi lançado em 63 escolas de diferentes regiões do Maranhão.

O “Ler, escrever e pensar: conscientizar para transformar” indica primeiramente a leitura pelos estudantes de um livro que aborda aspectos que envolvem a corrupção, dando destaque à necessidade de um comportamento ético. Os temas tratados na obra são debatidos pelos professores com os alunos. Palestras e pesquisas também complementam as atividades.

A cada ano, um livro diferente é adotado. Em 2016, foi indicado “O Nobre Deputado”, de Márlon Reis; em 2017, “O que faz o brasil, Brasil?”, de Roberto DaMatta; e, neste ano, foi a vez de “Ética e vergonha na cara”, de Mário Sergio Cortella e Clóvis de Barros Filho.

No final do projeto, os alunos produzem uma redação sobre os temas abordados na publicação adotada. São escolhidos e premiados os três melhores trabalhos de cada escola e, posteriormente, uma equipe de professores e acadêmicos, indicada pelo MPMA, escolhe os nove melhores textos dos ensinos fundamental e médio.

Os melhores trabalhos são premiados com medalhas e bolsas de estudo, além de notebooks, tablets e smartphones. As escolas também são premiadas. A que desenvolve mais atividades voltadas ao enfrentamento da corrupção recebe o título de “Escola Nota 10”. A unidade em que o aluno vencedor estuda também recebe um troféu.

“Esse projeto possui um alcance social muito grande, porque propõe uma transformação por meio da participação do aluno que lê, reflete e discute com amigos e familiares as lições que aprendeu sobre como escolher melhor os nossos representantes”, enfatizou a idealizadora do projeto, promotora de justiça Maria José Lopes Corrêa.

“Estamos no caminho certo. O despertar da consciência crítica e o estímulo do comportamento ético entre os jovens são os principais objetivos do ‘Ler, escrever e pensar’. Só vamos transformar o país se prevenirmos a corrupção desde cedo”, ressaltou o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho.

Em 2018, o Ministério Público do Maranhão chega ao Prêmio CNMP com quatro projetos dentre os finalistas, divididos em três categorias. A lista foi divulgada pela Comissão de Planejamento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) mo mês de agosto.

Além do “Ler, escrever e pensar: conscientizar para transformar” e “O dinheiro do Fundef é da educação: por uma educação pública de qualidade para todos os maranhenses”, que concorrem juntos na categoria Redução da Corrupção, foram selecionados os projetos “Pau de Arara nunca mais: o MP na defesa do transporte escolar de qualidade” (categoria Direitos Fundamentais) e “Integração e Tecnologia na prevenção e redução da criminalidade” (categoria Redução da Criminalidade).

Em 2017, o MPMA conquistou o primeiro lugar na categoria Redução da Corrupção, um feito inédito, com o projeto “O Ministério Público contra a Corrupção e a Sonegação Fiscal”.

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