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Lágrimas na chuva – Uma aventura na União Soviética

1º de janeiro de 2007 – João Francisco ganha abraço afetuoso do governador Jackson Lago, ao ser empossado no cargo de secretário da Igualdade Racial

Saudades de João Francisco (1936-2012), um amigo fraterno. Por vezes, fico a imaginar que ele, sim, foi um comunista autêntico, ideológico, de profundas convicções, como Maria Aragão, como Luis Carlos Prestes, como Bandeira Tribuzi, como William Moreira Lima.

Eu brincava com ele, dizendo-lhe que o comunismo era uma utopia, que havia ruído junto com o muro de Berlim. Eu brincava ainda dizendo que ele era um comunista do avesso, porque não era ateu. Do contrário, João Francisco tinha uma impressionante espiritualidade, alguma coisa muito ancestral que ele trazia dentro de si, reluzente, do fundo do alma, que me deixava muito impressionado.

E agora fico a lembrar o quanto fiquei impressionado, em abril de 2010, ao descobrir um livro surpreendente: “Lágrimas na chuva. Uma aventura na URSS”, de Sérgio Faraco. Este autor fala de seu encontro com João Francisco – ‘um negrito’ maranhense em plena União Soviética, no capitulo 10 do livro, intitulado Tensão na fronteira turca, nas páginas 65 e 66.

Ativista político, que atuou em grandes lutas populares ao lado de figuras como Maria Aragão, William Moreira Lima, Neiva Moreira, Jackson Lago, Abdias do Nascimento e Leonel Brizola, dentre outras lideranças, João Francisco também participou da fundação das Comunidades de Base, e depois do Centro de Cultura Negra e do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Maranhão.

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