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Domingos Paz denuncia volta de conflitos agrários no Maranhão

 

 

 

O deputado Domingos Paz denuncia o recrudescimento da violência no campo

O deputado Domingos Paz denuncia o recrudescimento da violência no campo

 

O deputado Domingos Paz (PDT) ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa nesta quinta-feira (10) para destacar um artigo da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Igreja Católica, publicado recentemente no Jornal Pequeno, acerca do relatório de conflito de terras no Estado do Maranhão durante ano de 2009.
 Segundo ele, o relatório a CPT admite que houve um pequeno recuo da violência no campo no Maranhão. “Isto aconteceu porque, nos últimos anos, as entidades e o Estado se preocuparam em criar interlocução com todos os órgãos envolvidos na questão, inclusive com o Poder Judiciário e com a polícia”, assinala.
 Mas, na opinião de Domingos, nos últimos meses a violência no campo começa a se acentuar, pois já estão sendo verificados conflitos em municípios da região tocantina, onde famílias foram despejadas pela policia prontamente, que lá estava para executara ordem de despejo.
 “Quero dialogar com o governo, com o plenário. Não se trata de uma questão do partido A ou B, do grupo da oposição ou do grupo da situação. Trata-se de uma divida histórica do Estado para com o povo do Maranhão: garantir o direito de ir e vir e de tirar o seu sustento da terra”, disse Domingos.
 Para o deputado, o Maranhão é um Estado agrícola, de características de posses precárias, onde predomina fortemente a luta para resistir na posse da terra, fato que tem, ao longo dos anos, envergonhado os maranhenses.
 “Tivemos a infelicidade de muitas vezes nos deparar com conflitos sangrentos, assassinatos de religiosos, apoiadores da reforma agrária, sindicalistas, trabalhadores rurais, com torturas, prisões, expulsão, e derrubadas de moradias”, lamentou Domingos Paz.
 Tensão no campo – No final do pronunciamento, o deputado Domingos Paz leu um e-mail que recebeu de trabalhadores rurais com o seguinte teor: “Estamos em clima tenso em nossa Região Tocantina, principalmente no município de João Lisboa, na gleba Boca da Mata, Barreirão, área grilada por latifúndios nos anos 70”.
 “A Justiça Federal concedeu reintegração de posse ao INCRA, em se tratando de área federal, para colocar naquela área, trabalhadores rurais sem terra. Atualmente existem, aproximadamente, 500 famílias acampadas, em uma área localizada dentro da gleba Boca da Mata, Barreirão, denominada Cipó Cortado”.
 “Por ordem da excelentíssima Senhora doutora Ana Beatriz Jorge Carvalho, juíza da Comarca de Senador La Roque, Maranhão, está sendo hoje, dia 10 de setembro, 2009, o despejo dessas famílias. Estamos informados que essa senhora tem se colocado em defesa do latifúndio, desta região, a Policia Militar, não exerce sua principal função, que é trazer segurança para sociedade, mas tem força para reprimir os trabalhadores rurais”.

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