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A ex-governadora Roseana Sarney podia até não querer mais disputar um cargo público após sua lastimável saída do Palácio dos Leões. Sua gestão, marcada por caos administrativos, mortes, rebeliões, cabeças decapitadas em Pedrinhas, chegou a ter 77% de desaprovação em 2014, último ano do seu governo. (reveja aqui). Diante das denúncias graves atreladas a seu nome, Roseana trabalha um mandato que lhe garanta foro privilegiado. Sem isso, a ex-governadora maranhense pode passar pela mesma situação vexatória e humilhante de Garotinho e Cabral no Rio de Janeiro, ir parar na cadeia.

Há um sinal de alerta tanto na ex-governadora Roseana Sarney quanto no ex-senador José Sarney com as denúncias de corrupção que os envolve. No caso de Roseana, ela é acusada pelo Ministério Público e pela Justiça de ter cometido 4 graves crimes pelos quais pode ser condenada a pelo menos 6 anos de prisão. Há uma ação ingressada pelo Ministério Público do Maranhão de improbidade por um suposto rombo de R$ 1 bilhão nos cofres estaduais no esquema de fraudes em isenções fiscais quando Roseana era governadora.

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No caso de Sarney, ele é citado por delatores na Lava Jato acusado de receber 18 milhões em propina da Transpetro. Pai e filha também são citados em recebimento de propina da Odebrecht.

ODEBRECHT

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) aguardam com certa preocupação o avanço das investigações da Lava Jato envolvendo a empreiteira Odebrecht – a empresa é acusada de pagar propina para políticos e funcionários da Petrobras. Ainda restam os depoimentos de delação premiada de outros executivos da Odebrecht.

Roseana e José Sarney aparecem nas planilhas da Odebrecht que listam pagamento de propina, segundo publicação do site Congresso em Foco. Sarney é descrito na lista pelo codinome “escritor”.

O material foi apreendido em fevereiro com o então presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Júnior, no Rio de Janeiro, durante a fase Acarajé da Lava Jato. Os papéis, entre os quais cópias de planilhas com várias anotações a mão, atribuem doações eleitorais a cerca de três centenas de políticos.

Durante os depoimentos, os executivos terão que confirmar o que disseram até agora ao Ministério Público. Detalhar o pagamento da propina e entregar provas. Entre os nomes citados por eles (uma estimativa de que cerca de 200 políticos), estão o da ex-governadora Roseana Sarney e do ex-senador José Sarney.

DENÚNCIA DE DESVIO DE 1 BILHÃO

A ex-governadora Roseana Sarney e outros menos citáveis foram indiciados criminalmente quando a Justiça acatou denúncia do Ministério Público de desvio de quase R$ 1 bilhão na Secretaria da Fazenda, através de um esquema criminoso de isenções fiscais e compensações tributárias ilegais.

Titular da 2ª Promotoria de Justiça da Ordem Tributária e Econômica, o promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos denunciou o esquema que lesou o povo maranhense em R$ 1 bilhão, consistente de isenções fiscais criminosas, compensações tributárias ilegais, exclusão de autos de infração, reativação de parcelas nunca antes pagas, carga tributária nula e contratação de uma empresa especializada em tecnologia para mascarar os delitos e garantir a continuidade dos crimes.

LAVA JATO

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O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado revelou em delação premiada que o ex-senador José Sarney (PMDB) recebeu propina de contratos da Transpetro durante nove anos, no valor total de R$ 18,5 milhões. Desse montante, R$ 16 milhões foram recebidos em espécie.

O primeiro repasse de propina a Sarney foi realizado em 2006, no valor de R$ 500 mil. A princípio, o dinheiro era repassado sem periodicidade certa. A partir de 2008, as parcelas eram pagas anualmente. Os repasses perduraram até agosto de 2014. O dinheiro era transferido ora como doações oficiais ao PMDB, com recomendação expressa de repasse a Sarney; ora em entregas em espécie. A origem dos recursos eram as empresas com contrato com a Transpetro, que são investigadas na Lava-Jato.