TENSÃO PRÉ-SARNEYSAL, TERROR E PÂNICO GERADO PELO GOLPE.

Duas perguntas no site “Libertação Animal” traduzem bem a capacidade que tem Sarney de fazer sofrer o povo maranhense: 1 – que capacidade é essa que nos impele para o mal e para fazer sofrer? 2 – Merecerá viver uma criatura porque racionaliza, mas usa essa capacidade para fazer sofrer ou merecerá antes uma cuja capacidade de sentir é desprezada e que só quer viver em paz?

São Luís viveu nos últimos dois dias, por conta da ganância desenfreada do senador José Sarney, um clima de tensão que não era sequer imaginável. No final do expediente as pessoas caminhavam com pressa para casa, os carros percorriam as avenidas em alta velocidade e as pessoas cochichavam nos cantos, nas paradas de ônibus, tentando entender como a vontade de um povo pode ser mudada sob o tacão da fúria tirânica de um único ‘semideus’.

O povo do Maranhão quer a paz, sempre quis, mas não a terá enquanto restar algum poder ao ‘Imperador de Curupu’. Ele atazanará, infelicitará, demonizará este povo até a exaustão, porque quer que ele pague pelo crime de tê-lo afastado do poder. E pouco importa que tenha sido pela via democrática, que essa vontade tenha sido manifesta nas urnas. Sarney odeia e odiará para sempre este povo e qualquer povo que ouse desafiar sua ‘divindade’ já garantida pela condição de ‘faraó mumificado’ no Convento das Mercês.

O povo maranhense vive hoje comprimido pelas incertezas, respira um ar rarefeito, sujeita-se, impotente, a um clima exasperante de dúvidas, medos e tensões.

Os sintomas são de falta de ar, de ausência de poder, de desordem neurológica, política e social. Sarney está conseguindo humilhar esta gente a um nível inaceitável. Está dizendo aos milhões de maranhenses convocados a escolher entre a oligarquia e a democracia que existe um homem mais poderoso que todos eles juntos: ele, José Sarney.

Não seria sequer imaginável viver tanto desconforto, irritação, ansiedade e depressão. Sem contar o cansaço de haver lutado tanto, 40 anos contados nos dedos, para, no final, chegar a lugar nenhum. Os filhos, netos e bisnetos deste povo (oh irremediável desgraça!) também poderão ser governados por Sarney.

Trata-se de um transtorno histórico jamais vivido no Maranhão, um distúrbio tão violento que, se concretizado, deixará marcas irreparáveis na carne, na alma, no peito.

“Se isto acontecer (a cassação de Jackson Lago) nunca mais eu voto no Maranhão. O Maranhão, o povo maranhense não merece o que estão fazendo”. É o que se ouve nas ruas de São Luís, é o que, impotentes, bradam os democratas e os milhões de eleitores ameaçados de ter sua decisão confiscada nos bastidores dos tribunais.

Parabéns, senador José Sarney. Ninguém jamais na História, tanto quanto Vossa Excelência, nem mesmo Nero ou Calígula, conseguiu fazer um povo inteiro se sentir tão infeliz.

 

FOTO HISTÓRICA COMPLETA UM ANO

Amanhã, sexta-feira, 19, faz um ano o beijo na boca trocado, no plenário do Senado, entre a então líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC) e o senador José Sarney (PMDB-AP), flagrado pelas lentes sempre vigilantes do repórter fotográfico Lula Marques, da Folha de São Paulo. (Chico Bruno)

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John Cutrim  [email protected]

PEC DOS VEREADORES NÃO ASSEGURA POSSE IMEDIATA DE SUPLENTES

O Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira (18) Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aumenta em 7.343 o número de vereadores no Brasil. Com a decisão, o país terá 59.791 vereadores – ante os 51.748 atuais. Um artigo prevê que a mudança valerá para os vereadores que tomarão posse no próximo mês. A emenda deverá ser promulgada pelo Congresso ainda nesta quinta.

O parecer do relator César Borges prevê 24 faixas de limites de vereadores nas Câmaras Municipais. Os municípios com até 15 mil habitantes terão o mínimo de nove representantes e os municípios com mais de 8 milhões de habitantes terão o máximo de 55 vereadores.

A proposta de emenda à Constituição foi aprovada depois de um acordo de líderes que permitiu a realização de sessões extraordinárias seguidas. No primeiro turno, a emenda recebeu 54 votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção. No segundo turno, obteve 58 a favor, cinco contra e uma abstenção.

Gastos

Como garantia de que o aumento no número de vereadores não representará mais gasto no Orçamento de 2009, os parlamentares se comprometeram a votar, em fevereiro, emenda do senador Aloízio Mercadante (PT-SP) que mantém para o ano que vem o mesmo recurso orçamentário repassado às Câmaras Municipais em 2008.

A emenda será incorporada a uma PEC paralela que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Durante a semana, vereadores de todo o país fizeram uma peregrinação aos gabinetes para pedir a inclusão da matéria entre as prioridades do esforço concentrado do Senado, evitando que a apreciação da PEC ficasse para o ano que vem. Esta é a última semana de trabalho dos parlamentares, que entram em recesso a partir de sexta-feira (19), voltando a trabalhar somente em fevereiro de 2009.

A proposta também reduz o limite de gastos com as Câmaras Municipais. A PEC estabelece que poderão ser gastos o mínimo de 2% e o máximo de 4,5% do orçamento municipal. Atualmente, os gastos variam de 4,5% a 8%.

Posse imediata não é assegurada

A decisão do Congresso Nacional de criar novas 7.343 vagas de vereador em todo o país pode não ser cumprida imediatamente.

O ministro Carlos Ayres de Brito, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é a favor que a medida passe a valer apenas em 2012.

Para valer automaticamente, como imaginam os suplentes que se acham beneficiados, ela deveria sido votada até 30 de abril deste ano.

A situação é semelhante com a decisão do Congresso Nacional sobre verticalização, cujo funcionamento foi determinado pela Justiça para 2010.

Descumprir essa regra básica é equivalente a eleger parlamentares por emenda constitucional e não pelo  voto popular.

Afinal, os eleitores votaram em 2008 para um determinado número de vagas em cada Câmara Municipal.

Com informações do jornalista Chico Bruno, Agência Brasil e Senado

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DEPUTADO DENUNCIA PRIVILÉGIO DE INFORMAÇÕES DO GRUPO SARNEY NA JUSTIÇA

O deputado Julião Amin (PDT) denunciou, na manhã desta quarta-feira (17), o privilégio de informações que estão tendo os veículos do Sistema Mirante em relação ao processo movido pelo grupo Sarney. O parlamentar lembrou que o julgamento foi adiado e os advogados só tomaram conhecimento da decisão aproximadamente às 19h30min. Mas, segundo ele, para surpresa de todos, já às 15h, as rádios maranhenses da oligarquia já divulgavam a notícia.

A mesma abordagem foi feita por um dos colunistas mais lidos do país, Cláudio Humberto, na terça-feira (16). “Desde as 15h, a rádio Mirante, em São Luis (MA), vem anunciando o adiamento do julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral do pedido de afastamento do governador Jackson Lago. Seis horas depois, no plenário do TSE, o presidente, ministro Carlos Ayres Britto, anunciou formalmente o adiamento do julgamento. A rádio Mirante é do grupo Sarney e o apresentador que anunciou várias vezes o adiamento do julgamento foi Geraldo Castro, no programa Abrindo o Verbo”, informou a nota.

“Eu me lembro que na época da falência do Banco Santos, quando houve uma intervenção na instituição financeira, Sarney recebeu a informação na véspera e sacou 2 milhões de reais. No Maranhão, estamos nos digladiando com uma pessoa muito poderosa na República”, enfatizou Julião Amin.

Julião Amin recordou ainda que, em 1994, na véspera de uma disputa acirrada no Maranhão, os sistemas de computação ficaram paralisados durante cinco dias. Segundo ele, naquela ocasião, produziu-se um cadáver e foram utilizados o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República numa tentativa de produzir outra ação a exemplo do que está acontecendo hoje.

Forma ardilosa

O deputado demonstrou preocupação com a forma ardilosa com que determinados profissionais tentam produzir provas falsas para cassar o mandato de uma pessoa que foi legitimamente eleita pelo povo do Maranhão. Ele disse que as autoridades políticas e jurídicas precisam atentar para isso.
Julião reforçou ainda que a luta de Jackson Lago já dura 40 anos. “A eleição do governador não é comum. Ela vem se desenhando há décadas. Em 1994, ele já disputava pleitos, percorrendo de carro os 217 municípios do Estado. Naquela época, já obtinha 22% dos votos, e sem um cartaz, sem apoio de rádio, nem de jornal”, recordou.

Segundo o deputado, mais de dez mil pessoas ficaram nas praças, na noite da última terça-feira (16), protegendo o governador no Palácio dos Leões. “Houve mobilização em todos os bairros de São Luís”, frisou.

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O POVO DO MARANHÃO ESTÁ EM VIGÍLIA DEMOCRÁTICA

Num Estado com fortes antecedentes de fraudes e manobras eleitorais utilizando-se da Justiça, o povo sai às ruas para defender o seu voto e o legítimo mandato de Jackson Lago

A democracia é um processo em construção no Brasil. Desde a redemocratização e a promulgação da Constituição de 1988, avanços têm sido registrados, mas ainda falta muito para que o nosso país possa se orgulhar da sua democracia.

O que está acontecendo neste momento no Maranhão é um exemplo paradigmático. Esse Estado tem fortes e históricos antecedentes de resistência popular às fraudes eleitorais e à venalidade de alguns representantes da Justiça Eleitoral. Lembre-se, por exemplo, a resistência popular nos anos 50 contra as eleições fraudulentas da época de Vitorino Freire, e particularmente a luta contra a posse do governador Eugênio Barros, após uma eleição com todo tipo de irregularidades. A posse só foi possível pela presença de tropas federais, já que a população, revoltada, tinha tomado as ruas e praças da capital.

Hoje, mais de cinqüenta anos depois desse episódio, a população maranhense está em vigília. Em um movimento espontâneo – que não contou com outro meio de comunicação que não seja o boca-a-boca e essa ferramenta tão democrática dos dias de hoje que é a internet – foi se espalhando a convocatória para sair para as ruas, numa democrática demonstração de repúdio ao golpe que está sendo orquestrado. A rua e a praça são os locais onde o povo pode expressar os seus sentimentos. E neste caso, o sentimento é de indignação e revolta diante da tentativa de anular uma decisão soberana do povo maranhense, através do voto consciente, nas eleições de 2006.

A família Sarney sempre se beneficiou justamente do silêncio cúmplice e da desinformação! A vigília é uma atitude militante e democrática, apesar de ter sido chamada em editorial do Estado do Maranhão, da família Sarney, de “terrorista”. Na verdade, o povo maranhense está na rua como reação diante da audácia sem limites da família Sarney. Justamente eles que controlaram o Estado durante décadas e que ainda buscam controlá-lo através da mídia, do poder econômico, das pressões políticas, tentam agora dar um golpe “branco” no Governador Jackson Lago, através de um processo na Justiça supostamente por abuso de poder!!!!!

Parece uma ironia que José Sarney – todo o Maranhão sabe através de que caminhos espúrios construiu a sua carreira política e a sua incalculável fortuna – agora tenha a audácia de iniciar um processo na Justiça contra Jackson Lago, falando em compra de consciências e em abuso de poder econômico, autoridade e comunicação (mídia)?

Mais ironia ainda parece o fato que para iniciar o processo julgado hoje pelo Superior Tribunal Eleitoral a família Sarney esteja utilizando contra o Governador Jackson Lago uma lei que resultou de uma iniciativa popular visando eliminar da vida pública aqueles políticos que sempre descumpriram as leis eleitorais! A lei foi proposta ao Parlamento com um milhão de assinaturas, em 1999, por um importante movimento popular que reagia às velhas práticas de corrupção eleitoral. E ela constitui, sem dúvida, uma vitória da luta pela valorização do voto e em favor da transparência eleitoral. Desde então, ela tem servido para que centenas de mandatos obtidos mediante práticas espúrias fossem cassados.

Mas, como acontece neste nosso Brasil, a lei também pode ser utilizada, através de meios específicos, para violentar os propósitos aos que se supõe que deveria servir. É o caso da utilização que dela está fazendo a poderosa família Sarney, indignada diante do fato do Jackson Lago ter derrotado nas eleições de 2006 a candidata Roseana Sarney.

