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Bolsonaro exclui ‘caciques’ do governo e desagrada ao Centrão

O modelo de negociação política adotado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para a formação do primeiro escalão do futuro governo já causa desconforto entre os “caciques” dos partidos do Centrão. Bolsonaro alijou os principais dirigentes do DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade das conversas para a composição dos ministérios e cargos mais importantes da máquina federal ao passar a tratar das nomeações diretamente com deputados representantes de segmentos econômicos e sociais, reunidos em frentes parlamentares.

O futuro presidente, eleito na chapa dos nanicos PSL/PRTB sem o apoio das siglas de centro tradicionais, colocou em prática a promessa de campanha antes mesmo de assumir o Palácio do Planalto. O novo modus operandi, que não segue a cartilha do chamado “presidencialismo de coalização”, no qual o loteamento de cargos garante apoio no Congresso, pode dificultar a formação de uma base parlamentar que garanta votos suficientes para aprovar mudanças constitucionais, como a reforma da Previdência.

“O critério para preencher (os ministérios) é técnico, não é festa. Não estou lá (na Presidência) para fazer um governo como os anteriores. Não vou jogar cargo pra cima e quem se jogar na frente pega”, disse Bolsonaro ontem em um evento no Rio.

O episódio mais recente de sondagem direta que incomodou os líderes partidários foi a consulta a Celso Russomanno (PRB-SP), cotado para uma pasta que reuniria Esporte, Turismo e Cultura, sem o conhecimento do presidente de seu partido, Marcos Pereira. O presidente do PRB ficou irritado com a abordagem ao deputado e apresentador de TV. Dirigentes apostam que Bolsonaro pode oficializar o nome de Russomanno, que tem demonstrado proximidade com novatos do PSL.

Em outro exemplo de linha direta com os parlamentares, a indicação dos ministros do DEM, Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura), também causou ruído na legenda, que resiste a integrar oficialmente o governo.

Analistas de dentro e de fora do Congresso avaliam como arriscada a tática de Bolsonaro em um Parlamento marcado ainda por uma grande fragmentação partidária. “As bancadas temáticas não têm unidade fora de seus temas específicos. Existem também divergências internas dentro das frentes”, disse o cientista político Carlos Melo, do Insper.

Nos bastidores, os dirigentes de partidos dizem que as frentes parlamentares são heterogêneas e que não agregarão votos porque não há relação de liderança entre os núcleos dessas bancadas e os demais deputados. Algumas passam de 200 inscritos, mas muitos dos parlamentares, porém, não têm participação efetiva. Os presidentes das frentes não possuem ascendência sobre os demais integrantes. Já as direções das siglas podem fechar questão e orientar votos em projetos levados ao Plenário, estando os deputados sujeitos a punições em caso de descumprimento da orientação.

“Bolsonaro está montando um governo sem fazer interface com a política. Mas a gente sabe que isso aqui (Congresso) tem vida própria, nós representamos a todos no Congresso, são muitas demandas. Em determinado momento, acho que terá que ser repensado”, afirmou Marcio Marinho (BA), ex-líder do PRB e integrante da comissão executiva do partido.

O núcleo do Centrão (DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade) preteriu Bolsonaro no primeiro turno das eleições e apoiou o tucano Geraldo Alckmin (PSDB), que obteve 4,76% dos votos válidos.

No segundo turno, oficialmente o grupo declarou neutralidade e liberou seus filiados. A maior parte deles, porém, fez campanha para Bolsonaro por conta própria. Antes das eleições, o presidente eleito só tentou o apoio formal do PR, por meio da sondagem do nome do senador Magno Malta (ES) para a vaga de vice.

Blocos. O PSL elegeu a segunda maior bancada da próxima legislatura – 52 deputados. Somados aos partidos que aderiram a Bolsonaro no segundo turno ou demonstraram afinidade com ele, a base pode chegar a 191 – incluídos PTB, PSC, Patriota, PSD, DEM, PRB, Podemos, Novo e PRP. A oposição teria um tamanho inicial de 169 parlamentares.

Para ter mais de 308 votos, número necessário na Câmara para promover alterações constitucionais, o governo Bolsonaro dependerá dos partidos do Centrão e da centro-direita, entre eles MDB (34 deputados), PP (37), PR (34) e siglas nanicas, ameaçadas de perder parlamentares por não terem atingido a cláusula de desempenho eleitoral. Essas legendas não têm perfil de compor a oposição, mas podem complicar a governabilidade se ficarem ausentes da composição do governo. Apoiadores declarados de Bolsonaro no segundo turno, PTB, PSC e Patriota não estão, até agora, na formação do novo governo.

Aliados do presidente eleito, como o vice Hamilton Mourão (PRTB), e mesmo líderes de partidos de centro preveem que o primeiro ano do governo será de “lua de mel” entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

As primeiras semanas de Bolsonaro após a eleição, porém, foram de tropeços na articulação política, com derrotas em votações de interesse dele, e pequenas crises na montagem do governo com setores que foram fundamentais para o triunfo eleitoral.

Para debelar insatisfações, Lorenzoni também se reuniu na quarta-feira, 14, com o presidente do próprio partido, ACM Neto. A conversa deu início a uma aproximação, mas não garantiu a adesão do DEM à base. “Ele (Bolsonaro) tem que fazer a leitura se essa estratégia das frentes parlamentares surte efeito, atropelando as lideranças. Essa é uma questão que está posta. O tempo vai dizer”, diz Efraim Filho (PB), ex-líder do DEM. / COLABOROU CONSTANÇA REZENDE e PEDRO VENCESLAU

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5 respostas para “Bolsonaro exclui ‘caciques’ do governo e desagrada ao Centrão”

  1. Anchieta Neves disse:

    Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura) , São “indicações técnicas?
    Os três respondem por acusações de Tráfico de influência, caixa dois, peculato e corrupção passiva.
    É preciso mudar, para que as coisas CONTINUEM como sempre foram.

