Diário da Eleição 6: Campanha de Eliziane continua luta para se encontrar

Enquanto Edivaldo e Wellington seguem receitas acertadas, a candidata do PPS, Eliziane Gama, ainda não conseguiu se encontrar.

Edivaldo luta para diminuir a rejeição com uma campanha que segue tendo volume muito maior de militantes nas ruas e bom aproveitamento do Programa Eleitoral, que consegue passar o recado e pavimentar o caminho do prefeito. Apesar do alto índice de rejeição e de aparentemente ter chegado a um teto, ele sabe aproveitar bem o carisma pessoal que o mantém próximo do eleitorado que de fato decide a eleição.

Wellington por sua vez continua apostando no discurso emocional de quem veio “de baixo” e venceu na vida com trabalho na iniciativa provada e longe dos interesses mesquinhos da política profissional.

Já Eliziane Gama mantém perfil confuso, atirando para todos os lados. Uma hora aposta em ataques ao atual prefeito, em outra apela para propostas mal construídas e em outro momento dedica-se a vender a biografia vitoriosa. Não consegue passar convicção em nenhuma das modalidades e vai desperdiçando  minutos preciosos no horários eleitoral.

A 27 dias da eleição, Wellington parece ter virado o alvo principal dos aliados do prefeito nas redes sociais e blogs. A rede de apoiadores de Edivaldo tenta fazer transparecer que a posição do prefeito é tão confortável que ele já trabalha para escolher o adversário no segundo turno. Os tais entendidos na política dizem que Wellington seria a melhor opção melhor no confronto direto.

A sensação que está no ar neste momento  é a de que boa parte da população, mesmo insatisfeita  com a atual gestão, caminha para dar a vitória a Edivaldo no primeiro turno com certa folga. Até agora os adversários ainda não convenceram de que são de fato mais preparados do que o atual prefeito, para administrar a cidade.

É claro que Eliziane está no páreo e ainda tem tempo para uma recuperação. A questão é que o tempo está correndo.

Caso da Siderúrgica: Quem é o pai da criança?

Vejam como são as coisas nas batalhas narrativas da política:

Quatorze dias após ser eleito governador do Maranhão, Flávio Dino recebeu o  Cônsul da China para o Nordeste Wang Xian, além dos vice-cônsules, Zhang Xiangyan e Zhang Re. Na conversa, o Maranhão deu o primeiro passo para consolidar um investimento de quase 10 bilhões de reais com a instalação de uma siderúrgica no estado.

Flavio Dino e Cônsul Chinês

Flávio Dino e Carlos Brandão com cônsul chinês em janeiro de 2015

Em agosto de 2015, Flávio Dino recebeu o CEO da CBSteel, Zhang Shengsheng, e os dois assinaram  protocolo de intenções dando o  segundo passo para viabilizar os investimentos no estado.

Entre uma visita e outra, secretários de estado se revezaram em viagens à China e em negociações permanentes, criando condições para garantir os investimentos. Vice-governadoria, Secretaria de Indústria e Comércio, Porto do Itaqui , Secretaria de Projetos Especiais…Todas elas se dedicaram a conversas com os chineses, conhecidos pela fama de durões em negociações comerciais.

Em viagem à China, o presidente recém empossado,  Michel Temer, se reuniu ontem com empresários que desejam investir no país, entre eles, os executivos da CBSteel. À imprensa, a assessoria de comunicação da Presidência da República manda dizer que Michel Temer está viabilizando investimentos dos chineses no Brasil, colocando no pacote os investimentos a serem feitos no Maranhão. A imprensa ligada ao sarneysismo, claro, já começou a replicar essa versão.

Assim é a política, meus amigos.

Diário da Eleição 05 – Candidatos ajustam estratégias

Na segunda semana de campanha e após enxurrada de pesquisas, os comandos de campanha dos candidatos à prefeitura de São Luís ajustam rumos, discursos e estratégias de comunicação.

Chamuscada por resultados de pesquisas que a colocaram em empate técnico ou mesmo numa posição desvantajosa em relação ao deputado estadual Wellington do curso, a deputada Eliziane Gama trabalha para reorganizar o princípio de caos e desorganização interna no comando de sua campanha.

Em primeiro lugar nas pesquisas realizadas desde 2013, Eliziane Gama vem perdendo terreno desde o lançamento da pré-candidatura de Wellington e tem agora sobre si muita pressão para corrigir os rumos da campanha e recuperar o terreno perdido.