Mas, duas décadas de aprendizado democrático não acontecem em vão. Em todo o Maranhão, em outros Estados do Brasil e até no exterior, têm se multiplicado as vozes que denunciam essa manobra. E a população da capital, São Luís, está na rua, em vigília democrática. Diante do Palácio dos Leões, sede do governo, um acampamento popular mostra que o povo desta vez está alerta. E ontem milhares de pessoas se dirigiram para o Palácio dos Leões para daí acompanhar o julgamento do Governador, como expressivamente demonstram as fotos que acompanham este texto. Daí só saíram para voltar para suas casas quando foi anunciado que o julgamento tinha sido adiado para hoje.

A vigília democrática continua.

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DOM SARNEY ATACA DE NOVO: GOLPE DE ESTADO NO MARANHÃO

 

Por Mário Augusto Jakobskind

O clã Sarney continua a imaginar que o Maranhão é uma sua capitania hereditária. Depois de várias décadas dominando o Estado, Sarney foi derrotado na última eleição do Governo do Estado. Jackson Lago, um político íntegro e responsável por uma excelente administração como prefeito de São Luis, acabou derrotando a filha Roseana Sarney.

O chefe do clã, José Sarney, que serviu a ditadura brasileira com afinco e no final, tal qual fazem os ratos quando constatam que o navio está afundando, bandeou-se para a oposição. Virou Presidente da República porque o titular Tancredo Neves, morreu antes de tomar posse. O homem forte do Maranhão tornou-se Presidente e ampliou o seu poder em todos os níveis, da área midiática a tudo mais.

Em outubro de 2006 pintou na área o doutor (doutor mesmo porque ele é médico) Jackson Lago, que desbancou Dom Sarney derrotando a filhota Roseana. O pai, agora senador do Amapá, nunca se conformou com o resultado. Colocou o seu império midiático em oposição cerrada a Lago. Para se ter uma idéia, a mídia de Sarney no Maranhão repetiu o que as Organizações Globo fizeram no Estado do Rio de Janeiro nos dois governos de Leonel Brizola. Não deu sossego a Lago.

Vendo que o tempo estava passando e nada de resultado para reocupar a máquina estatal maranhense, a turma do Sarney decidiu ingressar na Justiça Eleitoral para desbancar o legítimo representante do povo com argumentos inconsistentes.

Segundo informa o blog do Josias, a coligação da candidata derrotada moveu uma ação contra Lago sob a acusação de que o então governador do Maranhão, o ex-aliado do clã Sarney, José Reinaldo, teria usado a máquina do Estado em favor do candidato do PDT.

Segundo a ação impetrada pela patota de Dom Sarney, Reinaldo teria beneficiado com os convênios supostamente “eleitoreiros” outros dois candidatos anti-Roseana: Edson Vidigal (PSB) e Aderson Lago (PSDB). O argumento não se sustenta, segundo o advogado de defesa de Jackson Lago, Franciso Resek. Ele sustenta que a prevalecer o entendimento de que os convênios visavam favorecer três candidatos, teriam de ser anulados os votos de todos eles. Neste caso, iriam ao lixo mais da metade dos votos “depositados” pelo eleitor maranhense nas urnas de 2006. O que levaria à realização de novo pleito, não à posse de Roseana Sarney, como quer o clã Sarney.

Na verdade, os Sarney não admitem a possibilidade de o Estado do Maranhão ter entrado numa nova etapa com um governo que realmente defende os interesses populares e não do clã. O Ministério Público encampou a tese da acusação. Em parecer de 15 folhas, o vice-procurador Eleitoral Francisco Xavier Pinheiro Filho recomendou a cassação do mandato de Jackson Lago e do vice Luiz Carlos Porto (PPS) Ainda segundo o blog do Josias, levantamento feito pela defesa constatou que o representante do Ministério Público só precisou de 16 dias para examinar 50 volumes. Coisa de 15 mil páginas. Recorde dos recordes, que não teve a mesma prioridade de outros processos do gênero.

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral vão decidir nesta terça-feira a ação que visa tão somente a retomada do aparelho de Estado pelo clã Sarney. Se cassarem Jackson Lago estará caracterizado um golpe de estado por via judiciária.

O PODER DO CLÃ

Para ser ter uma idéia de como o Maranhão sofre com a influência dos Sarney, vale reproduzir informe sobre os nomes de várias instituições e até estradas naquele Estado. E bota influência.
Tem maternidade com nome de Marly Sarney.

Para morar, o maranhense pode escolher uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney.

Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney.

Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney.

Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário.

Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor).
Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso? Então, quer reclamar? Vá ao Fórum José Sarney e procure a Sala de Imprensa Marly Sarney. Informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney.
Precisa dizer mais alguma coisa?

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John Cutrim  [email protected]

A NOVELA MARANHENSE “A FAVORITA PELO UM GOLPE’’ PODE TER SEU CAPÍTULO FINAL HOJE COM JULGAMENTO DO TSE

CENA 1;

A novela maranhense A favorita pelo um Golpe pode ter seu desfecho hoje com o julgamento do TSE que vai pedir ou não a cassação do governador Jackson Lago. A versão da novela a Favorita pelo um Golpe começou a ser gravada em um aniversário quando foram capturadas algumas cenas de descontração entre o protagonista aproveitador e certo amigo causídico PROCURADO por ele [protagonista] para lhe conceder um pequeno favorzinho.

Em troca ele [causídico] ganharia uma promoção judiciária e de sobra para manter a saúde e não correr o risco de contrair um ataque cardíaco MORTAL aulas em sua ACADEMIA que tem por nome as suas LETRAS inicias.  Essa foi a cena de abertura da novela com duração de 40 minutos com o seu final gravada em Brasília diretamente dos estúdios do PROGERC.  

A primeira novela mexicana feita no Maranhão tem como estrelas no elenco: estrelando José Sarney (no papel da vilã Flora de bigode); Fernando Sarney (no papel de Doddy das notinhas de cinqüenta); João Alberto (no papel de Silveirinha leva tapa); Roseana Sarney (A Favorita pelo um golpe); Jackson Lago (no papel da perseguida Donatela); Ex-Governador José Reinaldo Tavares (no papel do destemido jornalista Zé Bob); blogueiros do Sistema Mentira de Comunicação (no papel do farsante, enganado e indeciso Orlandinho);

CENA 2;

Viram como o ‘escândalo Lunus’ de 2002, quando Tia Rose era a FAVORITA nas pesquisas para ocupar a presidência da república, foi destaque na novela “A Favorita pelo um Golpe”, num capítulo da semana passada!!!  Pois é, o vilão Doddy, personagem de Fernando Sarney, procura um maranhense, vizinho de ‘Baiano’, para saber se este recebeu alguma visita nos últimos dias. Ao terminar de ouvir, Doddy Fefé entrega ao vizinho uma nota de 50 reais como forma de recompensá-lo e comenta: “Toma aqui, cinqüentinha pra você inteirar na sua passagem de volta pro Maranhão”. Insatisfeito com a ‘gorjeta’, o maranhense ‘fecha a cara’, ao que Doddy Fefé dispara: “O que foi? Não gostou? Pois fique sabendo que na nossa terra só os políticos fazem coleção de cinqüentinha”. Credo! Essa foi na ‘moleira’ dos ocupantes da Casa Mal Assombrada!!!

E tem mais!!! Alguns blogueiros ‘boca-preta’ de ‘baixa-extração” do Sistema Mentira interpretados pelo personagem São Paulino Orlandinho tentaram explorar o fato, com o devido corte ao trecho em que Doddy Fefé cita a “coleção de cinqüentinhas”. O mais gozado é que os ‘cabras’, num ato falho “pra lá de escrachado”, afirmaram que a novela A favorita pelo um Golpe estaria “mandando os bandidos para o Maranhão”, se já não bastasse o amontoado de mestres e doutores em pilantrogia que aqui já estão. E olha que o professor Doddy Fefé em nenhum momento chamou alguém de bandido! É mole ou quer mais? Tome tento rapaziada!!!

Acompanhe nesse post a continuação da novela, daqui a pouco exibiremos mais cenas do próximo capítulo.

VEJA QUAIS OS PROVÁVEIS VEREADORES DE SÃO LUIS A ASSUMIR EM 2009 CASO A PEC SEJA APROVADA NO SENADO

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que recria 7.343 cargos de vereadores deve ser votada ainda nessa semana pelo plenário do Senado Federal.

O relator da matéria na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), senador César Borges (PR-BA), adiantou que já houve acordo dos líderes para que a matéria seja votada em dois turnos, com a primeira ocorrendo nesta terça-feira (16).

Borges disse que, caso a PEC seja aprovada neste ano, ficará a cargo da Justiça Eleitoral decidir como a proposta será aplicada.

“O texto fixa o número exato de vereadores e diz que a modificação vale para 2008. Se for aprovada em dois turnos no Senado na próxima semana, existe a possibilidade de aplicação imediata da lei. Mas quem a aplica, nesse caso, é a Justiça Eleitoral. Já cumprimos nosso papel constitucional”, disse.

No total, haverá um aumento de 14,1% no número de vereadores, que passarão dos atuais 51.924 para 59.267.

Com a mudança, as Câmaras de Vereadores vão continuar a receber o montante previsto pela Constituição Federal, sem redução nos gastos. Borges havia sugerido a redução dos repasses uma vez que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reduziu em 2004 o número dos vereadores no país, mas manteve o mesmo percentual de repasses.

“Os repasses continuaram os mesmos. Reduziu-se a representação, mas não os recursos para o erário. Por isso hoje temos Câmaras com uma verdadeira galinha gorda de arrecadação”, disse o relator.

Uma cidade do porte de São Luis onde a população varia de 900 a 1,05 milhão, fazendo-se as contas o número de vereadores chegaria ao total de 31, ou seja, o número de vagas aumentaria em 10 dos atuais 21 vereadores eleitos que hoje já têm suas vagas asseguradas na câmara municipal. Veja um pequeno simulacro dos possíveis vereadores a ocupar uma das dez cadeiras a mais da câmara caso a PEC passe no senado, levando-se em conta o quociente eleitoral de votos que cada coligação obteve e seus respectivos suplentes:

PDT
Alencar Gomes; Ribamar Soares

PSDB
Chico Viana

PSB – PTC
Eduardo Braide

PSDC – PPS
João Batista Matos

DEM
Marília Mendonça

PMDB – PSC
Dr. Ubirajara

PR
J. Pinto

PCB – PHS
Joberval Bertoldo

PRB
Santos Roque

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SEGUNDO DEPUTADO RUBENS JUNIOR, MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL NÃO CONSTATOU NADA CONTRA A DIPLOMAÇÃO DO GOVERNADOR JACKSON LAGO.

O deputado estadual Rubens Pereira Junior (PRTB) fez um discurso bastante intrigante nesta quinta-feira (11) no plenário da Assembléia Legislativa. Primeiro, o líder da bancada do governo Edvaldo Holanda (PTC) destacou o terrorismo que o sistema mentira de comunicação vem fazendo diante processo de cassação que envolve o governador Jackson Lago. ‘’ Nós nunca vimos um processo tão acelerado como este, uma velocidade tão grande para ser julgado. A Procuradora Eleitoral teve exatos 16 dias, contra 75 dias do Governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, quer dizer o mesmo processo em número de páginas, para o qual foram necessários três meses para entrar em pauta de julgamento, o do Governador Jackson Lago teve uma quinzena apenas. Plantado nos órgãos de comunicação do grupo do Senhor Deputado Ricardo Murad, agora nesta velocidade estão querendo marcar e já requereram pauta para que o Governador Jackson seja julgado’’, afirmou Holanda. 

Em aparte, o deputado Rubens Jr. fez questão de ressaltar que o recurso pedindo a não diplomação do governador Jackson Lago foi impetrado justamente pela coligação derrotada ‘‘Maranhão – A Força do Povo” que tinha à frente a candidata Roseana Sarney. Segundo ele, o Ministério Público Eleitoral do Maranhão, que foi quem acompanhou de perto o andamento de todas as eleições, não entrou com nenhum tipo de recurso contra a eleição do Dr. Jackson Lago, ou seja, o MPE ao observar todo o processo não constatou qualquer indício de abuso de poder político ou econômico, pois caso tivesse visto alguma irregularidade, teria entrado com uma ação contra a diplomação do Governador Jackson Lago, o que não acorreu.