  2. José Mendes disse:

    Isso é “INDICAÇÃO TECNICA” ou DEDO DE SARNEY?

    “Bolsonaro fez o convite e Fábio Gondim já integra a equipe de transição do presidente eleito
    O convite foi feito inicialmente por telefone, através de um assessor do presidente eleito, e em seguida Fábio Gondim esteve pessoalmente com Jair Bolsonaro e aceitou o convite para integrar a equipe econômica de transição do novo governo.”

    .

  3. Ás raposas velhas, estão ouriçadas? se acostumaram ao toma lá dá cá? O presidente BOLSONARO tem que fazer uma varredura geral, não permitir que os raposas velhas tenham ás canetas nas mãos para fazerem o que bem entenderem como eram feito antes, vamos passar o nosso Brasil a limpo, para que isso aconteça, é necessário que os corruptos não façam parte, e não tenham prerrogativas de mandar em nada, ficaram várias décadas mandando e desmandando e só afundaram o nosso Brasil. Vamos oxigenar a política, substituir os políticos tranqueiras, excluir os políticos mequetrefes das governabilidades, não podemos colocar uma raposa faminta para tomar conta de galinheiros cheios de galinhas gordas, se o NOVO PRESIDENTE dá república, não roubar, e não permitir que roubem, já foi dado um grandioso passo para os futuros promissores. O Brasil e os brasileiros decentes e corretos, não permitirão que os corruptos e ladrões de dinheiro público voltem a comandar o nosso Brasil. É por isso que nós estamos fazendo parte do terceiro mundo, só estamos no terceiro mundo, pq ainda não existem o quarto e nem o quinto, senão, estaríamos em último lugar assim como se encontra o estado do Maranhão. Durante várias décadas o Maranhão e os seus habitantes foram pisoteados e humilhados por gentinhas que só olhavam para os próprios umbigos e nem se importavam em trabalhar para os desenvolvimentos do Maranhão e o seu POVO, eles só trabalharam para ficarem ricos ás custas dos suores dos maranhenses, ninguém se importou em construirem escolas, hospitais, segurança pública com qualidades, valorizar os homens do campo, muitos tinham o Maranhão como se fosse um curral eleitoral, eram só bradar aos quatros cantos, que logo os barnabés, estariam aos seus pés, perguntando o que era para fazerem para que os mandantes fossem atendidos em suas vontades. Tudo isso está sendo mudados, os eleitores conscientes , estão escrevendo umas novas histórias para o Maranhão e os seus habitantes, certamente , surgirão muitos jovens preparados e aguerridos com sede de mudanças, que vão contribuir e muito para que o estado do Maranhão tome um rumo certo, não é admissível que durante várias décadas os maranhenses fossem humilhados por pessoas descompromissadas com políticas públicas e justiça social, para dá alentos a milhões de trabalhadoras e trabalhadores que sempre contribuíram para que o estado crescessem e dessem alentos aos maranhenses decentes. Começaram ás mudanças, certamente de agora em diante, o Maranhão seja visto e respeitado pelas ás mudanças que virão, muitas coisas boas terão que serem feitas para que os maranhenses não careçam sair dos seus seios familiares e ir em buscas de melhoras em outros estados dá federação.

  4. Capelobo disse:

    VELHO ANALFABETO
    XIBUNGO
    JUSTO JUMENTOOOOO
    O BOLSOANAL VAI TE FUZILAR
    Tu VAIS SER O PRIMEIRO VIADO A SER fuzilado
    VELHO ANALFABE TÔ
    JUSTO JUMENTO
    ANALFABETOOOOOOOO.

  5. JOSE PEREIRA MARANHÃO disse:

    É PRECISO RELEMBRAR QUE O BOLSONARO NÃO SE ELEGEU POR VONTADE PRÓPRIA. FOI A MAIORIA DE NÓS; OS ELEITORES BRASILEIROS, QUE PERMITIRAM ESTE QUADRO. VIVEMOS NUM PAIS DEMOCRÁTICO, ONDE A MAIORIA DECIDE QUEM SERÃO OS SEUS REPRESENTANTES. VAMOS AGUARDAR O GOVERNO DELE PARA AVALIA-LO. NÓS TEMOS QUE SER UM POVO QUE PENSA PRA FRENTE, SENÃO NUNCA SEREMOS UMA GRANDE NAÇÃO. A MUDANÇA FAZ BEM. ATÉ PARA COMPARARMOS QUEM JÁ ESTEVE POR LÁ – SENÃO ELEGEMOS OUTRO. O POVO OPTOU POR UM NOVO NOVO. OS ELEITORES QUE SEMPRE VOTARAM NO PT (E EU ME INCLUO ENTRE ELES), NA SUA GRANDE MAIORIA SÃO INTELIGENTES. NÃO PODEMOS SERMOS CETICOS, A PONTO DE NÃO ENXERGARMOS OS ERROS, COMO TAMBÉM DE NÃO RECONHECERMOS OS ACERTOS; DE QUEM QUER QUE SEJA.O BRASIL SERÁ MELHOR, QUANDO NOS FORMOS MELHORES.

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