Na propaganda de rádio e TV que foi ao ar nesta quinta-feira, Eliziane teve que ceder boa parte de seu tempo para um direito de resposta concedido pela justiça eleitoral À Edivaldo. Ao fazer críticas a educação, a candidata cometeu o erro de mencionar que a atual administração não construiu nenhuma escola. A campanha de Edivaldo aproveitou esse ponto para pedir o direito de resposta.

Com volume muito maior de militantes nas ruas e aproveitando bem o tempo que dispõe no horário eleitoral, o prefeito luta para consolidar a primeira colocação, antecipando estratégias que sirvam como vacinas para críticas futuras e priorizando a realização de obras.

Wellington do Curso segue usando a estratégia de se diferenciar dos demais candidatos, abordando biografia de sucesso que foi construída na iniciativa privada e não na política. Wellington  aproveitou para reforçar os vínculos emocionais com o eleitor, mostrando a família no horário eleitoral, bem como a do vice, Roberto Rocha Jr.

Pesquisas

Depois de Data M, Imparcial, Prever e Ibope, vem aí a pesquisa Escutec, contratada pelo Jornal o Estado do Maranhão. Registrada no dia 28, a pesquisa está ouvindo 800 entrevistados. Além da intenção de votos, medirá índice de rejeição dos candidatos, bem como avaliação da administração Edivaldo Holanda Jr.

O Jornal O Estado do Maranhão divulgará a pesquisa no próximo sábado (03).

 

O ‘new deal’ maranhense é exemplo a ser seguido para superação da crise

A maior depressão econômica da história , a chamada crise de 1929, deixou a indústria americana em frangalhos,  fez o produto interno bruto do país despencar e jogou na penúria absoluta milhões de pessoas, que sem emprego e acesso a serviços públicos foram empurradas para a miséria absoluta.

No início da década de 1930,  a economia americana começou a sentir sinais de recuperação graças a um conjunto de medidas implantadas pelo então presidente Franklin Roosevelt. Entre as ações colocadas em prática para superar a crise, Roosevelt determinou investimentos maciços em obras públicas e medidas emergenciais para estimular a abertura de frentes de trabalho. Graças ao new deal, o país se recuperou e caminho para tornar-se a grande potência mundial do século XX.

Enterrado numa crise que começa a se transformar em depressão, o Brasil que deverá ser governado nos próximos dois anos pelo peemedebista Michel Temer, que foca suas expectativas de superação da crise olhando apenas e tão somente para o mercado externo e para os grandes investidores. O governo Temer torce o nariz para implantação de medidas de proteção social que tirem da agonia os 11 milhões de brasileiros desempregados.

É do Maranhão a iniciativa de enfrentar a crise pela ótica da recuperação de empregos e ampliação de obras públicas, a exemplo do bem sucedido new deal americano. A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o Projeto de Lei apresentado pelo governo estadual que cria o “Programa Mais Empregos”, com a implantação de três medidas práticas para estimular a economia.

A primeira medida incentivará empresas maranhenses a ampliarem seu quadro de trabalhadores, que receberão desconto mensal de R$ 500 no pagamento de impostos para cada novo posto de trabalho criado com carteira assinada.

A segunda medida prevê a geração de postos de trabalho com serviços de pavimentação com blocos de concreto em vias públicas, a partir do sistema de mutirão.

E a terceira ação tem o objetivo de manter os  empregos em lojas de material de construção e nas pequenas obras, além da melhoria habitacional, com aplicação de recursos para a reforma.

O Maranhão fechou o mês de julho como único estado do Nordeste a fechar positivamente o saldo de empregos. Para se ter uma ideia da façanha estadual, julho fechou com mais 100 mil brasileiros desempregados, segundo dados do Caged, órgão do Ministério do Trabalho que monitora o emprego no país. O resultado maranhense é fruto do esforço governamental para manter obras e investimentos, mesmo com queda de receita e paralisação de obras e repasses federais.

Duvido muito que a percepção elitista do governo Temer, ao priorizar os grandes capitais especulativos globais, promoverá a superação da crise beneficiando a população sacrificada com a perda do emprego e da dignidade.

Já o nosso new deal olha para os trabalhadores, recolocando o estado no papel de indutor do crescimento com inclusão. Um exemplo a ser seguido.

