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Faz hoje três anos que Gerô foi trucidado por PMs em São Luís

Amigos e familiares de Gerô choraram a morte do artista durante o seu velório

Amigos e familiares de Gerô choraram a morte do artista durante o seu velório

 

Completam-se nesta segunda-feira (22) exatos três anos de um crime hediondo: a tortura e o assassinato do cantor e compositor Jeremias Pereira da Silva, o Gerô. Ele foi espancado até a morte por policiais militares na tarde do dia 22 de março de 2007.
Este blog aproveita o ensejo para prestar singela homenagem a Gerô, este extraordinário personagem da cultura maranhense, saudosa figura que se foi cedo demais.
Filho de Pedro Correia da Silva e de Maria do Carmo Pereira da Silva, Gerô nasceu no município de Monção no dia 6 de janeiro de 1961.
Cordelista, fã de João do Vale, Gerô foi parceiro de Joãozinho Ribeiro, de Escrete, de Josias Sobrinho, de Ribão da Flor, o Ribão de Olodum, hoje Ribão da Favela. Com seu inseparável chapéu de couro, Gerô gravou quatro CDs e diversos jingles de campanhas políticas e eleitorais.
Por uma daquelas armadilhas cruéis do destino, ele se envolveu em uma confusão com seguranças da Assembléia Legislativa do Estado, que na época funcionava na Rua do Egito. Resultado: acusado de ter praticado um suposto assalto contra uma mulher, na cabeceira da Ponte do São Francisco, acabou sendo massacrado pela polícia.

 

Após três anos da morte de Gerô, os culpados já estão livres

O sargento Mendes atua normalmente como policial militar e os soldados Paulo Roberto e Expedito somente dormem no Comando Geral da PM

 (Texto de Gabriela Saraiva)

