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Em dez dias, governo Bolsonaro coleciona recuos, desencontros e medidas polêmicas

Em seus dez primeiros dias, o governo de Jair Bolsonaro já mudou de ideia ou recuou de decisões que estavam tomadas e até anunciadas. Da área econômica à diplomacia e política, o vai e vem ocorreu pelo menos em três situações.

Um dos principais recuos teve como personagem o próprio presidente da República. Na semana passada, ele anunciou que assinou um decreto aumentando o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele justificou afirmando que a medida iria compensar a perda de arrecadação com a extensão de incentivos às regiões Norte e Nordeste. Mas, no mesmo dia, o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, descartou a mudança.

A confusão expôs uma queda de braço entre o núcleo econômico do governo, comandado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que chegou a considerar a medida, e o núcleo político liderado por Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, que via a medida como impopular.

Bolsonaro também voltou atrás em relação à instalação de uma base militar dos Estados Unidos no Brasil. O presidente se mostrou aberto à possibilidade e justificou a ideia como uma preocupação com a soberania e a segurança nacional.

A ideia foi elogiada pelo secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo em entrevista ao Estado. Porém, os comandos das Forças Armadas foram surpreendidos com as afirmações de Bolsonaro e fizeram críticas em privado à iniciativa. Nesta terça-feira, 8, o chefe do gabinete de Segurança Institucional do governo, Augusto Heleno, negou os planos e disse que “fizeram um auê” em relação ao tema.

Na área econômica, outro recuo se deu dentro da Caixa Econômica Federal. O novo presidente da instituição, Pedro Guimarães, negou que o banco vá aumentar os juros do crédito imobiliário para a classe média; um dia antes, na cerimônia de posse dos novos titulares dos bancos públicos, em Brasília, ele afirmou que “quem é classe média tem de pagar mais”. Segundo Guimarães, a declaração foi reproduzida de forma distorcida pelos veículos de imprensa.

Ainda na primeira semana de governo, Bolsonaro iniciou um pente-fino na publicidade governamental. A intenção dele é cortar gastos. Como mostrou a Coluna do Estadão, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência disparou um ofício para as assessorias de imprensa dos ministérios solicitando informações sobre os contratos de publicidade, como objeto específico das contratações, a empresa prestadora de serviço, a data de assinatura e a vigência do acerto, principais produtos entregues, além do valor e de quantas prorrogações ainda podem ser feitas.

A última polêmica envolve o Ministério da Educação. O governo de Jair Bolsonaro anulou mudanças nos critérios de avaliação dos livros didáticos, depois que a medida foi divulgada pelo Estadão. Tinham sido retirados do edital a exigência de que as obras tivessem referências bibliográficas e itens que impediam publicidade e erros de revisão e impressão.

Em nota divulgada na noite de quarta-feira, 9, o governo informou que “os erros foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC” e enviada em 28 de dezembro de 2018. ” O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, vai tornar “sem efeito” o aviso de retificação do edital. A decisão foi tomada mais de 6 horas depois de o Estadãorevelar a mudança.

Antes da posse

Alguns dos recuos de Bolsonaro vêm desde antes de assumir oficialmente a Presidência. Em novembro, falou que seu governo teria de 15 a 17 ministérios. Em janeiro, porém, assumiu o poder com uma equipe de 22 nomes com status ministerial. Também chegou a considerar a fusão do Ministério do Meio Ambiente com a Agricultura e a incorporação da Controladoria-Geral da União ao Ministério da Justiça. Voltou atrás das duas decisões.