Diário da Eleição 05: Pesquisa Ibope-Mirante mostra Wellington à frente de Eliziane

 

Wellington avança

Wellington avança

Divulgada na noite desta terça-feira, a pesquisa Ibope-Mirante é a terceira seguida desde  o último domingo, mas a primeira a captar o sentimento do eleitor após o início da propaganda eleitoral, já que a consulta  foi feita entre os dias 25 e 30 de agosto.

A outra novidade desta pesquisa é que pela primeira vez o deputado estadual Wellington do Curso aparece à frente da deputada estadual Eliziane Gama, talvez reflexo da campanha equivocada que a parlamentar vem fazendo na TV e no Rádio.

Segundo o Ibope, o prefeito Edivaldo tem 29% das intenções de voto,  Wellington do Curso (PP)  aparece com  20% , Eliziane Gama (PPS) 16%.

Eduardo Braide (PMN), Fábio Câmara (PMDB) e Rose Sales (PMB) aparecem empatados com 5%.

Além da vantagem sobre Eliziane, o Ibope aponta que Welington é o candidato com menor rejeição entre os demais, inclusive os nanicos, veja:

Edivaldo Holanda Júnior (PDT): 37%

Eliziane Gama (PPS): 27%

Fábio Câmara (PMDB): 17%

Rose Sales (PMB): 16%

Zeluís Lago (PPL): 16%

Cláudia Durans (PSTU): 13%

Eduardo Braide (PMN): 12%

Valdeny Barros (PSOL): 12%

Wellington do Curso (PP): 11%

Por fim, o Ibope perguntou aos 805 entrevistados, que a avaliação fazem da administração Edivaldo Holanda Júnior. Os eleitores responderam assim:

Ótima – 6%

Boa – 16%

Regular 45%

Ruim – 10%

Péssima – 22%

Não sabem avaliar – 1%

Quase metade dos eleitores considera a administração de Edivaldo apenas regular. Na minha avaliação, “regular” não pode ser considerado aprovação e os números mostram que Edivaldo apenas conseguiu estancar a percepção majoritariamente negativa que o eleitor tem a respeito de sua administração.

A moral da história se a realidade for como o Ibope mostra é que Wellington se coloca como o candidato mais viável neste momento da campanha. Para a deputada Eliziane Gama, o resultado de todas as pesquisas já divulgadas é muito ruim, já que mostram uma curva descendente na intenção de votos para ela, num momento em que Edivaldo parece consolidar-se junto a mais de 30% do eleitorado e Wellington cresce a olhos vistos.

 

 

Barganha no impeachment mostra que senadores maranhenses continuam defendendo apenas interesses pessoais

Lobão, João Alberto, Roberto Rocha

Há muito tempo a bancada maranhense no senado federal, liderada pelo ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), se transformou numa associação de políticos que deram as costas para o Maranhão em nome do fortalecimento de interesses pessoais.

Com o afastamento de Sarney, que não concorreu a eleição em 2014; o envolvimento do senador Edison Lobão e de seu filho, Edinho, em escândalos de corrupção na Lava Jato e, sobretudo, a eleição de Roberto Rocha ao senado, havia a expectativa de que a bancada maranhense, se não melhorasse o desempenho, ao menos frearia o perfil oportunista de outras épocas.

Composto em sua maioria por ex-governadores e políticos mais tarimbados do que os da Câmara, o Senado Federal vê os últimos capítulos do julgamento da presidente Dilma Rousseff serem dominados pelo jogo de toma lá da cá sem nenhum pudor dos senadores do Maranhão. Nem as raposas decanas da casa, acostumadas com o jogo sujo da política, foram flagradas vendendo tão desavergonhadamente o voto para ambos os lados, como fizeram os senadores maranhenses –  a começar por Roberto Rocha – o mais empolgado articulista da barganha.

Na semana passada Roberto Rocha, Edison Lobão e João Alberto procuraram Dilma. A estratégia tinha a dupla intenção de manter um pé na canoa petista e ao mesmo tempo aumentar o poder de fogo para negociar futuramente com Michel Temer.

Deu certo. Logo após a conversa com Dilma, que envolveria a retirada do apoio do PT a candidatos ligados ao governador Flávio Dino no Maranhão, Roberto Rocha, Lobão e João Alberto, foram chamados por Temer. Antes, fizeram questão de tornar pública a informação de que votariam unidos e continuavam “indecisos”.

Na barganha com Temer, o senador Roberto Rocha teria conseguido arrancar uma diretoria do Banco do Nordeste para votar a favor do impeachment. Também teria entrado no acordo o avanço das negociações para federalizar o Porto do Itaqui, manobra extremamente prejudicial ao Maranhão.