 
Na última segunda-feira, 22, completaram três anos que o ator, compositor, poeta e repentista Jeremias Pereira da Silva, 46 anos, popularmente conhecido como Gerô, foi preso e torturado até a morte por policiais militares que alegaram ter confundido ele com um assaltante. Hoje, todos os culpados já estão em liberdade, o que tem causado revolta e indignação nos familiares do artista, principalmente na viúva, Marilene de Jesus Coelho Rodrigues, 43 anos; e no filho, Jederson Rodrigues da Silva, 19.
  Recordando o caso – No início da tarde do dia 22 de março de 2007, uma quinta-feira, policiais militares que ocupavam a viatura 028, do 9° Batalhão de Polícia Militar (BPM), encarregados de entregar refeições nas delegacias da cidade, abordaram Gerô na cabeceira da Ponte do São Francisco, na Beira-Mar, e deram voz de prisão, sob a acusação de que ele teria cometido um assalto nas imediações. O artista, por ser inocente, teria reagido à ordem dos militares e, a partir de então, os PMs deram início à uma seqüência de espancamentos.¦lt;br /> Na viatura, estavam os soldados José Expedito Ribeiro Farias e Paulo Roberto, além do sargento Mendes, que pegava uma carona no veículo. Os dois soldados teriam iniciado o espancamento enquanto o sargento acompanhava tudo sem interferência. Depois de espancarem bastante Gerô, os polícias o levaram para uma cela existente (na época) dentro do posto de polícia instalado no Terminal de Integração da Praia Grande, onde mais agressões teriam sido cometidas. De acordo com o advogado Carlos Antônio Sousa, testemunhas afirmaram que as pessoas aplaudiam os momentos em que Gerô era torturado pelos policiais.
 Os dois soltados teriam pedido, então, reforço para que outra viatura conduzisse o cantor até um hospital. O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) enviou para o local, já no início da noite, a viatura de número 304, ocupada pelos militares Silva e Pacheco que, ao constatarem o estado grave em que o cantor se encontrava, se recusaram a conduzi-lo até o hospital. No posto policial, o tenente Alexandre acompanhava os gritos de Gerô que, insistentemente, gritava que os militares iriam lhe matar, pedindo socorro.
 Diante desta situação, os soldados Expedito e Paulo Roberto teriam conduzido o cantor até o Plantão Central da Reffsa, onde o delegado também não quis receber Gerô por conta dos seus ferimentos. Uma nova tentativa foi feita no 1° Distrito Policial – Rua da Palma, onde os soldados convenceram o delegado Eduardo Jansen de que o preso tratava-se de um doente mental e que deveria ser encaminhado por ofício até o Hospital Nina Rodrigues. No 1° DP, as agressões foram presenciadas pelo delegado Castelo Branco, que viu os policiais tentando colocar a vítima no porta-malas do carro, mesmo estando desacordado.
 Gerô ainda foi levado para o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), mas não resistiu aos ferimentos. Os dois soldados da PMMA, identificados como Paulo e Expedito, foram presos e autuados em flagrante, na madrugada do dia 23, no Plantão Central da Reffsa. Daí em diante o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios, tendo à frente a delegada Edilúcia do Carmo Chaves Trindade.
 Ao todo, oito policiais, que de alguma forma participaram ou foram coniventes com a tortura sofrida por Gerô, foram indiciados pela delegada Edilúcia Trindade, na época titular da Homicídios. Cinco foram denunciados pelo Ministério Público – os soldados Paulo e Expedito, o sargento Mendes, tenente Carlos Alessandro, e o capitão Lenine. Já a promotora da 23ª Promotoria Criminal, Márcia Maia, denunciou quatro policiais militares – os soldados Paulo e Expedito, o sargento Mendes e o capitão Lenine, como responsáveis pelo martírio de Gerô. Entretanto, apenas três deles foram condenados pela Justiça por crime de tortura – os soldados Paulo e Expedito, o sargento Mendes.
 Justiça X Impunidade – Após um ano da morte do cantor, os soldados Paulo e Expedito, junto com o sargento Mendes foram condenados a nove anos e oito meses de reclusão, perdendo ainda o cargo público que exerciam, conforme Lei nº 9.455 de 7 de abril de 1997 (lei da tortura). O processo tramitou na 7ª Criminal, sob comando do juiz José Luís Almeida.
 Segundo familiares e amigos de Gerô, dos três condenados o sargento Mendes conseguiu, por meio de recurso, a isenção do crime de tortura e a redução da pena, além da readmissão de seu cargo público, tendo voltado a trabalhar fardado normalmente nas ruas de São Luís. Os outros dois, Paulo Roberto e Expedito, hoje cumprem a pena em regime semiaberto, isto é, apenas dormem no quartel do Comando Geral da PMMA (Calhau) e ainda possuem recursos tramitando na Justiça para tentar reverter a pena que lhes foram dadas. A ressalva é que, por serem militares, os acusados têm direito a cumprir a pena no quartel e não na penitenciária comum.
 Plácido Pacheco, cunhado da viúva de Gerô, explicou que o caso está fora da esfera do Judiciário maranhense. Isso, porque os advogados do PM Paulo Roberto teriam entrado com ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar livrá-lo da condenação. Já o soldado José Expedito, segundo Plácido, perdeu o prazo para recursos e transitou em julgado, isto é, ele deveria cumprir a pena na prisão e perder o cargo, conforme a condenação que lhe foi imposta.
 A família de Gerô, que acompanha cada detalhe do processo, contou ainda que o tenente Alessandro (que estava no posto policial do Terminal de Integração) e o capitão Lenine (que acompanhou o fato quando estava de plantão no Ciops) foram absolvidos e nem chegaram a ser afastados de seus trabalhos. Até hoje, a família questiona o fato de a Promotoria e o advogado – assistente do Ministério Público – não terem recorrido dessa decisão.
 Medo de vinganças – A morte de Gerô mudou completamente a vida da família dele. No sábado, 24, dois dias após o crime, foi decidido, por questões de segurança, que Marilene e Jederson deveriam sair da casa onde moravam na Cidade Operária, bairro em que viviam fazia 17 anos e onde o filho do casal nasceu. A família temia sofrer retaliações, já que os criminosos eram policiais e poderiam ser condenados ou exonerados. Ainda por questões de segurança, o novo endereço não foi revelado à reportagem do Jornal Pequeno.
 No dia 11 de novembro de 2009, a viúva e o filho de Gerô participaram de uma audiência na qual também estavam os três policiais que torturam e mataram o artista (a família preferiu não revelar o teor da audiência). Para Marilene de Jesus, não foi fácil ficar diante dos militares. Jederson Rodrigues, que chegou a entrar em depressão por conta do crime, disse ter sido doloroso olhar os homens que mataram seu pai e que isso lhe fez sofrer outra vez. “Ao vê-los, relembrei de tudo o que fizeram com meu pai”, declarou Jederson.
 A família ainda explicou que, que dos três militares, o mais arrogante é o soldado Paulo Roberto. Mas, disseram que nunca sofreram ameaças, tendo percebido somente durante as audiências de inquirição, por meio de olhares, um comportamento agressivo da parte dos familiares dos militares. “Era como se quisessem dizer que ‘lá foram iriam nos agararr’”, confessou o filho de Gerô.
 Hoje, Marilene recebe uma pensão vitalícia de R$ 1.200, única renda da família. O dinheiro foi uma medida adotada pelo então governador Jackson Lago, logo após a morte de Gerô.