Em sua primeira lista de nomes da equipe de transição, divulgada menos de uma semana após sua eleição, elencou 27 homens. Criticado pela ausência de mulheres, anunciou quatro nomes femininos três dias depois. Estadao

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4 respostas para “Em dez dias, governo Bolsonaro coleciona recuos, desencontros e medidas polêmicas”

  1. Antonio Carlos, Carlos disse:

    Bolsonaro está vacilando, parece nervoso, calma, não precisa comer com muita pressa. Se nesse 10 dias Bolsonaro tivesse mandado prender todos os políticos corruptos, esses vagabundo que todo mundo sabe quem é, estaria sendo aplaudido desde o dia 1° de janeiro. Já era para ter mandado o Cabo e o Soldado, sem jeep fechar a porcaria desse Çupremo e mandar os corruptos como Gilmar Mendes, Barroso,Fux Levandoski ect, ect, pra cadeia, mais aplauso. Diminuir o percentual que o presidente ladrão deu para o Çupremo e aumentar o salário minimo ai sim, cairia de vez na graça do povo e não estaria se perdendo com recuos e vacilos.

  2. LUIZ FELIPE disse:

    O primeiro —o primeiro —-presidente do BRASIL —- PATRIOTA—FICHA LIMPA—-HONESTO—–SEM RABO PRESO—-VERDE E AMARELO—-QUE AMA O BRASIL e não o COMUNISMO-CUBA-VENEZUELA—- o primeiro da história do BRASIL —-HONESTO—–SEM RABO PRESO—-[[[-SEM RABO PRESO—-]]]]- uma vitória de DEUS e dos votos de 58 milhões de brasileiros do bem–decentes–cristãos que tomaram nojo e vergonha de PT–LULA-LADRÃO–DILMA ANTA–VAMPIRO TEMER—-PTRALHAS–ESQUERDALHAS—ESQUERDA DE MERDA—–PMDB–MDB–PSDB—-CANALHAS–LADRÕES DE BILHÕES DO POVO BRASILEIRO——-GLÓRIA A DEUS —-LOUVADO SEJA DEUS —– NOVA AURORA PARA O BRASIL E NÓS BRASILEIROS —-JAIR MESSIAS BOLSONARO—-FICHA LIMPA—PATRIOTA–SEM RABO PRESO ——-BRASIL ACIMA DE TUDO ==DEUS=== ACIMA DE TODOS. PODER DE DEUS EM AÇÃO…..

  3. José Iran disse:

    Queriam o que?? pegaram um governo que levou o País ao caos.Está tudo desarrumado mesmo e ainda teem a função em desapalherar o Estado do PT.

  4. Aston Beckman disse:

    Assessores indicados por Eduardo Cunha são ‘imexíveis’ e ficam no governo Bolsonaro
    Posted on janeiro 10, 2019 by Tribuna da Internet
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    Resultado de imagem para eduardo cunha charges
    Charge do Mário Tarcitano (Humor Político)
    Vinicius Sassine e Eduardo Bresciani
    O Globo

    O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni , manteve nos cargos de subchefes adjuntos para Assuntos Jurídicos de sua pasta dois advogados indicados às funções pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), deputado cassado e hoje preso preventivamente pela Lava-Jato em Curitiba. Os subchefes Felipe Cascaes Bresciani e Erick Biill Vidigal vêm tendo atuação destacada nos primeiros dez dias da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro . A reportagem do GLOBO enviou no fim da tarde de quarta questionamentos à assessoria de imprensa da Casa Civil para saber o posicionamento do ministro e dos dois subchefes que continuam na função. Não houve resposta.

    Cascaes foi o responsável final por um parecer do governo a respeito do indulto a presos, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo próprio presidente Bolsonaro na última terça-feira. Desde a mudança do governo, ele já participou de reuniões com ministros, com Bolsonaro e para discutir assuntos como o Estatuto do Desarmamento. Vidigal também já despachou com o presidente.

    DESPETIZAÇÃO – No segundo dia de governo, Onyx anunciou a exoneração de 320 servidores em cargos de confiança e em funções com gratificações na Casa Civil, num gesto que ele chamou de “despetização” da máquina pública. O PT foi governo entre janeiro de

    http://www.tribunadainternet.com.br/assessores-indicados-por-eduardo-cunha-sao-imexiveis-e-ficam-no-governo-bolsonaro/

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