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Discurso da Profª Marcella Miranda na colação do CEUMA Anil em 2018.2

Discurso como paraninfa da turma de Serviço Social 2018.2 da Unidade Cohama (representando todos os paraninfos)

Magnífico reitor da Universidade CEUMA, Professor Mestre Saulo Henrique Brito Matos Martins, em nome de quem eu saúdo todos os membros da mesa. Senhor Domingos Fernando Gestor da unidade Cohama. Prezados(as) Professores(as) e funcionários(as), Srs. Pais e convidados, formandas e formandos boa noite!

Agradeço a oportunidade de representar os paraninfos das turmas de Administração, Ciências Contábeis, Direito e Serviço Social da unidade Cohama. Quero agradecer, em especial, a turma de Serviço Social pelo convite para ser paraninfa.

Em especial, saúdo todos os pais e familiares presentes, muitos aqui vivendo o sonho de ver a filha, o filho, a esposa, o esposo, pai, mãe, irmã, irmão, primas, primos formando. A conclusão do curso de nível superior é sempre momento para grande comemoração.

É difícil pensar um discurso capaz de atender aos anseios de formandos e familiares, uma fala capaz de refletir os sentimentos que passam pelo coração de vocês nesse momento. Como transformar em palavras a alegria, felicidade, satisfação, gratidão, saudades, certezas e incertezas que tomam conta de vocês agora?

Hoje estamos encerrando um ciclo importante, marcado por um turbilhão de acontecimentos, aprendizados, alegrias, tristezas, medo, amizades, companheirismo, brigas. Muitos de vocês precisaram deixar as casas de seus pais em prol de um objetivo maior. Viver longe das mães, dos pais e até dos filhos. Tudo isso para concluir a graduação e ampliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho.

Quantas vezes se perguntaram se valia a pena. Eu respondo a partir de Fernando Pessoa “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Tenham certeza que vocês saem daqui grandes, renovados, amadurecidos, capazes de enfrentar o mundo. Vocês não vão enfrentar esse mundo só, vocês vão levar cada um que passou pela vida de vocês, inclusive, nós professores.

A mensagem final que trago para vocês não diz respeito às grandes teorias ou aos paradigmas das ciências. Eu escolho a poesia como alternativa para nossa lucidez. Assim como o poeta Thiago de Mello “não tenho um caminho novo. O que tenho de novo é o jeito de caminhar”.

A Universidade garante formação técnica, mas é preciso formar pessoas boas. O escritor português José Saramago, no seu livro Democracia e Universidade, diz “a universidade não tem de salvar-nos, não se trata de salvar ninguém, digamos que a universidade tem de assumir a sua reponsabilidade na formação do indivíduo, e tem que ir além da pessoa, porque não se trata apenas de formar um bom informático ou um bom médico, ou um bom engenheiro, a universidade além de bons profissionais, deveria lançar bons cidadãos”.

A partir da referencia de Saramago, o que tenho a dizer nesse momento de comemoração, e de um até logo da Universidade Ceuma, é que vocês amem. Vivam com amor. Estamos passando por um período delicado na sociedade brasileira, em que o discurso de ódio ganha força. Contra o ódio, nossa resposta deve ser sempre o amor.

O amor próprio, amor com as pessoas ao nosso redor. Cada vez mais convivemos com as determinações e a correria do mundo moderno, não só adoecemos por não nos darmos a devida atenção, como também podemos causar adoecimento aos outros. A gentileza conosco e com os demais deve ser constante em nossas vidas.

“É de muita ciência que precisamos, mas é de mais consciência que precisamos mais” Gabriel Garcia Marquez diz que “a sabedoria não seria suficiente se não fosse para um novo modo de fazer feijão”. Assistimos ao avanço da tecnologia, bebês geneticamente modificados, mas convivemos com a barbárie, a guerra que mata crianças todos os dias, o aumento da violência urbana e rural, crimes contra animais.

Nosso conhecimento técnico deve ser utilizado de maneira ética para que possamos intervir em todas essas questões de maneira responsável. Somos sujeitos políticos e precisamos tomar partido, precisamos nos posicionar na construção de uma sociedade melhor e mais justa.

Devemos ser, mais do que devemos ter. Precisamos de um trabalho que seja suficiente para garantir nossa sobrevivência e certo grau de conforto, mas não podemos esquecer que precisamos de tempo livre para cuidar da nossa saúde, da nossa família, para fazermos coisas que nos façam bem.

Ser reconhecido profissionalmente é importante, porém o mais importante é o reconhecimento da nossa humanidade. “Sejam gentis com o que vocês estão se tornando”. Respeitem as diferenças, valorizem a diversidade, reconheçam a humanidade de cada pessoa que passar pela vida de vocês. Não somos iguais, temos história de vida, experiências, valores, gostos diferentes. Exercitem a compreensão e a alteridade.

Hoje vivemos hoje a realização de um sonho. Fernando Pessoa falou que “Nós somos os nossos sonhos”, portanto, sonhem e voem alto!

Assim, desejo que a luz que habita cada um de vocês, conduza-os sempre no caminho da justiça, da ética, da paz, do bem e do amor.

Faço a vocês o convite feito por Thiago de Mello “Vamos juntos, multidão, trabalhar pela alegria, amanhã é um novo dia.”. Sucesso na nova etapa que se inicia.

Fonte: e-mail

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