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A visão de quem acompanhou o caso de perto

 

O advogado Carlos Antônio Sousa, assistente do Ministério Público que acompanhou o caso, afirmou que a tortura seguida de morte sofrida por Gerô só aconteceu porque se tratava de um homem pobre e negro. Ele explicou que é impossível acreditar na versão apresentada pelos policiais de que teriam prendido o artista por acreditarem se tratar de um assaltante, uma vez eles tinham, na ocasião, mais de 15 anos de prática e mesmo assim prenderam um homem sob acusação de assalto sem nem mesmo encontrar os dois principais precedentes para isso: o objeto de furto e a sua vítima.
 Sobre essa questão, o advogado foi enfático: “Na bolsa de Gerô não foi encontrado nem mesmo uma faca ou um cigarro de maconha. Lá, existiam somente CDs e objetos de divulgação de seu trabalho que lhe identificava perfeitamente como homem trabalhador que era e não como ladrão. Tão importante quanto discutir a falta de penalidade dos acusados é entender por que Gerô foi torturado e assassinado. Os policiais que mataram Gerô fizeram isso com a certeza da impunidade. E digo mais, essas pessoas só foram condenadas porque o processo ficou na 7º Vara Criminal, sob a responsabilidade do juiz José Luís Almeida – conhecido como ‘mão de ferro’ no Judiciário”, opinou o advogado.
 Em relação à reclamação da família de que faltou mais empenho por parte do Ministério Público, Carlos Antônio disse não discordar da família. “Após o julgamento dos acusados, o Ministério Público não intimou os advogados Carlos Antônio e Pedro Jarbas para nada e acredito que, se isso tivesse acontecido, não teria dado em nada. Tudo que fiz de lá para cá foi com a ajuda apenas de Magno Cruz”, declarou Carlos Antônio.
 Em 2007, advogado Carlos Antônio teria viajado a Brasília para solicitar, junto à Polícia Federal (PF), o afastamento do tenente Carlos Alessandro do Curso de Formação de Agentes da PF, ministrado pela Academia Nacional de Polícia, na capital federal. De acordo com o advogado, o tenente chegou a ser expulso do curso, pois a instituição entendeu que ele teve participação no Caso Gerô; no entanto, ele conseguiu uma liminar na Justiça de Brasília que garantiu seu retorno ao curso. “Concordei com a sentença dada pelo juiz José Luís Almeida, exceto com as absolvições”, disse o advogado.
  Segundo Magno Cruz, militante do Movimento Negro (na época do crime presidente da Associação de Direitos Humanos do Maranhão, hoje apenas associado), durante o período de um ano da morte de Gerô um grupo de pessoas realizava, a cada um mês do crime, manifestações em toda a cidade cobrando justiça para o caso. Magno explicou que meses após o julgamento dos acusados, informações anônimas começaram a surgir afirmando que eles estavam em liberdade e que apenas dormiam na prisão do quartel da Polícia Militar do Maranhão.
 De acordo com Magno, na época, um grupo formado por representantes da Sociedade de Direitos Humanos, pelos advogados, e pela família, compareceu ao quartel da Polícia Militar, em horário marcado pelo então comandante Pinheiro Filho, para averiguar as denúncias. O comandante teria lhes apresentado, neste dia, os acusados que lá estariam presos.
 Magno Cruz garantiu que a Associação dos Direitos Humanos provavelmente vai entrar, nos próximos dias, com uma ação contra o Estado, por conta da redução da pena de um dos acusados e pelo mesmo se encontrar em liberdade e exercendo o cargo público, que antes lhe foi tirado. Além disso, a pretensão também é que o caso seja levado para a Organização dos Estados Americanos (OEA). “O que houve com Gerô foi um verdadeiro massacre. Considerando que, na maioria dos casos de tortura, seguida de morte de cidadãos íntegros por policiais, geralmente ninguém é preso, nós erradamente acabamos nos conformando com os nove anos de condenação, mesmo não concordando com eles. Quando a sociedade dá uma carta branca para a polícia matar bandido, deve-se ter a consciência que essa mesma polícia vai matar quem ela achar que é bandido, ou seja, todo negro e pobre, na maioria dos casos”, destacou.
 