 Roberto Rocha poderia gastar as energias que vem usando em nome de interesses pessoais para fazer algo a favor do Maranhão na condição de senador de República. Foi eleito para isso. No caminho inverso, prefere dar continuidade a lógica oligárquica de fazer política.

 

Diário da eleição 04: Estratégia de Edivaldo segue superando adversários

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Edivaldo: melhor na TV e nas ruas.

Aproveitando-se de quase quatro minutos de tempo de TV e de forte militância nas ruas, o prefeito Edivaldo começa a semana firme e forte na primeira colocação.

Nem mesmo a pesquisa do Jornal O Imparcial, divulgada esta segunda-feira (29), onde a vantagem do prefeito é quase 12 pontos menor do que a da pesquisa Data M, divulgada neste domingo (28), tiraram o fôlego do candidato do PDT.

A pesquisa Data M foi bombardeada nas redes sociais onde o prefeito claramente detém mais espaço e nos demais meios de comunicação, deixando a pesquisa do jornal O Imparcial em segundo plano.

De quebra, a militância do PCdoB e do PDT, se movimentam a favor de Edivaldo nos quatro cantos da cidade, dando a impressão de que o prefeito faz campanha sozinho.

Edivaldo inteligentemente aposta em mostrar as obras realizadas pela prefeitura, reforçando que recebeu a gestão com déficit de 1 bilhão herdada de Castelo, que hoje apoia a deputada Eliziane Gama.

Eliziane, por sua vez, agora divide as imagens emocionais de sua trajetória de vida com ataques ao atual prefeito nas inserções. O discurso mistura a idade dele com falta de escolas e não consegue gerar  identificação com o eleitor.  O ataque ao prefeito segue no programa eleitoral, onde falta organização visual para separar ataques de propostas.

Já Wellington do Curso prefere apostar nas imagens emocionais com muita música, ignorando a necessidade que grande parte do público tem de ouvir propostas que reacendam a esperança em melhorias para a cidade.

Como já destaquei, os comandos de campanha de Wellington e Eliziane ainda não acordaram para o fato de que esta eleição é mais curta e que ganha quem errar menos.

É claro que a camapnha só está no começo e que parte significativa do eleitorado só prestará atenção na eleição nos últimos 15 dias de campanha, com a realização de debates e o confronto mais direto entre as propostas. A consolidação de imagem, no entanto, tem que ser feita já, sobretudo para candidatos com taxa de conhecimento menor do que a do atual prefeito, caso do deputado Wellington.

A continuar assim o prefeito, que há um ano era dado como fora do baralho, pode se distanciar ainda mais dos adversários e ganhar a eleição sem maiores dificuldades.

 

Diário da Eleição 03 – Data M: Edivaldo 35,5%; Eliziane 20,9%; Wellington 15,2%

Edivaldo Eliziane e Wellington

Primeiro levantamento feito após o início da campanha eleitoral, a pesquisa do Instituto Data M, divulgada na edição deste domingo (28) no Jornal Pequeno, mostra que o prefeito Edivaldo tem larga vantagem em relação aos principais adversários.

Segundo o Data M, na pesquisa estimulada, quando os entrevistados recebem a informação dos nomes dos candidatos, Edivaldo (PDT) aparece  com 35,5%; Eliziane Gama (PPS), 20,9%; Wellington do Curso (PP), 15,2%; Rose Sales (PMB), 4,7%; Fábio Câmara (PMDB), 4,1%; Eduardo Braide (PMN), 2,6%; Cláudia Durans, (PSTU) 0,3%; Zeluis Lago (PPL), 0,2% e Valdeny Barros (PSOL) sem pontuar. 9,8% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos e 6,7% não sabem ou não responderam.

A pesquisa DATAM indica que os três principais candidatos cresceram em relação à última pesquisa: Edivaldo cresceu 9,8 pontos, enquanto Eliziane Gama subiu 1,9 pontos e Wellington do Curso ganhou 2,4 pontos.

Embora tenha vantagem confortável,  Edivaldo é o candidato com maior índice de rejeição segundo o Data M, apontando que 27,7% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum no atual prefeito.  Eliziane é rejeitada por 18,3% e Wellington por 3,5%. A rejeição dos demais concorrentes ficou assim:  Fábio Câmara , 6,6%; Cláudia Durans , 4,1%; Zeluis Lago , 3,7%; Rose Sales , 3,4%; Eduardo Braide , 3,2%; e Valdeney Barros , 0,3%.

