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Sai nota em defesa do padre Josimo e da Irmã Dorothy

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Luís divulgou, nesta quarta-feira (18), nota de repúdio condenando a “forma desrespeitosa e desumana” com que estão sendo tratadas as memórias do Padre Josimo Tavares, assassinado por pistoleiros em 1986, em Imperatriz, Maranhão, e da Irmã Dorothy Stang, morta por pistoleiros em 2005, em Amapu, Pará.

De acordo com a nota, os dois religiosos, grandes referências do ativismo agrário, estão sendo destacados de forma caluniosa e difamatória ao figurarem como peças centrais de uma palestra que será proferida na Universidade Ceuma, com o tema “Falsos Mártires da Teologia da Libertação”, promovida pelo grupo Expresso da Liberdade.

“O Padre Josimo e a Irmã Dorothy, grandes defensores dos trabalhadores rurais e apoiadores das suas lutas pelo direito à terra e vida digna, foram cruelmente assassinados a mando de fazendeiros, que foram julgados e condenados pela Justiça”, diz a nota.

Presidida pelo vereador Honorato Fernandes, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Luis é formada também pelos vereadores Marcial Lima e Sá Marques. Eles são signatários da nota, onde dizem que “mais uma vez a cultura do ódio se pronuncia de forma vil, atingindo a honra e a história de pessoas cuja relevância de suas ações é inquestionável”.

Para os três vereadores, este tipo de prática se torna a cada dia mais frequente no Brasil, onde a democracia corre diariamente risco de extinção: “Reafirmamos nosso repúdio à realização da referida palestra e manifestamos nosso respeito, bem como nosso reconhecimento à luta do Padre Josimo Tavares e Irmã Dorothy Stang”, diz a nota. 

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