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Weverton diz que quer ser no Senado um “aguerrido defensor do Maranhão”

Weverton Rocha salienta sua atuação na Câmara Federal em defesa dos direitos dos trabalhadores

O deputado federal Weverton Rocha (PDT) anda às voltas com uma agenda incansável, desde que lançou sua candidatura ao Senado. Reeleito em 2014 para a Câmara Federal, ele teve no atual mandato uma destacada atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores e dos interesses dos municípios e do Maranhão.

Por suas posições fortes e capacidade de articulação, foi indicado por unanimidade, no início de 2018, a ocupar a liderança da Minoria, bloco parlamentar de maior representatividade de partidos em oposição ao Governo Temer. Também foi eleito por dois anos consecutivos – 2016 e 2017 – líder da bancada federal pedetista.

Agora, com a campanha nas ruas, Weverton trabalha com afinco, buscando realizar o sonho de eleger-se senador, para ser “um aguerrido defensor do Maranhão”. Ele é enfático ao afirmar que, no Senado, pretende representar o povo maranhense, em harmonia de projeto com o governador Flávio Dino, lutando por recursos e pela classe trabalhadora. Sobre esta sua desafiadora empreitada, Weverton concedeu esta entrevista:

 

Jornal Pequeno – Qual sua análise sobre esta fase inicial da campanha, sobretudo para o Senado e o Governo do Maranhão?

Weverton – O Maranhão está vivendo um momento novo, de grande transformação, com a inauguração de escolas dignas, com mais segurança, com a economia aguentando bem, apesar da crise forte que assola o Brasil. Entendo que esse momento se refletirá no voto do eleitor, que tem demonstrado apoiar as mudanças promovidas pelo Flávio Dino.

Quanto ao Senado, a mudança é ainda maior, porque temos do nosso lado nomes novos, de pessoas que vieram do povo, e do outro, nomes tradicionais da política. Já ouvi muito que este será um embate entre experiência e juventude, mas acredito que será, sobretudo, um embate entre deixar as coisas como estão ou fazer diferente. Eu vejo a população com disposição para fazer diferente.

JP – Que avaliação se faz de seu mandato na Câmara Federal?

Weverton – Fiz um mandato focado na defesa do trabalhador. Votei contra a PEC que congelou os investimentos na educação e na saúde, enquanto liberou o crescimento de gastos para pagar a dívida; votei contra a reforma trabalhista, porque entendi desde o primeiro momento que ela retiraria direito dos trabalhadores, sem gerar novos empregos, como de fato aconteceu.

Fui contra o impeachment, porque já antevia a crise institucional que isso significaria, com risco para a democracia e instabilidade econômica; me posicionei fortemente contra a reforma da Previdência, que do modo como foi proposta condena milhares de maranhenses a nunca se aposentarem; e fiz uma dura oposição a Temer, que se mostrou um representante do sistema financeiro, disposto a fazer os trabalhadores pagarem sozinhos a conta da crise.

Também tive uma atuação muito voltada para a defesa dos interesses do Maranhão. Mesmo na oposição a Temer, fui tão insistente que consegui a liberação de muitos recursos de emendas minhas, garantindo, por exemplo, 30 kits formados, cada um, por um carro, cinco computadores, uma impressora, um refrigerador e um bebedouro para o funcionamento dos Conselhos Tutelares, equipamentos agrícolas, e muitas emendas para garantir o funcionamento da saúde.

Acredito que representei bem o meu estado e o meu povo, tanto que por três anos consecutivos, 2015, 2016 e 2017, fui o único maranhense a ser considerado pelo Diap como um dos 100 parlamentares mais influentes no Congresso Nacional e este ano fui considerado o segundo melhor deputado no e-ranking Cidadão, do Laboratório de Estudos Político-Sociais (LABEP), que avaliou parlamentares comprometidos em votar projetos de interesses da sociedade.

JP – Que propostas serão apresentadas nesta campanha ao Senado?

Weverton – Primeiro é importante ressaltar qual é a função do senador, que é representar o seu estado no Congresso Nacional. Portanto, não é possível apresentar propostas executivas, que só podem ser cumpridas por presidente, governador ou prefeito, seria enganar o povo.

Mas tenho uma proposta de mandato bem clara, continuar votando a favor do trabalhador, para evitar perdas de direitos e para aprovar políticas públicas que incentivem a geração de emprego e renda.

Também tenho o compromisso de lutar pelo Maranhão, para que venham mais verbas que possam ser usadas no desenvolvimento do estado, na criação de mais trabalho para todos.

Minha proposta é, portanto, representar o povo maranhense, em harmonia de projeto com o governador Flávio Dino, brigando por recursos e pela classe trabalhadora.

JP – Qual o significado desta candidatura e quais as suas chances de ser eleito?

Weverton – Considero minha candidatura muito simbólica dos novos tempos no Maranhão. Eu sou uma pessoa comum, um maranhense como milhares de outros, não venho de uma família tradicional ou rica, minha mãe é uma professora evangélica, meu pai um técnico agrícola. Cheguei até aqui como resultado de muita luta, sempre tendo um lado, sem precisar me vender ou me render. Viabilizei minha candidatura com muito diálogo, viajando pelo Maranhão, ouvindo as pessoas.

Então por um lado, houve muita sensibilidade política e senso democrático do governador Flávio Dino, que deixou o seu grupo à vontade para construir caminhos, sem impor nenhum nome, como acontecia antigamente no Palácio dos Leões, e por outro lado, eu sou resultado de um novo momento, em que um menino nascido em Imperatriz, criado no São Cristóvão e que defende os trabalhadores se apresenta e diz, eu quero representar os milhares de meninos e meninas desse Maranhão que querem um mundo melhor.

JP – O que se pode esperar de Weverton, investido no mandato de senador?

Weverton – A mesma coerência que me trouxe até aqui, a defesa do trabalhador, a luta por políticas que gerem mais empregos e um aguerrido defensor do Maranhão, brigando por mais verbas para a saúde e para todas as áreas.

Para São Luís, por exemplo, tenho uma vontade muito grande de lutar para que venham recursos para a construção dos canais que vão evitar os alagamentos, as doenças transmitidas pelo esgoto a céu aberto. Já existe um projeto pronto, feito pela Prefeitura, mas o custo é alto e é preciso que venham recursos federais.

No Congresso existem as emendas impositivas e podemos destinar recursos para isso, mas é preciso que haja uma concordância de pelo menos dois senadores para este fim. Quero abraçar essa causa e muitas outras que são necessárias para que os maranhenses vivam melhor.

JP – Qual sua impressão sobre o PDT na sucessão presidencial e sobre a candidatura de Ciro Gomes?

Weverton – O Ciro é um ótimo nome, o mais preparado que temos hoje na sucessão presidencial. Fez um ótimo governo no Ceará, entende os problemas e conhece as soluções. Acredito que, apesar do pouco tempo de televisão, ele ainda terá chances de mostrar isso para o Brasil e se tornar uma alternativa viável nas eleições. Tenho muita confiança na candidatura dele.

JP – Por fim, como se pode avaliar o desempenho dos atuais representantes do Maranhão no Senado?

Weverton – Essa avaliação quem tem que fazer é o povo, no processo eleitoral. É assim no regime democrático e acredito na democracia e no exercício do voto como a melhor solução para o Brasil.

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