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Ciro Gomes critica acordo entre PT e PSB e chama negociação de ‘jogo de gabinetes’

O candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, criticou nesta segunda-feira (6) o acordo que o PSB fez com o PT para não apoiar nenhum candidato à Presidência da República. Em troca, o PT se comprometeu a apoiar candidatos do PSB em disputas de governos estaduais.

A aliança com o PSB era disputada por diversas candidaturas à Presidência. A decisão do partido de não apoiar oficialmente nenhum candidato veio no domingo (5), dias depois do acordo com o PT.

O principal ponto de interesse do PSB na negociação é a eleição ao governo de Pernambuco. O partido tentará reeleger o governo Paulo Câmara e pediu ao PT para retirar a candidatura de Marília Arraes.

Em Minas Gerais, por conta da aliança, a direção nacional do PSB retirou a candidatura ao governo de Márcio Lacerda, para não rivalizar com o petista e candidato à reeleição Fernando Pimentel. O diretório estadual do PSB de Minas queria a candidatura de Lacerda.

“As estruturas estão querendo jogar o jogo dentro de gabinetes. E dali jogando cartas, excluindo da opção da população candidaturas como da Marina Arraes, como de Márcio Lacerda, assim, dois anos depois que as pessoas se estimularam e foram se preparando”, afirmou Ciro Gomes durante anúncio da candidata a vice-presidente em sua chapa, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO).

Ciro disse ainda, se referindo à política brasileira de um modo geral, que um partido que não tem escrúpulos para manter sua palavra, não terá escrúpulos ao lidar com dinheiro público.

“É só fuxico, é só tratativa de gabinete, é só conchavo, é só rasteira, é só punhalada pelas costas. A falta de escrúpulo na política é a mesma base moral de quem tem falta de escrúpulo diante do dinheiro público. Se eu não tenho escrúpulo de te dar minha palavra e cumprir, por que diante de uma montanha de dinheiro difusamente pertencente ao povo eu vou deixar de roubar?”, afirmou o candidato.

Alianças

Ciro Gomes comentou sobre eventuais dificuldades de sua candidatura por ter um número menor de partidos na coligação do que outros concorrentes. A coligação de Ciro conta com o PDT e o Avante.

Ele argumentou que candidatos à frente nas pesquisas eleitorais não têm grandes coligações. Ele citou a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), que fez aliança com partidos do “Centrão” (DEM, PP, PR, PRB e SD) e disse que essas “estruturas” têm feito mal ao país.

“É muito curioso que neste momento o candidato elegível que está à frente na pesquisa está sozinho no partido, o segundo lugar está sozinho no partido, o terceiro lugar, a mesma coisa. Você vai encontrar lá no fim as estruturas todas ao redor de uma confrontação que tem feito muito mal ao Brasil”, afirmou.

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