Fechar
Buscar no Site

Contradições exibidas em vídeo de delator enfraquecem acusação contra Flávio Dino

Contradições sobre os valores que supostamente teriam sido recebidos por Dino, e até mesmo a forma como o delator disse que teria sido feita a doação surgiram com a divulgação do vídeo que mostra a íntegra do depoimento de José de Carvalho Filho. Esses e outros elementos controversos da delação acabaram gerando dúvidas sobre a autenticidade da denúncia.

O despacho do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhando a denúncia para análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirma que ex-executivo da Odebrecht fala no valor de R$ 400 mil que teriam sido repassados pela construtora para a campanha eleitoral. No entanto, no vídeo com a gravação da delação de José de Carvalho Filho, o ex-executivo muda a versão e diz que foi estabelecido “o valor de R$ 200 mil para Flávio Dino”.

Outro ponto que chamou atenção após a divulgação do vídeo, é que Carvalho Filho se contradiz quando fala do o dinheiro recebido pela campanha de Dino em 2010. Primeiro ele afirma que a doação teria sido feita de forma ilegal. Depois, afirma que ocorreu uma doação oficial em 2014 para o Comitê Estadual da campanha. Nesse ponto, outra contradição: não há registro dessa doação.

Documentos desmentem a denúncia – De acordo com o delator, a empreiteira teria realizado doação ilegal à campanha de Flávio Dino em 2010, em troca de um parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) nº 2279, que daria proteção a investimentos da construtora em Cuba contra perseguições dos Estados Unidos.

O atual governador apresentou documentos comprovando que a acusação é falsa. Atestado emitido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados certifica que o governador – na época parlamentar – não apresentou nenhum parecer com relação ao projeto. “O governador e ex-deputado Flávio Dino não apresentou parecer ou qualquer manifestação escrita ao projeto de Lei n. 2279”, revela o documento.

Dino não apresentou relatório – Outro ponto que descredibiliza a denúncia é o fato do projeto de lei, que seria de interesse da empreiteira, sequer ter sido votado pela Câmara Federal na época. “Não pedi nem recebi. Não atendi interesses da Odebrecht. Projeto, que não é meu, jamais foi votado. Basta ver no site da câmara”, esclareceu o governador.

O ex-funcionário da Odebrecht disse ainda que Flávio Dino teria recebido uma senha que serviria para recebimento do dinheiro e seria o relator do PL. Fato rebatido pelo próprio governador em entrevista a TV Mirante.

“Ele não diz que dia, quando, onde, quem recebeu e quem passou. Diz que recebi esse recurso em razão de um Projeto de Lei da Câmara que eu seria o relator. Eu não fui efetivamente relator, ou seja, não apresentei parecer nesse projeto, não recebi senha e nem recebi dinheiro”, afirmou.

Defesa – O governador do Maranhão nega recebimento de dinheiro ilícito em suas campanhas eleitorais e acredita que a verdade e a justiça sobre o caso vão aparecer. “Eu nunca fiz isso, nem com essa empresa e nem com qualquer outra empresa, por isso as denúncias são falsas. Tenho convicção que a verdade e a Justiça vão prevalecer muito rapidamente e esse caso vai ser esclarecido, porque o Maranhão sabe e o Brasil sabe que tenho uma vida limpa e honrada e ela continua assim”, reiterou.

O conteúdo deste blog é livre e seus editores não têm ressalvas na reprodução do conteúdo em outros canais, desde que dados os devidos créditos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

mais / Postagens