Veja abaixo na íntegra o discurso do deputado Rubens Junior sobre a decisão do MPE em não se manifestar contra a diplomação do governador Jackson Lago:

DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR (aparte) – Deputado, na verdade, eu quero fazer uma ponderação também. Muito foi alardeado, especialmente na imprensa, nos blogs na última semana, o Parecer do Ministério Público Eleitoral em Brasília. E a análise que fiz, na verdade, é diferente. Vejam o motivo. O recurso que impetraram contra o Governador Dr. Jackson Lago foi um recurso contra a diplomação impetrado justamente pela coligação derrotada, pela coligação que tinha à frente a Senadora Roseana Sarney. Vejam os senhores. Recursos contra a expedição do diploma é um recurso que pode ser impetrado por quem perde e também pelo Ministério Público Eleitoral, ou seja, e aí é um ponto que difere do processo do Governador Jackson Lago e de todos os outros processos no País que estão tramitando no TSE de todos os outros governadores. No caso específico do Governador Dr. Jackson Lago, os únicos que entraram contra a diplomação foram os derrotados, foi a coligação derrotada.

O Ministério Público Eleitoral do Maranhão, que foi quem acompanhou de perto o andamento de todas as eleições, as nossas e a do governador, não entrou com nenhum tipo de recurso contra a eleição do Governador Dr. Jackson Lago, ou seja, o Ministério Público Eleitoral do Maranhão, que acompanhou todo o processo, não viu qualquer indício de abuso de poder político ou econômico porque, se tivesse visto algum indício, teria entrado com uma ação contra o diploma do Governador Jackson Lago. E nós estamos falando de pessoas das mais altas responsabilidades do nosso Estado e das maiores sabedorias jurídicas do nosso Estado, pessoas que não há nada que defenestre a integridade desses homens, como o Ex-Procurador Eleitoral Juraci Guimarães e o atual Procurador Eleitoral José Leite. Então, são pessoas que são respeitadas em todo o Estado pela sua seriedade e pela sua competência. E eles que tinham a obrigação de acompanhar a eleição de perto, e assim o fizeram, e não viram motivos para entrarem com qualquer recurso contra o Governador Dr. Jackson Lago.

Agora, se um Procurador lá no gabinete em Brasília deu esse parecer baseado nos autos, forjados ou não, não vou entrar no mérito. Eu ainda fico com o entendimento de que não havia nenhum indício dado pelo Procurador Eleitoral do Maranhão, no momento em que ele não entrou com nenhuma ação contra o Governador. Todos os outros governadores, além das ações, das coligações derrotadas, têm ações também do Ministério Público. No Maranhão o caso é diferente. Então, eu entendo que, a partir do momento em que o Ministério Público do Maranhão não entrou com nenhuma ação contra o Dr. Jackson Lago, está ali dizendo que o Ministério Público Eleitoral do Maranhão não viu indício de abuso de poder político ou econômico nas eleições de 2006. Essa era a contribuição que eu queria dar a V. Exª.

Ou seja, se o Ministério Público não entrou com uma ação é porque ele não viu indícios, porque para entrar com ação bastariam indícios, mas não há sequer provas, indícios. “Eu ouvi dizer”, nem isso o Ministério Público do Maranhão, que acompanhou a eleição de perto, ouviu. Então, é isso que eu quero chegar e dizer, inclusive, que o Ministério Público tem obrigação de sempre que ver qualquer tipo de abuso político ou econômico entrar com ação, essa é a obrigação dele, é dever, sendo crime inclusive se ele não entrar, pode ser prevaricação, pode ser crime de responsabilidade. Então, a defesa de que o Ministério Público não entrou com ação porque a coligação derrotada já havia entrado, é na verdade uma falácia, então o Ministério Público Eleitoral do Maranhão não viu indícios e por isso não entrou com a ação contra o Governador Dr. Jackson Lago.

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O QUE É UM ESTADO OU GOVERNO OLIGÁRQUICO?

*Por Sílvio Bembem

Na sua obra clássica a Ideologia Alemã Marx trabalha a periodização e evolução histórica das sociedades humanas, pressupondo que etapas diversas, da divisão social do trabalho correspondem a formas distintas de propriedade. O escravismo correspondeu a uma forma histórica da divisão social do trabalho.  Com a instituição desse modo de produção surge à relação entre escravo e senhor a qual exigiu um aparato jurídico, político e militar, um estado, e conseqüentemente um tipo de direito. Outras formas de propriedade, porém se desenvolveram, mantendo, no entanto, a relação de domínio de uma minoria de exploradores sobre uma imensa maioria de explorados. Faço esse resgate histórico para tratar do tema central deste artigo: o Estado Oligárquico.

Segundo  Norberto Bóbbio o termo oligarquia significa etimologicamente governo de poucos. O termo continua o autor: “não designa tanto esta ou aquela instituição, não indica uma forma especifica de governo, mas se limita a chamar a nossa atenção para o fato puro simples de que o poder supremo  está nas mãos de um restrito grupo de pessoas propensamente fechado, ligadas entre si por vínculos de sangue (parentescos), de interesses ou outros, e que gozam de privilégios particulares servindo- se  de todos os meios que o poder pôs ao seu alcance para os conservar”.

No Brasil, o termo oligarquia foi empregado para denominar o tipo de política exercida pelos “coronéis” de São Paulo e Minas Gerais, que se revezavam no comando do país durante a República Velha (1889-1930), a chamada de “política do café-com-leite”.

Segundo Eliezer Pacheco (UFRS) a formação do Estado Oligárquico remete “as condições históricas em que se deu o processo de independência da maioria dos países da América Latina. O próprio atraso econômico deu origem à formação de Estados Oligárquicos. O caso brasileiro é exemplar, diz ele, quanto às formas de uma articulação de Estado assentado na dominação oligárquica”.

Conforme analisa Pacheco “no plano político, articulação oligárquica deu-se através de uma hábil política de alianças chamada “políticas dos governadores”, eufemismo utilizado para designar a política das oligarquias”. A sua conclusão é de que “através desta política cada Estado da federação ficava entregue à oligarquia local a qual governava sem qualquer ingerência do poder central. Essas oligarquias regionais tornariam-se absolutas em suas regiões. A favor da sua política arregimentavam destacados exércitos particulares. Elevada à condição de corporação, as oligarquias regionais passam por cima da lei controlando, inclusive, o aparelho policial e judiciário. Mesmo na ocorrência de conflitos intra-oligárquicas o governo central não intervinha deixando que as mesmas resolvessem suas divergências no nível dos estados”.

Os regimes oligárquicos reprimem com violência e impedem a organização da sociedade civil (setores populares, partidos e sindicatos). O uso da corrupção é parte integrante dessa prática que busca estabelecer (para se reproduzir como grupo dominante) uma teia de cumplicidades que envolvem inclusive as Forças Armadas.

Colaborando com esse pensamento o Antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida (UFAM) utiliza o conceito de oligarquia tentando dar conta da complexa realidade do Estado do Maranhão. Para o autor, em algumas unidades da federação como o Maranhão e a Bahia, a titulação de terras das comunidades quilombolas pode se constituir num destacado instrumento de desconcentração da propriedade fundiária. Contrapondo-se frontalmente à dominação oligárquica. “Os antagonismos sociais, segundo Almeida, têm se acirrado nestas regiões, particularmente nas comunidades quilombolas cercados e com suas vias de acesso interditadas por interesses latifundiários”.

Observa-se na citação do Almeida, o apelo à necessidade da luta pela terra em Estados como a Bahia e Maranhão. Neste último a concentração da terra impera meio aos conflitos agrários. Segundo a cientista política Zulene Barbosa (UEMA), “no Maranhão este tipo de domínio oligárquico encontra-se sob fogo cruzado desde 2002 quando os sinais de crise já se anunciavam. Contudo esta crise não impediu que ao seguir em frente à oligarquia Sarney, recorresse a diversos expedientes para a manutenção do seu predomínio político, utilizando-se, inclusive, da onda Lula”. O resultado da eleição em 2006 evidenciou a derrota política das oligarquias do tipo Antonio Carlos Magalhães e José Sarney. Esses grupos foram derrotados eleitoralmente perdendo o controle dos governos dos Estados da Bahia e do Maranhão respectivamente.

Mesmo reconhecendo os limites da democracia representativa compreende-se que a alternância de governos, nas democracias modernas, é uma forma de desconcentração da política e considerando as análises teóricas aqui expostas concluo não ser possível caracterizar o governo de Jackson Lago como um governo de oligarquia ou oligárquico. A composição de forças que o apóia reforça a idéia de um governo de coalizão – assemelhando-se a aliança que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva. O governo de Jackson não se assemelha nem a um governo de poucos e nem tão pouco a um governo de família.   Quanto à possibilidade de cassação do Governador Jackson Lago penso ser mais um armação política da Oligarquia do Maranhão.

NÃO AO GOLPE. VIVA A DEMOCRACIA NO MARANHÃO!

*Silvio Bembem, Administrador, Pós-Graduando em Sociologia das Interpretações do Maranhão/UEMA, Secretário-Adjunto de Igualdade Racial do Governo do Maranhão e Membro da Executiva Estadual do PT – Partido dos Trabalhadores do Maranhão.


O blogue abre democraticamente este espaço para a publicação de artigos. Quem desejar, pode enviar seu texto com foto para [email protected]; ou [email protected]

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SARNEY PROCESSA JORNALISTA E DEPOIS PEDE PARA DIVULGAR ARTIGO EM SEU BLOG NO AMAPÁ

A jornalista amapaense Alcinéa Cavalcante, processada inumeras vezes pelo senador José Sarney nas eleições de 2006 no Amapá e uma das grandes responsáveis pela campanha Xô Sarney, recebeu um pedido um tanto inusitado. A assessoria do Senador pediu para que fosse publicado em seu blog um artigo no qual o senador escreveu com o título “Em defesa da imprensa livre”. Confira a resposta da Jornalista.

Não dá, senador!

Através de sua assessoria o senador José Sarney (PMDB) me envia matéria intitulada “Em defesa da imprensa livre” com pedido para que seja publicada aqui no meu blog.

A matéria é sobre um pronunciamento que ele fez lamentando o fechamento do combativo jornal Tribuna da Imprensa. Mas logo o Sarney que aqui no Amapá, em 2006, pediu o fechamento de blogs, jornais e mandou tirar do ar programas de rádio. Que homem é este que no Amapá é contra a imprensa livre e no resto do país faz pose e discurso de defensor da liberdade de imprensa?
Que homem é este que no Estado que lhe dá de presente o mandato de senador usa todos os meios para calar as vozes que têm a ousadia de contestá-lo e que no resto do país posa de defensor de jornalistas corajosos?

Não dá, senador, para publicar a matéria que o senhor me enviou. O seu lamento pelo fechamento da Tribuna soa muito falso, afinal aqui em Macapá o senhor mandou fechar blogs, jornais, tirar programas de rádio do ar, o senhor condenou vários jornalistas ao desemprego, ao pagamento de multas estratosféricas e a ter o nome no Cadin, o que impede que os jornalistas que o senhor condenou possam abrir uma empresa para começar um pequeno negócio seja na área de comunicação ou em outra qualquer, impede até que os cônjuges desses jornalistas possam acessar financiamento para aquisição da casa própria, como impede acesso a qualquer crédito, como um empréstimo bancário para um tratamento médico.

Decididamente, senador, não dá pra publicar tal matéria. Ninguém aqui vai acreditar nas suas palavras. Ou será que o senhor mudou?

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John Cutrim  [email protected]

DEPUTADOS DEFENDEM JACKSON E DIZEM QUE GRUPO SARNEY FAZ “TERRORISMO”

Vários deputados saíram em defesa do governador Jackson Lago (PDT), nesta quinta-feira (11), na Assembléia Legislativa, contra o que classificaram de “terrorismo” praticado pelo grupo Sarney durante os atuais dois anos de mandato. Eles destacaram ainda o movimento popular que está fazendo uma vigília em frente ao Palácio dos Leões pela democracia e pelo mandato legitimamente outorgado pelo povo nas eleições de 2006.