 

VIA CRUCIS DE GERÔ

Em conversa com a reportagem do JP, a viúva de Gerô, Marilene de Jesus Rodrigues, narrou os últimos passos do artista desde quando ele saiu de casa na quinta-feira, às 8h, até o momento em que ela tomou conhecimento de sua morte e quando o encontrou na pedra do necrotério do Socorrão I. Marilene lembrou que na noite da quarta-feira, 21, Gerô já javia sido molestado por uma guarnição da Polícia Militar, durante um evento na Faculdade Fama, tendo sido livrado de ser preso por um grupo de tambor de crioulas.
 Segundo Marilene, Gerô saiu de casa para o centro da cidade, por volta das 8h do dia 22 de março de 2007, pois estava buscando apoio para a divulgação de seu CD – gravado uma semana antes do crime –; tanto que, quando foi abordado, ele estava com uma bolsa cheia de discos. E que o artista teria dito que voltaria ao meio dia.¦lt;br />  A viúva disse ter sido informada de que, naquela manhã, Gerô foi à Assembleia Legislativa, à Associação dos Delegados de Polícia Civil (Adepol) e depois para o São Francisco. Ela disse ainda que o cantor retornava para o Terminal de Integração pela Ponte José Sarney, quando um rapaz teria avisado aos policiais que se encontravam em uma viatura da PMMA sobre um suposto assalto em cima da ponte.
 Os policiais, segundo Marilene, teriam seguido até próximo ao Palácio dos Leões para fazer o retorno e voltar para a ponte, onde avistaram Gerô. Marilene contou que, ao ser abordado, o artista teria reagido e foi logo agredido pelos militares, momento em que seu chapéu de couro voou para o mar e sua bolsa com CDs caiu em um vão da ponte. “A bolsa só foi encontrada horas depois por um funcionário da Caema, que morava na Ilhinha, e ligou para o celular que tinha na capa dos discos e que, coincidentemente, Gerô tinha esquecido em casa. Até chegamos a duvidar que tivesse perdido a bolsa, pois era grande e estava cheia de CDs; no entanto, ficamos bastante apreensivos porque não tínhamos como manter contato ele”, contou a viúva.
 Marilene disse que ficou sabendo que Gerô estava no Socorrão I por meio de uma funcionária do PDT, conhecida como Flor, que sabia onde o cantor morava, mas que ela teria dito apenas que membros do partido estavam no hospital com o artista porque ele havia se sentido mal e que a PM o teria levado para lá. Flor também teria informado que Marilene teria que ir à casa de saúde, pois o médico queria falar com a família de Gerô, mas que ele estava apenas sendo medicado e que ela não precisava se preocupar. “Quando cheguei ao Socorrão, vi muita gente conhecida do PDT e da cultura. Eu disse que queria entrar, e eles disseram para eu não me preocupar, foi quando vi o corpo de Gerô no necrotério e perguntei onde ele tinha sido atropelado, pois estava cheio de escoriações e hematomas por todo o corpo”, revelou.
 Plácido Pacheco contou que os policiais jogaram Gerô no chão arrastaram ele no asfalto. Levaram ele para a Reffsa, depois para o Terminal da Integração, local onde deixaram o artista e foram para o quartel do 9° BPM – Vila Palmeira, por volta das 15h30 para as 16h.
 Ainda segundo Plácido, quando chegaram ao quartel os militares foram avisados, via rádio, que precisavam voltar para o terminal e pegar o preso. E que foi nesse momento que o sargento Mendes deixava o serviço e pegou uma carona na viatura. Do terminal, Gerô teria sido levado para o 1° DP, a fim de o delegado autorizasse a condução do cantor para o Socorrão ou para o Hospital Nina Rodrigues, e que durante todo o percurso o soldado Paulo Roberto agredia Gerô, batendo com cassetete e com a porta da mala da viatura – fato assistido pelo delegado Castelo Branco.
 Do 1° DP, Gerô foi levado para o Socorrão, mas já chegou sem vida. Plácido contou que foi constatado que o cantor teve cinco costelas e mão quebradas, o rim esfacelado, além das marcas de algemas nos pulsos e os hematomas por ter sido jogado e arrastado no asfalto ainda na Ponte do São Francisco.
 Obras de Gerô – Antes de morrer Gerô deixou um CD gravado e vários textos que ele pretendia editar um livro. O CD ganhou uma nova capa, elaborada e confeccionada com o apoio do cantor Josias Sobrinho em 2008, que era secretário adjunto de Cultura do Estado, no governo Jackson Lago. O livro foi editado pela família e ganhou o título de “Os frutos não colhidos”.