Diário da Eleição 02: Edivaldo e Wellington são destaques no primeiro dia de campanha na TV

Wellington: Biografia em tom emocional e discurso certeiro dirigido ao eleitor insatisfeito.

Wellington: Biografia em tom emocional e discurso certeiro dirigido ao eleitor insatisfeito.

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior e do deputado estadual Wellington do Curso largaram à frente dos adversários no primeiro dia de campanha na TV e no rádio.

Detentores dos dois maiores tempos, 3 minutos e meio e dois minutos e quinze segundos, respectivamente, Edivaldo e Wellington se dirigiram aos eleitores de maneira mais competente do que a deputada federal, Eliziane Gama, que usou seus quase dois minutos para exibir imagens de campanha com um jingle monocórdio.

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Edivaldo apresentou obras já realizadas in loco

Edivaldo iniciou o programa usando imagens do eleitor padrão que tem maior identificação com ele: mulheres de classes sociais mais humildes. Foram elas que apresentaram um prefeito que lembrou ter iniciado a gestão com R$ 1 bilhão a menos em caixa, para justificar as dificuldades da gestão. Em seguida, o prefeito aparece em locais de obras, mostrando parte do que conseguiu fazer nos três anos e meio de mandato, com direito a jingle grudento ao fundo. Acertou na estratégia, embora o programa tenha ficado excessivamente pasteurizado por trazer apenas os batidos e manjados roteiros de propagandas políticas.

VEJA O PRIMEIRO PROGRAMA DE EDIVALDO

Já o deputado Wellington do Curso optou pela apresentação emocional de sua biografia, destacando o discurso prioritário que ele usa como arma principal de sua campanha: a ideia de uma pessoa humilde que venceu na vida.

A fala do candidato dirigida diretamente aos eleitores que sentem dificuldades no cotidiano em função de uma suposta ausência da prefeitura, também foi bem estruturada. O Programa de Wellington é bem produzido e tem ritmo.

VEJA O PROGRAMA DE WELLINGTON

A decepção ficou mesmo com o programa da deputada Eliziane Gama, que gastou seus quase dois minutos com um jingle mal construído e imagens sem impacto visual.

A equipe de campanha da parlamentar ainda não entendeu que esta eleição é mais curta e marcada por excesso de apatia do eleitor e que os candidatos devem usar todo tempo que puderem para desenvolver a melhor estratégia em busca do voto.

A lentidão do programa de Eliziane é reflexo de uma equipe de comunicação errática, que não tem conseguido construir uma presença eficiente da candidata junto aos eleitores.  Aliás, não reproduzo aqui o primeiro programa dela porque ainda não foi disponibilizado nas redes sociais.

 

 

Diário da Eleição 01: Candidatos em São Luís medem forças no horário eleitoral

Edivaldo Eliziane e Wellington

Caros, a partir de hoje começo uma série sobre a eleição em São Luís.

Com a minirreforma eleitoral, a campanha  no rádio e na TV foi reduzida de 45 para apenas 35 dias. Candidatos e assessorias terão que afiar a habilidade para passar mensagens de modo mais eficiente ou ficarão pelo meio do caminho.

Com 3 minutos e 3o segundos diários, o atual prefeito Edivaldo Holanda terá o maior tempo entre os candidatos e deverá usar boa parte dele para justificar a lista de promessas feitas na campanha de 2012 e que ficaram pelo caminho, muitas delas em função das dificuldades financeiras enfrentadas pelas prefeituras país afora.

Já o deputado estuadual Wellington do Curso, com o segundo maior tempo (dois minutos e 15 segundos ) deverá aproveitar o tempo para convencer o eleitor de sua independência em relação à política tradicional, desgastada com os impactos da Lava Jato,  além de reforçar sua trajetória de empreendedor bem sucedido.

A deputada federal Eliziane gama, iniciará o horário eleitoral tendo que retomar a trajetória ascendente abalada com a recuperação de parte da popularidade de Edivaldo e com o deputado Wellington em bom momento. Eliziane também tem a seu favor um discurso convincente e atuação parlamentar consistente.

Com a proibição de doações de empresas, menos tempo na TV e mais restrições, o horário eleitoral terá importância ainda maior na escolha dos candidatos. O acirramento entre as três principais candidaturas deverá dar um ingrediente emocional à disputa. E que vença o melhor.

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