“A população está fazendo um movimento pacífico e natural, manifestando o seu ponto de vista e dizendo que não aceita um terceiro turno no Estado do Maranhão”, ressaltou o líder do governo Edivaldo Holanda, rebatendo as acusações do deputado Ricardo Murad (PMDB), que classificou o movimento de uma incitação à baderna.

Holanda aproveitou para lembrar ao cunhado da senadora Roseana Sarney que, ao contrário do que ele prega, quem está plantando terrorismo são os órgãos de comunicação do grupo Sarney, que semanalmente, ao longo dos dois anos de mandato do governador marca data e hora da cassação. “É uma espécie de tortura, julgamento moral, terrorismo, rádio pião das esquinas, dizendo que o governador vai renunciar, vai ser cassado, em uma tentativa de desestabilizar o Governo Jackson Lago”, protestou o líder.

Edivaldo Holanda testemunhou que, ao longo de sua vida pública, nunca tinha visto um homem tão corajoso, tão tranqüilo, tão decidido, tão determinado, tão obstinado na sua luta pelo seu Estado como o governador Jackson Lago. E que em momento algum ele desanimou, e deixou de executar o seu plano de governo em todo o Estado.

O líder da bancada do governo na Assembléia, deputado Marcelo Tavares (PSB), disse que a tática dos veículos de comunicação ligados ao grupo Sarney é evitar que desperte na população um sentimento de rejeição ao processo de cassação e de apoio ao governador.

“Todos sabem o que representa o mandato do governador Jackson Lago. Ele  não é uma bandeira só de um partido ou de um grupo político ou de um interesse político, ele representa a alternância de poder aqui no Maranhão, ele representa um resgate do que é democracia. É isto que está sendo julgado”, destacou Tavares.

Convênios

Os deputados também criticaram o parecer do Ministério Público Eleitoral. “O procurador eleitoral diz, por exemplo, que uma das principais razões são os convênios. Convênios esses feitos de acordo com a legislação eleitoral no prazo que ela determina”, avisou o líder da bancada.

Além dos prazos, Marcelo Tavares chamou a atenção para o fato de que convênios federais também foram celebrados e em grande quantidade nos municípios que votavam na senadora Roseana Sarney. “Eles ficaram com a maioria dos cargos federais no Estado, e foram feitos inúmeros convênios, e ninguém fala sobre isso”, observou.

O deputado Penaldon Jorge (PMN) lembrou em relação aos convênios federais, na Funasa do Maranhão, isso ficou escancarado a ponto até de se tornar um escândalo de nível nacional. “Nós tínhamos aqui dois deputados que mandavam em todos os recursos da Funasa, onde foi criada uma assessoria para viabilizar os projetos que tivessem a chancela desses deputados, caso contrário eles não eram aprovados”, denunciou. Ainda em relação aos convênios estaduais, os deputados ressaltaram que além de legais, eles inauguraram no governo José Reinaldo um novo modelo administrativo, em que o prefeito é o responsável pelas ações que ocorrem em seu município.

Penaldon Jorge, que foi prefeito do município de Presidente Sarney, recordou que anteriormente os recursos públicos não eram rateados com as prefeituras que realmente têm potencialidade para desenvolver as suas ações. E citou como exemplo o governo Roseana Sarney, que delegava competências, mas nunca enviava os recursos. “Na época da governadora Roseana, nós quase nunca recebíamos convênio do Governo do Estado. Eu recebi um para fazer um centro administrativo, e o repasse foi de 100 mil, mas o município gastou 800 mil reais para construir a obra. Era assim que funcionava”, indignou-se o deputado, que aproveitou para parabenizar o governador Jackson Lago, que tem realizado convênios com todos os municípios independente da coloração partidária do prefeito.

Já o deputado Mauro Jorge (PMN) disse que em relação aos convênios, a interpretação de que eles elegeram Jackson Lago é falsa, pois em 90% dos 150 municípios onde dizem que foram feitos os convênios Roseana Sarney ganhou a eleição. “Um exemplo claro é Lago da Pedra, onde Jackson Lago foi o terceiro colocado na eleição de 2006, o que coloca por água a baixo o argumento de que Jackson usou a máquina pública para se eleger”, explicou.

Ainda sobre os convênios, Penaldon Jorge, disse que Roseana manteve praticamente o mesmo número de votos no primeiro e no segundo turno, porque ela não conseguiu novos aliados no segundo turno, ao contrário de Jackson Lago. “Então aquele argumento que tem no parecer de que ela permaneceu com os votos praticamente inalterados, que ela não somou nenhum voto a ela, não somou porque não teve a capacidade de se articular, não trouxe o Vidigal, não trouxe o Aderson, não trouxe outros e outros candidatos”, observou.

Celeridade

Os deputados também estranharam a rapidez com que o parecer do Ministério Público Federal foi produzido, lembrando casos semelhantes que levaram muito mais tempo para entrar em pauta. O líder do governo, Edivaldo Holanda, afirmou que nunca viu um processo tão acelerado como este, com uma velocidade tão grande para ser julgado. “A Procuradoria  Eleitoral teve exatos 16 dias, contra 75 dias do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PRTB) disse que além da celeridade, o processo contra o governador Jackson Lago tem a singularidade de ser o único dentre os que tramitam no TSE contra diplomação dos governadores, que não foi movido pelo Ministério Público Eleitoral, e tão somente pela coligação derrotada em 2006, que tinha à frente a senadora Roseana Sarney.

“O Ministério Público Eleitoral do Maranhão não entrou com nenhum tipo de recurso contra a eleição do Dr. Jackson Lago, porque ele  não viu qualquer indício de abuso de poder político ou econômico, como acusa a coligação da senadora”, observou Rubens Júnior.

Ato público em apoio a Jackson Lago reúne classe política e MST

O PDT se uniu ao MST (Movimento dos Sem Terra), acampado em frente ao Palácio dos Leões, e realizou atos públicos nas praças Deodoro e Pedro II, no final da tarde desta quinta-feira (11), reunindo 29 prefeitos, deputados, vereadores, militantes e populares. Eles pediram respeito ao voto e condenaram a tentativa de manobra para mudar a decisão do eleitor e tomar o mandato do governador Jackson Lago através de processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Organizado pelo PDT, o movimento teve início na Praça Deodoro com discursos e palavras de ordem. Militantes e políticos saíram da praça e se dirigiram ao Palácio dos Leões, onde realizaram um ato público de apoio a Jackson e em repúdio à tentativa de manobra do grupo Sarney.

Além dos 29 prefeitos, marcaram presenças o presidente eleito da Assembléia Legislativa,  Marcelo Tavares (PSB),  os deputados Julião Amin (PDT), Edivaldo Holanda (PTC), Penaldon Jorge (PSC), Mauro Jorge (PMN), Rubens Júnior (PRTB) e José Lima (PSB). Em discursos, eles lamentaram que o grupo Sarney tenha inaugurado uma espécie de terceiro turno, através do “tapetão”. Líderes de movimentos organizados e grupos culturais  também se somaram ao ato público.

Prefeitos como Deoclides Macedo (Porto Franco), Juarez Lima (Icatu) e Arnaldo Gomes (Altamira do Maranhão) fizeram discursos  pregando o respeito à democracia e condenando o que classificaram de tentativa de golpe. Segundo eles, o povo é soberano e tem o direito de decidir quem governa o Maranhão.

“O povo precisa ser respeitado. O grupo Sarney perdeu a eleição no voto, mas não quer aceitar isso, porque tem propósitos de ressuscitar a oligarquia”, disse o prefeito Arnaldo Gomes. Segundo ele, a população do Maranhão deve tomar consciência da ameaça à soberania e de violência ao voto.

Julião Amin conclamou a unidade da classe política e dos movimentos populares para não permitir que a democracia seja violentada no Maranhão. Como advogado, ele disse que analisou o processo contra Jackson Lago e observou que tudo não passa de uma montagem com provas forjadas com fins, inteiramente, políticos.

Movimento continua

O acampamento “Baialada”, idealizado pelo MST, continuará instalado em frente ao Palácio dos Leões até o dia 18, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entra em recesso. O movimento acontecerá também em Brasília, em pontos estratégicos, para conscientizar o país da ameaça que ronda o Maranhão.

Reforça ainda o acampamento, do MST e entidades ligadas à luta no campo, o Movimento de Mulheres do PDT, que todos os dias sai de pontos estratégicos da cidade em caminhada de apoio a Jackson e repúdio ao grupo Sarney. São militantes, profissionais liberais e representantes de movimentos organizados. Elas também pedem respeito ao voto. 

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John Cutrim  [email protected]

APELO DO POVO MARANHENSE AO SENADOR JOSÉ SARNEY

O senador José Sarney é o retrato da maioria dos políticos desse país: tentam agradar a gregos e troianos para se beneficiarem posteriormente de ambos. A presença de Sarney no aniversário do Procurador-Geral da República, Antônio Fernando, é mais um exemplo típico disso. Don Bigodon, pasmem, foi o único senador presente ao evento.

Segundo o Dr. Pêta, Antônio Fernando foi quem teria avisado Sarney do pedido de prisão do Ministério Público Federal para Fernando Sarney e todos os demais envolvidos nos escândalos financeiros que estouraram recentemente na chamada ‘grande imprensa’!

No meio da semana, o Ministério Público Federal – leia-se Antônio Fernando – deu parecer favorável à cassação do governador Jackson Lago, ou seja, mais um ‘favorzinho’ da eminente autoridade republicana ao “velho amigo de guerra”, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, vulgo ‘Zé Sarney’!!!

“Em cima do muro”: transformo essa expressão em locução adjetiva porque não há nada mais significativo pra adjetivar esse “político”. Foi de cima de seu paredão espúrio que construiu toda a sua carreira política e a de seus asseclas, incluindo aí a parentada. Foi de lá, observando o movimento dos dois lados, que ele chegou à presidência desse pobre país. Sua ambição é desmedida, sua ganância é imensurável. Seus adversários são inimigos mortais e contra eles aplica as penas do inferno.

É demagogo de natureza e da pior espécie, faz discursos pomposos como se fosse o dono da verdade e baluarte da moral e ética, mas na verdade trata-se apenas de um indivíduo oco de caráter, cujas práticas políticas são indecentes e asquerosas.

É camaleônico, pois sempre se da bem em qualquer governo – vira fácil a casaca quando seus interesses são colocados em cheque. Cheio de amigos, prontos a lhes conceder benesses pelo famoso “jeitinho” brasileiro!… Ajudam-se… O lema deles é: “é dando que se recebe”. Um nojo!
Elegeu-se senador pelo Amapá – porque era a via mais fácil para se reeleger senador, quando perdeu parte do prestígio no seu estado natal – mas “trabalha” (na verdade mais contra do que a favor) pelo Maranhão. O Amapá fica só sob o efeito das promessas. O maior mal do nordeste não é a seca, mas os políticos que representam a região (Tirem as exceções – se houver…).

Desde que a Frente de Libertação ‘defenestrou’ Sarney e sua trupe do governo, nunca mais esse estado teve sossego; nunca mais as pessoas que integraram essa frente anti-Sarney tiveram paz, vítimas de um massacre sem fim por parte desse grupo apodrecido. A oligarquia que dominou o Maranhão por 40 anos não se conforma com a derrota que sofreu nas urnas em 2006 e que pôs fim a seu controle sobre o governo estadual. Essa mesma oligarquia Sarney inconformada com a derrota para Frente de Libertação vem fazendo de tudo para tentar cassar o governador Jackson Lago no tapetão revertendo sua derrota nas eleições de 2006 e no pleito de 2008.

Tramam dia e noite nos corredores políticos em Brasília um golpe a fim de tirar Jackson do poder, moveram um processo que entrou na Procuradoria Geral Eleitoral e foi despachado de volta para o TSE em menos de quarenta minutos, enquanto o que envolve Sarney está engavetado desde o dia 7 de novembro de 2007. Ninguém me convence que nesse processo The Flash de Jackson Lago no PGE não houve sequer um pitaco ou influência do senador José Sarney.

Apelo ao Senador José Sarney:

Em nome do povo do Maranhão;
Em nonme de sua mãe dona Kyola;
Em nome do povo do Amapá;
Em nome do povo do Nordeste Brasileiro;
Em nome do povo mais humilde;

Por favor, abandone a política! O Senhor já fez tudo que tinha quer fazer e já deu (mas recebeu do que deu, diga-se de passagem) o que tinha que dar. Por favor, reflita um pouco. Sei que é difícil, reconheço, mas o momento chegou. Por favor, dê a vaga a outro Senador, deixe o governador Jackson Lago e o povo do Maranhão em paz e siga seu destino brilhante de escritor.

