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Tributo à Legião Urbana

Reflexões do jornalista Vinícius Bogéa sobre o Tributo à Legião Urbana, promovido pela MTV nessa terça-feira no Espaço das Américas, em São Paulo:

Antes da chamada Legião existir, havia o Aborto Elétrico, que serviu de protótipo para o Capital Inicial. Fê e Flávio Lemos sempre foram músicos experimentados. Não para Renato Russo, que preferia uma banda que tocasse à sua maneira. Por isso, juntou-se a Bonfá e Dado, que não dedilhava mais do que três notas no violão. Renato pouco se importava, aquela era a banda dele, que valorizava não somente a sua voz, mas a essência daquelas músicas. É isso que tem que ser valorizado.

Toda a magia da Legião está concentrada nas letras, cante quem cantar. Pode ser você, eu, Wagner Moura, Paul McCartney, Pavarotti… Ou vai me dizer que alguém sairia “vivo” daquele palco após um tributo à Legião? A sombra de Renato Russo estaria atrás de qualquer um, porque era ele que gostaríamos que estivesse ali.

Wagner Moura interpreta os clássicos da Legião

Não somos culpados. Somos apenas reféns desse vazio deixado por sua precoce partida. Ao contrário do que muitos pensam, acho que RR não se contorceu no túmulo, pois tinha alguém rezando seu legado e muitos querendo estar no seu lugar, mesmo que para cantar alguns versos, como: “Fala demais por não ter nada a dizer”. É, meus amigos, acho que ainda é preciso ouvir um pouco mais de Legião Urbana, porque “Compaixão é fortaleza e ter bondade é ter coragem”.

(Vrbana Legio Omnia Vincit)

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