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Natalino Salgado presta homenagem ao jornalista e professor Sebastião Jorge

O professor Sebastião Jorge ao lado de Natalino Salgado e Benedito Buzar

O médico e professor Natalino Salgado, ex-reitor da Universidade Federal do Maranhão, proferiu na noite de quinta-feira (1º) o discurso de recepção ao professor, jornalista e advogado Sebastião Jorge, empossado na Cadeira 10 da Academia Maranhense de Letras, que estava vaga em razão da morte do escritor Jomar Moraes.

Na solenidade de recepção do novo imortal, realizada na sede da AML, o professor Natalino Salgado fez louvor às obras e à vida profissional do professor Sebastião Jorge: “Esta Academia recebe um homem que já, por si, palmilhou o caminho da imortalidade ao apegar-se às letras, ao burilá-las com os dedos na máquina de datilografar e, depois, no teclado dos computadores, na rede mundial onde, se diz, nada morre. Ali, internalizada entre os bilhões de bits, há uma humana eternidade que, para o bem – frise-se – permanece a obra de tantos quantos ousam se aventurar naquilo que Darcy Ribeiro resumiu de forma perenal: “escrever é ter coisas pra dizer.”

Natalino Salgado frisou, em seu discurso, que Sebastião Jorge, como jornalista, como tantos outros antes dele, entra na Academia abraçado por sua incansável labuta pela pesquisa, pela permanente curiosidade, pelo incansável desejo de aprender. Provam-no as obras que deu a público: ‘Inovações do Jornalismo no mundo’, ‘Os primeiros passos da Imprensa no Maranhão’ e ‘Imprensa no Maranhão no século XIX’.

“Isso faz dele um homem de letras com qualidades particulares, e que enaltece aquele que, tendo partido, o inesquecível Jomar Moraes, honra-lhe sobremaneira o lugar que ocupou.  Quis a boa mão do destino que o privilégio de suceder a Jomar coubesse a outro homem tão nobre e digno.

Ao recebermos Sebastião Jorge na Academia Maranhense de Letras reconhecemos, e acolhemos, a própria verdade que brota do conjunto de sua obra, tecida em décadas de amorosa demonstração de respeito pela palavra e por sua inominável relevância nos destinos coletivos”, ressaltou Natalino Salgado em seu discurso.

Natural de São Bento, na Baixada Maranhense, Sebastião Barros Jorge nasceu em 1939. Pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), licenciou-se em Geografia (1970), fez pós-graduação latus senso em Teoria e Técnica de Comunicação (1977) e bacharelou-se em Ciências Jurídicas (1979). É professor emérito da UFMA.

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