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Por John Cutrim  [email protected]

VALE E BRADESCO POR TRÁS DA CASSAÇÃO DE JACKSON?

Do Blogue do Robert Lobato

 

Circula no meio político e na imprensa em Brasília, e já chega ao Maranhão, a notícia que dá conta que o Bradesco e a Vale estariam operando nos bastidores pela cassação do governador Jackson Lago.  Até o momento ainda não possível saber ao certo o grau de participação das duas empresas no processo que pede a cassação do atual governador do Maranhão, mas tudo indica que há negociações financeiras pelo meio.

VALE

A Vale abandonou as negociações com o governador Jackson Lago em 2007, após uma série de divergências sobre as condições de implantação de pólo siderúrgico na ilha de São Luis que previa a construção de três usinas. Um dos principais entraves na realização do projeto foi a liberação do terreno, pois o governo do Maranhão não aceitou as imposições da ex-estatal e do seu presidente, o controverso Roger Agnelli, de erigir a obra a qualquer custo no município de São Luis.

Recentemente a Vale anunciou demissão de 1.300 trabalhadores, alegando ter sido afetada pela crise internacional.

BRADESCO

Em 2007, o governo do Maranhão retirou a folha de pagamento do funcionalismo do Bradesco e anunciou contrato com o Banco do Brasil após a disposição do banco oficial investir R$ 1 bilhão no Maranhão. O Bradesco à época recorreu à justiça para rever o contrato, mas perdeu.

Entre janeiro e setembro deste ano, o Bradesco registrou um lucro de R$ 6,015 bilhões, um dos maiores lucros do mundo. Também é recordista em demissões.

Segundo Confederação Nacional  dos Bancários, houve um crescimento nas demissões no Bradesco no mesmo período, a maioria sem motivo algum. Isso vai contra uma antiga reivindicação da CUT pela ratificação e respeito à Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que impede demissões imotivadas.

A ser confirmada a articulação da Vale e do Bradesco para a derrubada do governador Jackson Lago, o caso pode se tornar um dos maiores escândalos da história recente da República. Vale aguardar.

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John Cutrim  [email protected]

 

UM GOLPE DESPACHADO EM 40 MINUTOS POR SARNEY

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O Ministério Público Federal recomendou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cassação do mandato do governador Jackson Lago, do Maranhão. O vice-procurador geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, assina o parecer que defende a cassação do mandato tanto do governador quanto do vice-governador Luiz Carlos Porto, “por abuso de poder econômico e político e conduta vedada durante a campanha de 2006”. Sendo assim o vice-procurador vai pedir, também, a cassação do mandato do governador Waldez Góes, acusado da prática desses mesmos crimes durante a eleição de 2006.

A única diferença entre os dois processos é que o de Jackson Lago entrou na Procuradoria Geral Eleitoral e foi despachado de volta para o TSE em menos de quarenta minutos, enquanto o de Waldez, que envolve José Sarney, estava engavetado na mesma PGE desde dezembro do ano passado. Se foi despachado, foi agora.

Agora vem o motivo da preocupação dos pedetistas daqui. Se houve um acordo lá por Brasília, a cassação de Lago vai sair porque o senador José Sarney quer dar um “brinquedinho” para a filha Roseana, e esse “brinquedinho” é o governo do Estado do Maranhão. Pior para o povo maranhense, melhor para o do Amapá, porque o velho “coroné” já não tem mais energia para tomar conta de duas fazendas ao mesmo tempo, e se tiver de abrir mão de uma delas, evidente que larga a daqui. Aí o Waldez dança. Ou alguém tem dúvidas sobre a decisão do oligarca, tendo que decidir entre o Antonio e a Roseana? (Corrêa Neto do Amapá)

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John Cutrim  [email protected]

TRAMA-SE UM GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA NO MARANHÃO

Por Jackson Lago

Arma-se um golpe no Maranhão. Trama-se, nos bastidores, um golpe contra a democracia. O objetivo é a reintegração de posse de um feudo político, o usucapião vitalício e hereditário do Maranhão. Melhor seria decretar o território maranhense a nossa galápagos política. Lá, fica revogada a alternância de poder.

Proíba-se a imprensa nacional de perscrutar nossa história. Na galápagos só entram os cientistas políticos, curiosos para estudar algumas espécies raras, extintas no território nacional e que ainda vicejam no Maranhão. O velho oligarca, a filha do oligarca, onde mais no país, senão na nossa galápagos, podemos estudar com darwiniana curiosidade tão raros exemplares da evolução política brasileira?

Arma-se um golpe no Maranhão, como se não houvesse juízes em Brasília. Alega-se desequilíbrio na disputa, por conta de convênios legalmente firmados entre o governo do estado e municípios. Imputa-se a mim – candidato sem mandato, sem cargo público, sem tempo no horário eleitoral – imputa-se a mim esse desequilíbrio. Mas na nossa galápagos, não é desequilíbrio que o grupo familiar de uma candidata seja proprietária de 90% de toda a mídia do estado. Não desequilibra o pleito que o fórum da capital tenha o nome do pai, e o Tribunal de Contas do estado ostente o nome da filha. Em nome do pai e da filha e do santo espírito da democracia, nada perturba nossa galápagos.

Nomeiam hospitais, escolas, pontes, centros administrativos, ginásios de esporte, vilas e até municípios. Criou-se até o gentílico sarneyense, para quem nasce no município de Presidente Sarney. Contra a lei, contra a moral, contra tudo.

Constrange-se o próprio presidente da República, que em seis anos de mandato nunca pisou em nossa capital e jamais inaugurou uma obra no Maranhão. Não, isso não desequilibra nenhuma disputa. É assim mesmo na nossa galápagos.

Dediquei 40 anos de lutas enfrentando a mais formidável máquina de desinformação. Fundei um partido, o PDT, no qual estou até hoje. Estive no seu nascedouro, signatário da Carta de Lisboa, juntamente com Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Francisco Julião e Neiva Moreira. Combati o golpe militar em defesa das liberdades democráticas.

Na política estadual, concorri a vários cargos públicos para o Legislativo estadual e federal. Denunciei a situação de miséria do camponês maranhense, sonhei e lutei pela Anistia, disputei várias eleições com derrotas e vitórias. Por três vezes nossa capital me fez o seu prefeito. Saí de todos os mandatos com o patrimônio de médico e funcionário público. Não me fiz sócio de qualquer empreendimento, em busca de vantagens.

Em 1994, disputei o governo estadual e obtive 21% dos votos. Contava, na ocasião, com o apoio de dois dos 217 prefeitos do estado. Em 2002, ainda na oposição ao governo do estado, obtive 42% dos votos para governador. Finalmente, em 2006, com o lema Trabalho, Saúde e Educação para Libertar o Maranhão, obtive 34,36% dos votos no primeiro turno, o que permitiu unir os demais candidatos na Frente de Libertação do Maranhão que finalmente liberou nosso estado sofrido e exausto do domínio oligárquico de mais de 40 anos.

O Maranhão deu seu grito de liberdade! Seguimos o nosso objetivo de criar melhores condições de vida para o nosso povo. Construí em dois anos 160 escolas públicas, afrontando as três escolas que Roseana Sarney fez em sete anos e quatro meses de mandato. Pavimentei mais de dois mil quilômetros de asfalto. Vamos inaugurar em breve o primeiro hospital de emergência/urgência no interior do estado. Nas últimas eleições, o estado confirmou o ocaso oligárquico, elegendo 70% dos prefeitos dos partidos da Frente de Libertação.

Essa votação expressa o natural repúdio do povo maranhense a tantos anos de atraso. No entanto, sou acusado, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de abuso de poder econômico e de mídia. Pasmem, sou acusado, pelo grupo Sarney, de abuso de poder econômico e de mídia!

Fabricam provas, corrompem testemunhas, pregam verdadeiro terrorismo no estado, jactando prestígios, antecipando decisões judiciais. Quousque tandem? Tenho um olho na Justiça, na qual confio, e outro no povo maranhense, fiador do meu destino. Em contrição, soletro os versos gonçalvinos “a vida é combate, que aos fracos abate, aos fortes, aos bravos, só pode exaltar”.

Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2008

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John Cutrim  [email protected]

DOMINGOS DUTRA EM SEU DISCURSO DE HOJE NA CÂMARA SOBRE O GOLPE SARNEYSISTA: “O SENADOR JOSÉ SARNEY JÁ FOI TUDO NA POLÍTICA BRASILEIRA. SÓ NÃO FOI PAPA PORQUE O VATICANO NÃO É AQUI”.

CÂMARA DOS DEPUTADOS – DETAQ SEM SUPERVISÃO
Sessão: 311.2.53.O  Hora: 14:46 Fase: PE Orador: DOMINGOS DUTRA Data: 09/12/2008

O SR. DOMINGOS DUTRA (PT-MA. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhores funcionários e internautas que nos acompanham, daqui a 15 minutos, no Plenário nº. 16, haverá uma reunião muito importante para o Maranhão e, creio, para o Brasil. Estarão reunidas entidades dos movimentos sociais de caráter nacional, como o MST, a FETRAF, a CONTAG, a Via Campesina e outras. Também estão reunidos Parlamentares Federais, principalmente os Deputados Federais, que apóiam o Governador Jackson Lago.

Também neste momento, Sr. Presidente, há um acampamento em frente ao Palácio do Governo do Maranhão composto pelas entidades as mais variadas do Estado. Tanto o acampamento Balaiada como a reunião que acontecerá daqui a pouco, têm o objetivo de proteger a democracia, respeitar o voto popular e garantir o mandato do Governador Jackson Lago, que está ameaçado pela teimosia do Senador José Sarney, que perdeu a eleição no voto e agora quer ganhá-la no tapetão.

Há um processo contra a diplomação do Governador Jackson Lago no Tribunal Superior Eleitoral que tem tramitado numa velocidade muito grande. O processo tem mais de 300 mil páginas com documentos. O parecer saiu em 20 dias. Tal processo foi despachado num sábado, dia 15 de novembro, para o Ministério Público, que estava aberto em pleno feriado nacional.

Em 18 dias, o Procurador deu o parecer, num processo que tem mais de 300 mil páginas. Em menos de uma semana, já se pediu pauta, e parece-me que o processo entrará para julgamento nesta quinta-feira ou na próxima semana.

Estamos chamando a atenção do Brasil. O Senador José Sarney já foi tudo na política brasileira. Só não foi Papa porque o Vaticano não é aqui. Já foi Deputado Federal 2 vezes, foi Governador de Estado, Presidente da República, 4 vezes Senador, os 2 últimos mandatos pelo Amapá. Perdeu uma eleição, depois de 40 anos de mando e desmando, mas o Senador José Sarney não se aquieta, não aceita a derrota pelo voto do povo Maranhão e cria até um constrangimento, porque, além dos cargos que teve, é membro da Academia Brasileira de Letras, a sua filha, Roseana, é Senadora e Líder do Governo Lula, do meu partido, e o Deputado Sarney Filho já tem 8 mandatos nesta Casa. O Senador José Sarney tem uma fatia muito gorda do Governo Federal, mas não se conforma e quer de novo voltar a governar o Maranhão, mesmo que para isso tenha que levar a constrangimento a justiça eleitoral brasileira.

Quero aqui mais uma vez registrar que o Maranhão vai-se levantar. O Maranhão já está se levantando. O Senador José Sarney está espalhando gasolina e tocando fogo, porque a população do Estado do Maranhão não vai aceitar que o Senador José Sarney tenha, no tapetão, o poder que perdeu no voto, numa eleição limpa, no Estado do Maranhão.

Quem conhece Jackson Lago sabe que é um médico honesto, que foi 3 vezes eleito Prefeito da Capital, que fez uma campanha humilde. Não tem sentido ser acusado de abuso de poder econômico e político.

Portanto, aqui estamos convidando a imprensa e todos os Deputados, principalmente de partidos democráticos — PT, PSB, PCdoB — para irem a essa reunião no Plenário 16, inclusive com o Governador Jackson Lago, porque estamos aqui fazendo um alerta.