 

Charge de Wilson Dias, o Caju, publicada no Jornal Pequeno no dia seguinte à morte de Gerô

Charge de Wilson Dias, o Caju, publicada no Jornal Pequeno no dia seguinte à morte de Gerô

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3 respostas para “Faz hoje três anos que Gerô foi trucidado por PMs em São Luís”

  1. EVAN DE ANDRADE disse:

    sENHOR, POR FAVOR,

    DIGA-ME POR QUAL MOTIVO MATARAM O GERÔ?
    ELE ESTAVA SAINDO DE ALGUMA FESTA, FOI EM CASA, NA RUA, COMO FOI?

    [email protected]

    • santos disse:

      Obrigado, por estar compartilhando informações do nosso blog.
      Devo informá-lo de que o cantor e compositor Jeremias Pereira da Silva, mais conhecido como ‘Gerô’, na época com 46 anos, morreu no dia 22 de março de 2007 – era uma quinta-feira -, ao dar entrada no Hospital Djalma Marques (Socorrão I). Ele participara antes de uma sessão na Assembleia Legislativa do Estado, que na época funcionava na Rua do Egito.
      Teria se envolvido numa confusão com seguranças da Assembleia. Logo em seguida, já na rua, nas proximidades da cabeceira da Ponte São Francisco, ele acabou sendo preso e torturado por policiais militares que ocupavam a viatura 028, do 9º Batalhão da Polícia Militar. Os dois soldados da PMMA, identificados como Paulo e Expedito, foram presos e autuados em flagrante, à noite, no Plantão Central da Rffsa. O espancamento de ‘Gerô’ foi presenciado pelo delegado Castelo Branco, da Delegacia de Costumes e Diversões Públicas.

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