Não há qualquer ameaça à Justiça Eleitoral, que é soberana. Acredito que o Ministro Eros Grau, pela experiência e sensibilidade que tem, não vai permitir esse golpe no povo do Maranhão.

Faço este registro pela segunda vez, Deputado Francisco Praciano, que é do Ceará, mas que bem representa o Amazonas: a população do Maranhão não vai aceitar isso pacificamente.

Ontem estive no Município de Brejo, de onde sou originário. Passei por 5 municípios. Há inquietação generalizada da população, Deputado Arnaldo Faria de Sá. O Governador Jackson Lago ganhou as eleições, no segundo turno, da Senadora Roseana Sarney.

Nas eleições municipais 70% da população maranhense disse não a Sarney. Senador José Sarney, deixe o Maranhão em paz! Aquiete-se, pelo amor de Deus! Vá cuidar do Amapá! Deixe o Maranhão sobreviver, porque está havendo inquietação do povo e estamos com medo do que possa vir a acontecer.

Ficam meu reclamo e meu apelo. Espero os Deputados no Plenário 16 para essa audiência.

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John Cutrim  [email protected]

CARTA DE DONA KIOLA PARA SEU FILHO JOSÉ SARNEY: “PARE COM ESSA TEIMOSIA DE QUERER INTERROMPER PELOS TRIBUNAIS O MANDATO DO GOVERNADOR DO MARANHÃO”.

Meu filho José Sarney,

Já se vão quase cinco anos que não nos falamos, mas tenho acompanhado, daqui de cima, a sua incansável maratona política, que é realmente do que você gosta e sabe fazer como ninguém – sei que a literatura é apenas um hobby, o que você ama mesmo são essas coisas do poder

Como disse, meu filho, tenho acompanho a tua atuação política, e resolvi escrever esta carta porque estou preocupada com essa sua cisma em querer tirar o governador Jackson Lago do Palácio dos Leões.  Sei que a minha neta não ver a hora de voltar a governar o Maranhão, mas ela precisa ter paciência e saber esperar o momento para disputar uma nova eleição. Aliás, estou muito preocupada com a notícia de que minha querida netinha irá submeter-se a uma nova cirurgia, agora na cabeça, né? Mas, se Deus quiser, ela sairá bem dessa novamente, pois trata-se de uma guerreira, não é mesmo?

Como católica fervorosa que sou, tenho rezado muito por você, meu filho. Sempre que encontro com um santo por aqui peço para que ilumine a sua cabeça e não deixe o seu coração ser dominado por ressentimentos e ódios por conta da política daí do Maranhão.

Hoje mesmo encontrei com São José de Ribamar, e pedir para que ele opere um milagre, faça você esquecer o governador Jackson Lago e o deixe terminar o mandato que o povo lhe deu.

Você sabe, Sarney, meu filho, que sempre fui uma mulher de hábitos simples. Deixei o estado de Pernambuco ainda muito jovem, morei pelo interior da Paraíba, até chegar no Maranhão a procura de terras férteis para trabalhar e sustentar a família.

Só quando se deixa a vida terrena, meu filho, é que a gente procura dar valor äs coisas que realmente dão sentido a nossa existência aí nesse mundo. Dinheiro, poder, ilhas, posses, nada disso tem valor quando se chega aqui onde estou.

Contudo, Sarney, não é fácil entrar no paraíso. Vejo vários amigos teus têm tentado entrar e ainda não conseguiram; a fila é grande. Tem ex-presidentes generais, ex-ministros, ex-senadores, ex-governadores, ex-deputados, enfim, várias autoridades que em vida fizeram muitas maldades com os outros e agora padecem a espera de um perdão divino que, se não vier, irão direto ao sofrimento eterno lá nas profundezas.

Por isso, meu filho, escrevo esta carta para pedir, em nome dos santos com quem me relacionam aqui, que você pare com essa teimosia de querer a qualquer custo interromper pelos tribunais o mandato do atual governador do Maranhão.

Convença minha neta de que não ficará bem para você, meu filho, derrubar pela força das cortes um governante eleito democraticamente pelo voto, logo você que foi, para orgulho da tua mãe, o estadista que devolveu o direito dos brasileiros em votar para presidente da República.

Minha neta ainda é nova, bonita, carismática e poderá voltar a governar o Maranhão se Deus e o povo maranhense assim quiserem. Acho que, ao invés de você ficar gastando energia para tirar o governador Jackson Lago do governo, deveria concentrar esforços para cuidar da minha neta para que ela tenha condições saudáveis de travar futuras batalhas eleitorais.

Meu filho, já é tarde e São Pedro chama para a oração da noite. Tenho que ir. Vou pedir juízo para você. Um beijo na minha nora e nos meus netos, especialmente na minha netinha. Avise ao Nandinho que tenho orado muito por ele, pois sei que passado por grandes tribulações aí no Maranhão. Ah, antes que esqueça: o seu pai também não aprova o seu comportamento em relação ao governador Jackson Lago, e pedi que eu lembre você um ensinamento que sempre te dei, citado por você em discurso no Senado: não deixe prejudicar os velhinhos. Te amo, filho.  Fique com Deus.

Kyola,
Tua mãe.

Fonte: Blogue do amigo Robert Lobato http://www.jornalpequeno.com.br/Blog/RobertLobato/

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SÃO PAULO IGNORA POLÊMICAS E CONQUISTA O HEXACAMPEONATO BRASILEIRO

Folha Online

Após semana de tensão e em meio a diversas polêmicas, inclusive com relação ao gol da vitória na partida decisiva, o São Paulo comemorou neste domingo o título do Campeonato Brasileiro-2008, o terceiro seguido do time e o sexto em sua história, após fazer 1 a 0 no Goiás, no estádio Bezerrão, no Gama-DF, pela 38ª e última rodada do torneio.

Com vantagem de três pontos antes da rodada final, o time paulista fez sua parte e não deu chances ao Grêmio, única equipe que poderia tirar o troféu do clube do Morumbi, que venceu o Atlético-MG por 2 a 0, mas acabou três pontos atrás na tabela final.

O roteiro de drama da conquista se iniciou no último domingo, quando com cinco pontos de vantagem para o Grêmio, o São Paulo desperdiçou a chance de obter o título ao empatar por 1 a 1 com o Fluminense, no estádio do Morumbi, diante de quase 70 mil pessoas.

A equipe paulista ainda teve que conviver com reclamações do Grêmio sobre a marcação do jogo dos são-paulinos contra o Goiás para estádio Bezerrão, após o time goiano ser punido pelo STJD com a perda do mando de dois jogos por uma confusão no Serra Dourada no jogo contra o Cruzeiro.

Contrariados, os dirigentes do Grêmio ameaçaram pedir ao STJD a mudança do local da partida para outra cidade.

O clima que já era quente por declarações dos dois times ficou ainda mais tenso na véspera da partida, depois que a CBF anunciou, de surpresa, a polêmica decisão de afastar da partida deste domingo o árbitro Wagner Tardelli. A entidade recebeu uma denúncia de tentativa de manipulação de resultado para a partida –Jailson Macedo Freitas foi designado para substituí-lo.

Assim, o jogo decisivo acabou marcado por reclamações de todos os lados. Goiás, Grêmio e São Paulo ficaram irritados ao tomar conhecimento de que a denúncia para a CBF partiu do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero, ainda que por meio do Ministério Público.

O São Paulo demonstrou insatisfação por não ter sido avisado pela Federação Paulista sobre o caso e pelo fato de a entidade não ter entrado em contato antes de falar com a CBF e assim anunciou rompimento de relações com o presidente Del Nero. A CBF promete explicações para o caso durante a semana.

Outra polêmica foi o gol de Borges na partida deste domingo, marcado aos 22min do primeiro tempo. O jogador desviou chute de Hugo para as redes, mas estava em posição de impedimento.

Os atletas do time, no entanto, demonstraram estar focados no jogo. “Vamos ser campeões, vamos ganhar esta partida”, disse o goleiro Rogério Ceni antes do apito inicial.

O clube do capitão Ceni agora é o único time brasileiro com seis conquistas do Campeonato Brasileiro. Antes do tricampeonato de 2006, 2007 e 2008, todos estes vencidos na era dos pontos corridos, o time do Morumbi levou o torneio em 1977, 1986 e 1991.

Os são-paulinos, que chegaram a estar 11 pontos atrás da liderança na edição deste ano, iniciaram a rodada final com três pontos de vantagem para o Grêmio (72 a 69) e com a possibilidade de levar o título nesta tarde até com um empate. Uma derrota poderia servir, desde que o Grêmio não vencesse o Atlético-MG.

O jogo

O jogo começou nervoso e estudado, com os dois times evitando se lançar ao ataque. O São Paulo abriu o placar aos 22min, em uma jogada de bola parada polêmica.

O goleiro Rogério Ceni bateu falta, Harlei espalmou nos pés de Hugo, que tentou o chute e a bola parou nos pés de Borges, que, em posição de impedimento, finalizou: 1 a 0. O lance gerou muitos protestos do time goiano.

Os são-paulinos passaram a primeira etapa com o domínio das ações e só foram assustados uma vez, aos 19min, quando após cruzamento da direita, Paulo Baier deixou a bola passar e perdeu.

A superioridade são-paulina foi mantida na segunda etapa, quando só o time do Morumbi levava perigo e parecia próximo de marcar. Aos 9min, Dagoberto chutou forte e obrigou Harlei a fazer grande defesa.

Três minutos depois, após bola cruzada da direita, Hugo cabeceou e obrigou o goleiro Harlei a fazer nova boa intervenção.

A sorte ajudou o Goiás a não sofrer o segundo gol aos 23min. Depois de bola alçada na área, Borges chutou em cima de Harlei, e, no rebote, Dagoberto chutou na trave.

Com o passar do tempo, os comandados do técnico Muricy Ramalho passaram a administrar a partida e apenas esperar o apito final para a comemoração.

Curiosidades:

Trio defensivo: titular na reta final do Brasileiro – fechou o campeonato invicto: Com Rodrigo, André Dias e Miranda, o SP fez 10 jogos (sem contar o Flu), com seis vitórias e quatro empates.

Tricampeões: Além do técnico Muricy Ramalho, seis jogadores tornaram-se tricampeões nacional consecutivos pelo São Paulo: os goleiros Rogério Ceni e Bosco; os zagueiros André Dias e Miranda, além dos laterais Júnior e Richarlyson participaram dos títulos de 2006 e 2007. Aloísio e Alex Silva, negociados durante a campanha, também são tri.

Bicampeões: Jorge Wagner, Hernanes, Borges, Hugo, Zé Luis, Fabiano e Sérgio Mota também foram campeões em 2007.

Campeões: Juninho, Éder Luis, Joilson, Jancarlos, André Lima, Wellington, Roni, Rafael, Aislan, Bruno, Oscar, Jean, Pablo e Leonardo podem conquistar o título pela primeira vez.

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TERRORISMO SEM FIM: CASSAÇAO É GOLPE, SARNEY NUNCA MAIS!

O Sistema Mirante e sua ‘rádio-peão’ já cassaram o governador Jackson Lago. O terrorismo está espalhado nos quatro cantos da cidade. E se está assim em São Luís, imaginem a situação no interior do Estado! O parecer do Ministério Público Federal que pede a cassação do governador do Maranhão está sendo usado pela mídia do mal sarneysista como se fora a própria cassação de Jackson. Nunca se viu tamanha barbárie nesse estado. O Maranhão vive hoje uma onda de verdadeiro terrorismo.

Desde que a Frente de Libertação ‘defenestrou’ Sarney e sua trupe do governo, nunca mais esse estado teve sossego; nunca mais as pessoas que integraram essa frente anti-Sarney tiveram paz, vítimas de um massacre sem fim por parte desse grupo apodrecido. No caso do Jackson, a verdade é que existe um parecer do MPF favorável à cassação do governador. E o MPF não julga ninguém. Esse poder quem tem é a Justiça, que ainda não tem data marcada para julgar esse processo.

Desse modo, não é difícil demonstrar, mesmo conhecendo as sutis filigranas jurídicas, a fragilidade das acusações do grupo Sarney sobre o processo que pede a cassação do governador Jackson Lago. A maior parte das supostas irregularidades ocorreu antes do dia 1º de outubro de 2006 (data do primeiro turno). O então Governador do Estado, José Reinaldo Tavares – que apoiou no primeiro turno o candidato Edson Vidigal, seu correligionário do Partido Socialista Brasileiro, teria celebrado convênios com prefeituras como instrumento eleitoral.   

No primeiro turno, Roseana Sarney superou Jackson Lago em 101 (cento e um) dos 156 (cento e cinqüenta e seis) municípios beneficiados com repasses de recursos decorrentes de tais ajustes. E, em diversos Municípios, não favorecidos com esses convênios, a candidata Roseana Sarney foi derrotada. Envolver “nesta peça farta de provas” municípios como São Luís e Imperatriz são até um ato de suicídio. Porque é consenso geral nos dois maiores colégios eleitorais do Maranhão a vitória incontestável de Lago, todos sabem que é quase unânime a população dessas 2 cidades serem contra o grupo Sarney. O exemplo disso foi a vitória de Jackson nelas com dianteira de mais de 210.000 mil eleitores1. Numa rápida consulta ao Diário Oficial, de 17 convênios firmados, Roseana ganhou disparado em 13, restando apenas 4 pra Jackson. Então, essa história de farra de convênios não cola!

No segundo turno, Roseana Sarney não conseguiu o apoio de nenhum dos candidatos derrotados no primeiro turno. Sua votação se manteve praticamente inalterada: 1.282.053 votos no primeiro turno e 1.295.745 no segundo. O terceiro e quarto colocados, Edson Vidigal e Aderson Lago, apoiaram Jackson Lago, que tendo recebido 933.089 votos no primeiro turno, saltou para 1.393.647 votos no segundo. A diferença é praticamente equivalente ao total de votos dos candidatos derrotados no primeiro turno2. Não há nada de ilegal ou ilegítimo nisso!   

Este breve resumo dos antecedentes do processo contra o Dr. Jackson Lago só permite uma conclusão: o processo movido contra ele é político e não jurídico.   

A candidatura de Roseana Sarney em 2006 representava a continuidade no controle do aparelho do Estado de um grupo político–econômico que começou a obter poder quando seu maior expoente, o atual Senador José Sarney, numa reviravolta política, aliou–se ao governo militar após o golpe de 1964, tornando–se desta forma governador biônico. Na verdade, quem teria sido eleito governador pelo voto, caso não houvesse a intervenção militar, teria sido Neiva Moreira, cuja candidatura já era dada como vitoriosa. Mas nessa altura, Neiva tinha sido preso e depois expulso do pais, passando 15 anos no exílio.  

Aliado à ditadura, Sarney comandou o Maranhão como um chefe político absolutista, pois além do poder econômico, foi concentrando amplas prerrogativas políticas, como a formação do maior conglomerado de comunicação da região, o sistema Mirante, e a nomeação para os principais cargos nos poderes e na burocracia do Estado daqueles que lhe juravam fidelidade plena.

Como nas monarquias hereditárias, José Sarney “preparou” os filhos para assegurar a continuidade do seu domínio sob o Estado, sempre amparado na falta de democracia, de liberdade de imprensa, na construção de mitos e no uso e abuso da maquina burocrática.

Quando a abertura política permitiu uma eleição de compromisso entre o passado autoritário e um futuro democrático, Sarney teve o benefício do destino trágico de Tancredo Neves para chegar à Presidência.

Desde que as eleições se tornaram, de fato, diretas, esse grupo vinha mantendo o seu poder graças a essa forma autoritária de controle do Estado. Assinale–se, por exemplo, que as emissoras de rádio e de televisão que funcionam nos país com prazo de concessão vencido, estão alguns das que pertencem ao grupo Mirante.    

Há alguns anos que a família Sarney está sendo investigada por irregularidades de todo tipo (eleitorais, financeiras, administrativas) que praticou durante décadas. 

Chama a atenção que o grupo Sarney, que teve a ousadia de pedir a cassação do governador Jackson Lago confiado em seu imenso poder, tenha um dos seus membros, Fernando, filho do senador Sarney, sob investigação da polícia e do Ministério Público por financiamento ilegal de campanha de Roseana Sarney para o governo do Maranhão em 2006!

Alguém duvida, diante desta pequena síntese, de que o processo contra o Dr. Jackson Lago é político? Alguém duvida que se trata de mais uma jogada suja de um clã que não se resigna a aceitar a realidade de que o Maranhão, pelo voto popular, disse que não aceita mais ser um feudo da família Sarney?

A Justiça no Brasil está sendo observada pelo povo, que em duas décadas de exercício do voto e da prática cotidiana da DEMOCRACIA aprendeu que O VOTO TEM VALOR!

A família Sarney foi destronada pelo voto popular e confia-se que a Justiça Brasileira mais uma vez referende a vontade do eleitor não cometendo um equívoco que certamente trará graves e imprevisíveis conseqüências políticas para a governabilidade do Estado do Maranhão.

GOLPE NÃO, SARNEY NUNCA MAIS!
TIA ROSE NUNCA MAIS, O MARANHÃO SABE O QUE FAZ!

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CHARGE ELETRÔNICA BLOG JP: TIA ROSE NUNCA MAIS, O MARANHÃO SABE O QUE FAZ!

TA ROLANDO NA INTERNET ESSA ANIMAÇÃO

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DOMINGOS DUTRA FALARÁ NO GRANDE EXPEDIENTE? SOBRE O PROCESSO DE CASSAÇÃO DO GOVERNADOR JACKSON LAGO

E-mail enviado ao blogue pelo gabinete do Deputado Federal Domingos Dutra (PT-MA):

De:  Dep. Domingos Dutra ([email protected])

Enviada: Quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 18:48:16
Para: John Cutrim (j[email protected])

O Deputado Federal Domingos Dutra falará  hoje dia 5 de dezembro no grande expediente na Câmara Federal ás 11h00min. sobre o  processo  de cassação  de mandato do governador Jackson Lago e a tentativa do senador José Sarney  de retornar  ao  poder no Estado  do  Maranhão. Assista pela  TV CÂMARA ou  pela Internet no link abaixo:

http://intranet2/internet/tv

Ass. Parlamentar
Dep.Domingos Dutra

QUANDO MONSTROS DESGRAÇADOS SÃO APENAS CRIMINOSOS

Por José Linhares Jr.

Tenho um sobrinho de 5 anos, de vez em quando me irrito com ele pelos mais variados motivos. No meu retorno triunfante à cartilha do ABC, quando ele insiste em não prestar atenção no que ensino; quando assisto à televisão e ele faz barulho; nas ocasiões em que fala para minha noiva trocar-me por ele; nas manhãs em que acorda ensopado de mijo; quando dá uma de valentão e me enfrenta… Oh, aquele guri por muitas vezes é irritante! Mas, não consigo sustentar a raiva por mais de 2 minutos e o amor me toma o peito de novo. Ternura é algo que amolece até os espíritos mais duros, eu insisto em dizer isso sempre. Quem mata uma criança indefesa não tem espírito, é um desgraçado.

Recentemente os jornais noticiaram o caso de uma menina esquartejada e abandonada dentro de uma mala de bagagens. Outro dia um homem esfaqueou a garganta de outra criancinha. Semana passada um garoto de 6 anos confirmou que foi obrigado pelo próprio pai a jogar-se de um prédio junto com a mãe. Reflexos de animais do noticiário policial…

Em cada ocasião lembrei-me de meu sobrinho e pensei em todo o amor que sinto por ele. Depois fiz um exercício mental. Comecei a pensar nas crianças da idade dele que eu já havia conhecido. Desde os mais danados até as moscas-mortas e chatas, não consegui sentir nada negativo em relação a nenhuma delas. Crianças são crianças, e nem preciso remeter a passagens bíblicas para mostrar o que está guardado para elas. Obviedades…

Amar uma criança é óbvio demais. Ter apreço pelo garotinho desconhecido que atravessa a rua junto com o pai também é outra obviedade. Cativar-se com a menininha dentro do ônibus que abraça a mãe e diz “te amo” é a mesma coisa. Crianças são óbvias porque fazem as mesmas coisas, e conseguem manter o mesmo encanto de sempre.

Pessoas que tiram a vida de crianças são abismos. Na verdade, nem podem ser chamadas de pessoas. São lugares entre o inferno e nenhum lugar, são sentimentos que ninguém sente, plantas que nascem murchas, sons que ninguém consegue escutar e, ainda assim, fazem sangrar os ouvidos. Por fim, são umas desgraças…

Apesar de todos terem certeza do dito, você não lê notícias como esta nas páginas dos jornais. Há tempos uma ânsia politicamente correta e um patrulhamento idiota rondam as redações de jornais e os comentários de quem se predispõe a falar de pecados. Quem mata uma criança vira assassino, deixa de ser monstro, não pode mais ser chamado de desgraçado. Jornalista não pode demonstrar juízo de valor mesmo que presencie as monstruosidades mais ácidas.

Nelson Rodrigues falou da objetividade jornalística certa vez. Dissertou sobre a falta de emoção que inundou a imprensa em meados do século passado e se arrasta até a atualidade. Não existe mais emoção nas manchetes. Hoje em dia até mesmo pontos de exclamação foram banidos. No mesmo texto ele se refere a uma manchete antiga do Correio da Manhã: Horrível Emoção! Vejam só, a emoção estava lá e acompanhada pelo sinal de exclamação… Dizem que antigamente o jornalismo era melhor. Enquanto isso proscreve o sentimento, umas das características mais latentes de outrora.

Abram as páginas dos jornais de hoje e notem a frieza, é como colocar as mãos em barras de gelo transparentes. Onde estão as cores? Por que elas se tornaram inimigas? Por isso a internet ganha mais notoriedade a cada dia, nela você percebe as notícias sob o prisma da humanidade. O jornalismo tradicional cava sua própria cova ao abrir mão da tradição e nem se dá conta disso.

No mais, é bom que jornalistas “objetivos e estruturalistas” ponham a mão na cabeça e saibam como suas técnicas amenizam crimes, atenuam a realidade e suavizam qualquer pecado. No jornalismo objetivo, ladrões se transformam em corruptos, monstros desgraçados em assassinos e executores de criança passam a ser apenas criminosos.

*Jornalista e graduando em Filosofia

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JULIÃO AMIN DENUNCIA NA CÂMARA ARMAÇÃO DO GRUPO SARNEY CONTRA JACKSON

Da tribuna da Câmara Federal, o deputado  Julião Amin (PDT-MA) mostrou  ao país  as razões que, no Maranhão,  levam a família Sarney ” a tentar receber no tapetão, como diz o povo, o que eles não têm mais pelos votos”.  Num contundente discurso nesta quinta-feira (dia 4), em Brasília, o parlamentar apresentou os avanços do governo  Jackson Lago e  apontou as inconsistências que tornam o processo, movido pela senadora derrotada Roseana Sarney contra o governador, “insustentável juridicamente”. Ele declarou ainda confiança na Justiça e na retidão dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“E em que se baseia o processo? No suposto uso de convênios entre o Estado e municípios firmados em 2006 pelo então governador José Reinaldo. Ora, os convênios ocorreram no período permitido pela lei eleitoral e visavam atender ao interesse público, principalmente na área da saúde. Para os senhores terem uma idéia, o Maranhão investiu, em 2000, durante o governo Roseana, apenas 0.8% do seu orçamento na saúde. Pasmem, senhores, menos de 1%. Foi esse o quadro que o governo José Reinaldo enfrentou a celebração de convênios”. O deputado esclareceu ainda que, nas eleições de 2006,  Roseana Sarney venceu em 101 dos 156 municípios conveniados e perdeu na capital em Imperatriz, cidades onde não houve convênios.

Sobre a força política e popular do governador Jackson Lago, Amin lembrou as eleições de 2002, quando  Lago obteve 40,3% dos votos válidos e no primeiro turno de 2006 com  a conquista de 34,3%  dos votos válidos. ” Estamos falando de um político três vezes eleito prefeito de São Luís, do prefeito reconhecido pelo Unicef, do homem que lutou pela redemocratização desse país, fundou um partido onde milita até hoje”.

Para o deputado,  o “desespero” dos Sarney vem dos avanços políticos e sociais do atual governo. ” Em apenas dois anos foram entregues 150 escolas estaduais, contra três em quase oito anos dos dois governos Roseana Sarney. Foram  quase 2.000 Km de recuperação e construção de estradas em todo o Estado.  O Governo do Maranhão deve inaugurar, nos próximos meses, o primeiro grande hospital de urgência do interior do Estado, além de comemorar a atração de investimentos para os próximos anos que podem chegar a R$ 41 bilhões”.

Amin conclui: “o que eles parecem querer com esse processo é a reintegração de posse do Maranhão. Deveriam ter ido buscar não no TSE, mas na junta comercial do Estado”. O “pano de fundo dessa que seria a última estratégia possível para eles” é a grande  impopularidade eleitoral do grupo Sarney. Ele lembrou que, nas últimas eleições deste ano,  os quatro candidatos a prefeito apoiados pela senadora Roseana Sarney em São Luis não chegaram a 8 por cento.

“É nítido e cristalino que essa eleição representou a culminação  de um processo histórico inelutável e irreversível. Os sistemas oligárquicos definham com o tempo, não resistem à luz e ao sol da democracia e do crescimento da participação popular”. Segundo Amin, o  Brasil assiste ao “definhamento” das oligarquias políticas e “apenas no Maranhão, tardiamente, sofregamente, o poder do coronel teima em resistir ao avanço das práticas políticas”.

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SARNEY MAIS UMA VEZ ENGANA A TODOS E PODE TOPAR DISPUTAR PRESIDÊNCIA DO SENADO

Ao decidir hoje disputar a presidência do Senado e não fechar acordo com o PT, que já lançou o senador Tião Viana (PT-AC) para o cargo, a bancada do PMDB resolveu marcar terreno. Apesar de adiar a escolha do candidato, o PMDB pôs à mesa da reunião da bancada dois nomes: senadores José Sarney (PMDB-AP) e Pedro Simon (PMDB-RS). A expectativa dos peemedebistas é de que Sarney responda logo se quer o cargo ou se abrirá caminho para a candidatura do senador gaúcho que, por sua vez, só recebeu elogios do ex-presidente e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na reunião da bancada.

Surpreendentemente a decisão foi tomada por unanimidade pelos 20 senadores peemedebistas. Em nenhum momento da reunião, Sarney mencionou se é ou não candidato, mantendo o suspense. Mas, insistiu no discurso da estabilidade política e da necessidade de o PMDB ficar unido para ajudar o País a enfrentar a turbulência financeira. “A crise pode ser pior e vamos ter problemas”, alertou. Simon conclamou o partido a assumir sua força e importância. “O PMDB está acanhado. E Michel está se humilhando sem necessidade”, disse, se referindo à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) ao comando da Câmara.

Independentemente da decisão dos senadores, o PT deve formalizar amanhã o apoio a Temer, cuja candidatura ainda não está consolidada. Os senadores do PMDB querem, com o gesto de hoje, se tornar referência nas articulações para a sucessão do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) que já estão em curso. Tião Viana reagiu com tranqüilidade à decisão do PMDB. “Acredito que o PMDB fará o entendimento com o PT no Senado”, disse.

Nos bastidores, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), havia iniciado uma negociação com Tião pela qual a primeira vice-presidência ficaria com o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO) e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com Garibaldi Alves, que também é reivindicado por Demóstenes Torres (DEM-GO). (O Estado de São Paulo)

COMENTÁRIO

Por aclamação, Sarney pode presidir o Senado

O senador José Sarney (PMDB-AP) traiu Lula. E também Romero Jucá, líder do PMDB no Senado.

A Lula, Sarney disse que não será candidato à presidência do Senado e que poderia apoiar a candidatura de Tião Viana (PT-AC). A Jucá, Sarney disse que apoiaria, sim, Viana – e foi por isso que Jucá saiu por aí a costurar uma aliança do seu e de outros partidos em torno do candidato do PT.

Em conversa no fundo do plenário do Senado, na semana passada, Sarney reafirmou a Viana que não será candidato em hipótese alguma. Fez questão de ser fotografado ao lado dele.

Pois bem: na reunião da bancada do PMDB no Senado, Sarney defendeu o direito do partido de lançar candidato à sucessão do atual presidente, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Afinal, como argumentou, o partido é dono da maior bancada de senadores.

À Sarney se juntou o resto da bancada – a começar por Renan Calheiros (AL), que detesta Viana; Pedro Simon (RS), Wellington Salgado (MG), Almeida Lima (SE), etc e tal.

Jucá ficou em uma tremenda saia justa. Não teve coragem para defender o nome de Viana. Lembrou que o PMDB tem candidato a presidente da Câmara dos Deputados (Michel Temer) e que não pode se arriscar a perder ali o apoio do PT. Por fim, se rendeu à vontade dos seus pares.

O sonho de Jucá é substituir Temer na presidência do PMDB caso ele se eleja presidente da Câmara.

O PMDB só dispõe de um único nome viável para a presidência do Senado – o de Sarney. Se Lula se convencer de que Viana não se elegerá poderá ir de Sarney para a vaga de Garibaldi.

É tudo o que Sarney espera que aconteça. Candidato ele não será. Presidente do Senado por aclamação, fará esse favor. (Ricardo Noblat)

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JOÃO CAPIBERIBE COMEMORA O FIM DE TRAMA ARMADA POR SARNEY CONTRA ELE

 

Diz o ditado que a Justiça tarda, mas não falha. O problema é que às vezes demora tanto, que quando chega Inês é morta, utilizando-se outro dito popular.

É isso o que aconteceu com João Capiberibe.

Por considerar absurdos os repasses a Assembléia Legislativa do Amapá, João Capiberibe, então governador, mandava sacar, através de cheques administrativos em nome do Governo do Estado os valores das contas oficiais em todos os bancos antes do bloqueio pela Justiça em favor da Assembléia. Com o desbloqueio das contas do governo os cheques voltavam aos cofres públicos.

O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) e o deputado federal Jurandil Juarez (PMDB-AP) aproveitaram à operação para ingressar com ação na Justiça levantando a suspeita de que Capiberibe se apropriou do valor de R$ 365 milhões das contas públicas, exatamente a soma dos cheques sacados e devolvidos, para usar em sua campanha ao Senado.

Durante seis anos a Polícia Federal investigou a denúncia contra o ex-governador, por determinação da Procuradoria Geral da República no Amapá.

Agora, finalmente em outubro concluíram as investigações.

A Polícia Federal concluiu que a denúncia é infundada. Por isso, a Procuradoria Geral da República pediu e a Justiça Federal mandou arquivar o inquérito.

O problema é que na ação que moveu contra o adversário Capiberibe por compra de votos na eleição de 2002, o senador Gilvam Borges incluiu na petição a suposta denúncia que vinha sendo apurada pela PF, sugerindo que os R$ 365 milhões foram usados para a compra de votos.

Como todo mundo sabe, o TRE do Amapá absolveu Capiberibe, mas Borges recorreu ao TSE, que reformou a sentença e cassou o mandato do senador eleito.

Se a Justiça não tardasse tanto, o mandato de Capiberibe, pela decisão agora prolatada, não teria sido cassado, pois ficou provado que tudo não passou de uma armação de Borges e Juarez.

Capiberibe, com certeza vai questionar Borges e Juarez na Justiça em busca de reparação pelos danos sofridos.

Mas, infelizmente não vai conseguir reaver o mandato de senador outorgado pelo povo do Amapá e usurpado no tapetão pela farsa agora desvendada.  

E AGORA, COMO É QUE FICA?

No dia 28 de outubro passado, o juiz federal substituto, da 2ª Vara da Sessão Judiciária do Estado do Amapá, José Renato Rodrigues, deu a palavra final sobre uma representação de março do ano de 2004 movida pelo PMDB e assinada por Gilvam Pinheiro Borges contra o ex-governador João Capiberibe (foto) e o ex-secretário de Planejamento José Ramalho de Oliveira. Na decisão o juiz determina o fim de uma farsa meticulosamente montada pelo PMDB controlado pelo senador José Sarney, que organiza a oposição a João Capiberibe e o PSB no Estado do Amapá. O juiz da 2ª Vara absolveu Capiberibe, que era acusado pelo suposto desaparecimento de R$ 365 milhões dos cofres do Governo do Estado no mês de março de 2002, último ano e último mês da sua gestão a frente do governo, já que no dia 5 de abril ele se desencompatibilizou do cargo para candidatar-se ao Senado.

A decisão que pôs fim a farsa

De lá para cá, o suposto desvio tem sido repetido como um mantra por todos os políticos e meios de comunicação ligados ao senador José Sarney no Amapá, na tentativa de sujar o nome de Capiberibe, não apenas na sociedade amapaense, mas em instituições nacionais. Ao tomar posse no Senado, Gilvam Borges usou a tribuna para fazer esta acusação contra João Capiberibe, a mesma denúncia foi entregue no ano de 2004 ao presidente do Senado Federal, ao Ministro da Justiça, ao Ministro-Chefe Controladoria-Geral da União e ao Ministro da Casa Civil.

A acusação infundada apareceia nos meios de comunicação ligados ao grupo de José Sarney formado por jornais, rádios e estações de televisão

Muito barulho por muito

Dois anos e meio depois da representação assinada por Gilvam Borges à Procuradoria Geral da República e investigada pela Policia Federal, o juiz José Renato Rodrigues concluiu:

“Não restou comprovado que o Erário tenha sido desfalcado. Pelo contrário, ficou evidente que a quantia, não obstante as transações bancárias, não saiu da esfera de disponibilidade do Executivo estadual.” O juiz conclui pedindo o arquivamento da representação do PMDB de Sarney.

João Capiberibe entende que seu nome foi exposto a todo tipo de acusações sem que houvesse provas mínimas para que isso acontecesse e pretende ingressar contra todos os que participaram da trama com ação por denunciação caluniosa.

“Eles sabiam que estavam mentindo e mesmo assim levaram adiante as acusações porque estavam usando essas informações na ação de cassação de mandato que moviam contra mim e Janete no TSE. Esse caso não termina aqui. Para mim ele começa agora, pois vou atrás de Justiça, meu nome tem sido caluniado e difamado, assim como o trabalho que eu e minha equipe fizemos no governo também tem sido”.

Cai uma das pernas da acusação por compra de votos

O jornal Diário do Amapá é fartamente usado como \”prova\” contra Capiberibe em todas as ações. Jornal faz parte de grupo associado a Gilvam e Sarney

Em abril de 2004, apenas um mês após a representação feita pelo PMDB contra Capiberibe e José Ramalho de Oliveira, seu ex-secretário de Planejamento e candidato a suplente na mesma chapa para o Senado, era julgada pelo TSE, a ação movida também por Gilvam, acusando o então senador João Capiberibe de compra de votos, juntamente com a deputada Janete Capiberibe e o ex-candidato ao governo do Amapá, Cláudio Pinho, todos candidatos do PSB. Na verdade existe uma forte conexão entre os dois casos; na ação também movida por Gilvam Borges pedindo a cassação dos mandatos de João e Janete Capiberibe, eleitos respectivamente em 2002, Senador da República e Deputada Federal pelo estado do Amapá, ele sustenta que o dinheiro dos supostos cheques roubados teria servido para comprar os votos de eleitores. As alegações feitas por Gilvam na ação impetrada em 22 de outubro de 2002 pedindo a cassação dos mandatos de João e Janete Capiberibe não foram aceitas pelo Tribunal Regional Eleitoral, que os absolveu. A cassação dos mandatos do casal aconteceu no Tribunal Superior Eleitoral, em abril de 2004, apenas um mês depois que o PMDB de Sarney ingressava com a representação contra Capiberibe e José Ramalho.

Irmãs siamesas

Uma ação integrada para incriminar o então senador Capiberibe e a deputada Janete

A representação assinada pelo presidente do PMDB, Gilvam Borges, acusando Capiberibe e José Ramalho (suplente de Capiberibe em 2002) pelo desvio de R$ 365 milhões e  a Ação de investigação judicial eleitoral movida pelo PMDB, representado por Gilvam Borges e assinada pelo advogado Fernando Aurélio de Azevedo Aquino, assessor direto do senador Sarney, são peças praticamente gêmeas. Em alguns momentos o autor deu-se apenas ao trabalho de substituir o nome de Janete Capiberibe, que figura na primeira ação, pelo de José Ramalho, que figura na representação. (Com informações do blogue do jornalista amapense Chico Bruno)

(Este blog é atualizado várias vezes por dia)

 

John Cutrim  [email protected]

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